Amanhã!
Tudo o que tenho feito nos últimos tempos se resume de forma simples: estou a adiar a minha vida.
Porque o blog esteve sempre de acordo com o resto, e porque estou cansada, adio aqui também....
Tudo o que tenho feito nos últimos tempos se resume de forma simples: estou a adiar a minha vida.
Porque o blog esteve sempre de acordo com o resto, e porque estou cansada, adio aqui também....
postado por muska eram 22:34 0 na memória
É todos os anos demasiado triste...
postado por muska eram 14:24 0 na memória
Agosto é o mês dos desperdícios.
ou será o verão?
postado por muska eram 00:14 0 na memória
gostava que olhasses e me soubesses aqui
perto, demasiado perto
esta é a distância que serve apenas para nos separar
postado por muska eram 00:06 0 na memória
praia, vento, cerveja e camarão
(não há nada como comer areia!)
postado por muska eram 00:04 0 na memória
Trago no peito um dragão cansado
Levanta devagar os olhos tristes para o alvo almejado
E devagar abre a enorme boca, deixando ver os dentes de gigante e uma língua bífida comprida
Em vez de um rugido foge-lhe como ar um lamento
Em vez de um fogo vivo e escaldante, escapa-lhe da garganta negra uma fuligem seca, que forma uma nuvem ridícula no ar
postado por muska eram 00:04 0 na memória
Havia um cantor de que os meus amigos gostavam.
Durante alguns anos ouvi-o sempre pelos ouvidos deles, mas, como não usava os meus, ele nunca chegou até mim, senão quando abri o espaço para que entrasse, guiado pela minha mão.
Tenho pensado que as pessoas são um pouco como a música: nem sempre estamos preparados para elas.
Às vezes podemos conseguir que elas cheguem até nós em tempo útil.
Às vezes não...
E se elas nunca entrarem, vamos sentir falta daquilo que nunca tivemos?
Vamos ter pena porque aquela música tocou tantas vezes e nunca lhe prestámos atenção?
Ou vamos simplesmente continuar caminho, vendo aquilo que olhamos, sentindo o que nos toca, cheirando o que respiramos, sem que à volta o mundo faça diferença?
postado por muska eram 00:04 0 na memória
galguei os degraus dois a dois
entrei no quarto de rompante
escancarei a gaveta
vasculhei tudo até encontrar o papel e a caneta
e esqueci-me do que queria escrever
postado por muska eram 23:14 0 na memória
-Tens andado estranha... Pareces alheada de tudo à tua volta, não prestas atenção ao que estamos a dizer... Passas a vida a escrever no teu livrinho, tiras centenas de fotografias... Estás apaixonada?
-Não. Estou obcecada.
postado por muska eram 13:44 0 na memória
-acho que já não sei escrever aqui...
-"aqui"?
-"já"?
postado por muska eram 02:51 0 na memória
estou a esbanjar sentimentos... como quem compra a crédito sem ter um tostão.
postado por muska eram 02:45 0 na memória
as coisas não partilhadas que sinto são desperdícios que se dissipam no ar fresco e leve da noite, como restos inaproveitáveis de luz
postado por muska eram 02:44 0 na memória
trago um frasco destapado no peito, de onde sinto todos os dias evaporar-se um pouco da capacidade de olhar com este vidro fosco chamado coração
postado por muska eram 02:34 0 na memória
Todos os meus relógios marcam horas diferentes.
Tudo o que eu digo parece triste depois de escrito.
Há horas díspares pelo mundo fora e as pessoas não são menos felizes por isso.
postado por muska eram 01:34 0 na memória
sempre que estou contigo, esta sensação de despedida que não consigo expulsar...
postado por muska eram 01:04 0 na memória
Gaguejo em frente ao espaço branco, vazio, aberto, sentindo de novo as vertigens que me impedem de ver com clareza o fio condutor de futuro à minha frente...
postado por muska eram 01:24 0 na memória
postado por muska eram 23:34 0 na memória
Afinal... fui eu que o pedi.
Várias vezes.......
postado por muska eram 19:04 0 na memória
para variar apetece-me encher isto de letras, mesmo que vazias, sem formar frases, sem dar forma a pensamentos.... ainda menos a sentimentos...
postado por muska eram 18:54 0 na memória
depois de um ano de conversas incompletas e adiadas, quando finalmente me sinto preparada para ir ao teu encontro descubro que não era altura...
postado por muska eram 16:44 0 na memória
Ao contrário do que seria de esperar em mim, o regresso a este espaço está a ser mais difícil do que o esperado, embora tenha noção de que não o demonstro minimamente.
Sinto-me um pouco como se não tivesse ainda chegado, as coisas parecem distantes, as pessoas estranhas, as letras enferrujadas...
Sei que a escrita é um hábito que voltará, e os retalhos do que foi passando vão juntar-se aqui, como sempre aconteceu.
Foi bom ter ido logo a seguir.
Foi bom ter ficado tanto tempo.
Foi bom ter vivido um mundo diferente.
Nesta altura da minha vida tive o privilégio de poder fazer uma das minhas viagens de sonho. Que é preciso mais?...
Sinto-me calma, em paz, um bocadinho maior.
Aos poucos far-se-à o regresso.
Sem pressas.
Voltando lentamente à superfície, às decisões, às rotinas...
postado por muska eram 03:14 0 na memória
É bom mergulhar os pés no solo firme.
O corpo dobrado para a frente, os braços estendendo-se em direcção à terra. Tocá-la. Sentir como é fresca e nova. Provar as ervas e os sabores que temperam o que se cozinha, saber o que gostam de beber os que daqui se alimentam. Aprender as danças, aprender as palavras. O olhar. Ver um pouco mais de vida. Crescer uns milímetros mais na alma.
Do mundo nos fazemos maiores.
13.07.2005
postado por muska eram 02:54 0 na memória
E de repente, o mar ali...
À minha frente os degraus que preciso de trepar para chegar ao cimo, um patamar mais, um nível que me eleve até ti.
postado por muska eram 02:44 0 na memória

postado por muska eram 17:04 0 na memória
Depois de tanto tempo tudo me parece correr numa realidade paralela.
Aos poucos vou chegando... também aqui.
postado por muska eram 02:04 0 na memória
Porque o tempo aperta, e pensei que fosse dar para qualquer coisa mais "pensada"...
Nunca dá!
Não queria "desaparecer" sem agradecer o carinho e a força a quem cá vem!
Vou tentar comunicar, mas o mais certo é as minhas lembranças só regressarem depois do dia 20 de Julho.
Até já! :)
postado por muska eram 22:54 0 na memória
Uma prenda:


postado por muska eram 03:44 0 na memória
Fico aqui a olhar.....
Não tenho muitas palavras para explicar tudo isto: há coisas que simplesmente não cabem no universo que compreendemos como real, e por isso mesmo não podem ser trazidas até ele.
Fui eu que alimentei o monstro.
Dei demasiada importância a coisas que nunca a tiveram.
Acho que queria saber como era...
É isso: eu só queria saber como era.
(Estou há demasiado tempo fechada, afastada da realidade. Felizmente tudo se aproxima do fim...)
postado por muska eram 01:44 0 na memória
"É outono, desprende-te de mim.
Solta-me os cabelos, potros indomáveis
Sem nenhuma melancolia,
Sem encontros marcados,
Sem cartas a responder.
Deixa-me o braço direito
O mais ardente dos meus braços,
O mais azul
O mais feito para voar.
Devolve-me o rosto de um verão
Sem a febre de tantos lábios,
Sem nenhum rumor de lágrimas
Nas pálperas acessas.
Deixa-me só, vegetal e só,
Correndo como rio de folhas
Para a noite onde a mais bela aventura
Se escreve exactamente sem nenhuma letra."
Eugénio de Andrade, Vegetal e só
postado por muska eram 04:24 0 na memória
A distância, os quilómetros entre nós.
Os cabelos que não se sentiram nos dedos, os beijos que não se deram, os abraços que se afastaram.
O mesmo ar que não se respira, um coração que não se sente no peito.
As palavras que ficam por dizer, as músicas que não se ouviram, uma voz que é só ausência.
O luar que não se vê, o mar em que não se entrou, o chão que não se sente nos pés.
As pessoas certas e as horas erradas.
A falta de uns segundos mais, uns milímetros mais de pele.
A vontade alheia que se serve da imaginação.
As mãos que não se tocaram, os olhos que não se viram, o espaço de ar que ficou suspenso entre esses dois gestos adiados, mudo, pesado, dorido...
E o calor?
Este calor...
É este calor que não me deixa dormir.
É a falta dele que me mantém acordada.
postado por muska eram 04:44 0 na memória
Não deve ser difícil adivinhar onde tenho ouvido coisas "de passagem"...
postado por muska eram 16:46 0 na memória
- Have you ever been alone?
- Of course!
- I mean truly alone. Doesn't mean between relationships.
Loneliness is the feeling that there might never be anybody. Ever again.
Não deixa de ser curioso que eu tenha falado nisto imediatamente antes de ouvir...
postado por muska eram 16:44 0 na memória
(o teste, não propriamente o facto de eu ser o John Cage)

postado por muska eram 16:24 0 na memória
Até dia 22 de Julho isto estará em serviços mínimos (o que quer que isso signifique).
O que me impede de postar é mais a falta de disponibilidade mental, do que propriamente o tempo. O tempo raramente é motivo de falta de posts para uma pessoa que, como eu, chega aqui, escreve e carrega no publish, sem contemplações, sem pena nenhuma do blog (muito menos de quem o lê)...
Enfim... Espero depois voltar eu novamente, com uma cabeça arrumada, uma confiança nova, e (principalmente!) um coração limpo.
Preciso desesperadamente de me livrar de tudo o que me ocupa no presente.
postado por muska eram 16:36 0 na memória
"You’ve got your ball
You’ve got your chain
Tied to me tight tie me up again
Who’s got their claws
In you my friend
Into your heart I’ll beat again
Sweet like candy to my soul
Sweet you rock
And sweet you roll
Lost for you I’m so lost for you
You come crash into me
And I come into you
I come into you
In a boys dream
In a boys dream
Touch your lips just so I know
In your eyes, love, it glows so
I’m bare boned and crazy for you
When you come crash
Into me, baby
And I come into you
In a boys dream
In a boys dream
If I’ve gone overboard
Then I’m begging you
To forgive me
In my haste
When I’m holding you so girl
Close to me
Oh and you come crash
Into me, baby
And I come into you
Hike up your skirt a little more
And show the world to me
Hike up your skirt a little more
And show your world to me
In a boys dream.. in a boys dream
Oh I watch you there
Through the window
And I stare at you
You wear nothing but you
Wear it so well
Tied up and twisted
The way I’d like to be
For you, for me, come crash
Into me"
Dave Matthews - Crash into me
postado por muska eram 04:34 0 na memória
Isto é diferente.
É diferente em tudo, e tu não sabes.
Na realidade acho que não queres saber, e isso não me deixa triste, deixa-me furiosa.

postado por muska eram 01:34 0 na memória
Escorregadio: adjectivo (De escorregar+-dio) (daqui)
1. que faz deslizar ou escorregar;
2. (sítio ) onde se escorrega facilmente;
3. que desliza lentamente;
4. que tem deslizes frequentes;
5. (situação, assunto ) que é arriscado ou de resolução delicada; complexo; melindroso;
postado por muska eram 17:04 0 na memória
Tenho estado um bocado distraída com este post, e estava a preparar umas linhas sobre ele, mas hoje reparei que estava escrito um mais recente. Ao lê-lo, confesso que me senti dividida: prefiro lavar os olhinhos ou ler os teus posts?
Acabei por perceber que é uma dúvida estúpida.
A única coisa que ele vai fazer é ficar um bocadinho mais para baixo à medida que fores escrevendo... A isso eu chamo juntar o útil ao agradável.
postado por muska eram 04:14 0 na memória

postado por muska eram 04:24 0 na memória
Não estou minimamente satisfeita com a minha prestação actual.
O problema é que não consigo ter mais rendimento no tempo presente, esse rendimento devia ter existido nos meses que se foram, e não existiu por mil motivos que nem interessa discutir.
Foram criadas as melhores condições por todas as pessoas que me rodeiam, neste universo muito meu e real.
Fui poupada a trabalhos domésticos e aos outros.
Tive mais (infinitamente mais!) mimo do que mereci.
Falhar não é só falhar no meu futuro.
É não estar à altura do que os meus fizeram por mim.
postado por muska eram 04:04 0 na memória
-Costumas sonhar?
-Claro! Desde que acordo até adormecer.
postado por muska eram 13:44 0 na memória
Quando ele lhe foi apresentado, havia duas ou três pessoas no seu universo com o mesmo nome.
Todos temos nomes que, de uma forma ou de outra, soam mais fortes quando pronunciados.
O dele não era um desses nomes.
Quando o ouviu a primeira vez não lhe despertou nenhum sentimento, não soou nenhuma campaínha, não estalaram foguetes no ar...
Apesar disso, aos poucos o nome foi vencendo.
Adquiriu consistência própria, e um sabor espesso e quente sempre que era pronunciado, enrolando-se devagar na língua.
Tinha um som diferente, com as suas consoantes e vogais alternando de forma harmoniosa, quase perfeita, como música a irromper do silêncio e fazendo estremecer as estruturas mais seguras que trazia dentro de si.
A partir daí começou a segui-lo.
(ou seria ele a segui-la a ela?)
Se o via assinado num jornal lia o artigo todo, e se por acaso um cantor assinava como ele, comprava o álbum, se houvesse imagens de outros homens chamados assim, ela recortava-as para as guardar...
O nome deixou de ser nome: era ele.
Como se todos aqueles homens pudessem formar uma massa, fundir-se, misturar-se, e fazer um só...
postado por muska eram 01:24 0 na memória
Naquele dia, quando voaste, preferi ficar contigo, mesmo quando já não eras tu, porque a minha dor era mais suportável do que a dos que te tinham perdido.
E ainda hoje, a deles é a que me dói mais, não é a minha...
postado por muska eram 23:14 0 na memória
Seis meses.
Metade de uma ano.
Às vezes não entendo o que foi feito dos dias e das horas que se viveram.
Ao olhar para trás é tudo uma grande e gigantesca nuvem, às vezes mais branca, às vezes mais negra.
Não passa um dia em que não me lembre de ti.
Em que não me suba aos lábios a eterna interrogação sem resposta.
Sei que há coisas que não a têm, e sei que com o tempo vou ser capaz de deixar de sentir a dúvida como uma dor.
Xiça!!! Tenho saudades tuas...
postado por muska eram 22:44 0 na memória
Acabara, no entanto, por me render ao fim de tudo.
Como, se era tanto o vento lá fora?
Não poderia ser assim.
Não poderia ser em vão...
Sorri uma última vez ao velho retrato pendurado na parede e parti.
Só queria saber se foi para sempre...
postado por muska eram 04:44 0 na memória
"Doctor says it's all fine,
vertigo is all fine
when you are sitting on top of your childhood dreams,
'cause who would't be scared at the top of the stair,
who would't stare before they dare.
Doctor says it's all right,
feeling shit when it's all light,
when luck hits you like a truck,
I keep on walking in the street with luck
and climb over your arms and step on to your charms
and tread over the dreams I had one night.
But there's no use 'cause I can't find you."
Marlango
postado por muska eram 22:14 0 na memória
o meu sexto sentido é poderosíssimo: ele adivinha as coisas que as outras pessoas vêem.
postado por muska eram 02:44 0 na memória
Dentro das nossas fronteiras, o meu coração divide-se por duas cidades.
A terceira, sempre a senti como emprestada.
Deixo aqui ao lado um link que mostra parte de uma: A Cidade Surpreendente.
postado por muska eram 02:34 0 na memória
postado por muska eram 01:04 0 na memória
...os parabéns ao Miguel, por um ano a mostrar o que vê O OLHO DO GIRINO. (E vê mais que muitos sapões que aí andam...)
...os parabéns à Claire Lunar, por dois anos a iluminar as minhas noites com um little black spot.
postado por muska eram 00:44 0 na memória
postado por muska eram 04:04 0 na memória
Sim, é verdade que ainda penso em ti.
Nunca o admitiria num outro sítio, numa outra altura...
Às vezes pergunto-me se existem fronteiras, e, a existirem, onde estarão desenhados esses limites.
Porque aqui perdem todo o sentido.
Aqui não há espaço para pensamentos ridículos, para sentimentos deslocados, para as coisas que deviam ter sido e não são.
De repente tudo é normal, não há o "deveria ser", sobra apenas o "é".
Os limites são impostos por nós a nós próprios, e ao abrirmos o espaço das nossas verdades elas já não parecem fraquezas, são as coisas que nunca pensamos que os outros pudessem pensar ou sentir, e que afinal são universais.
Ninguém é tão forte como aparenta, a diferença está na forma como nos queremos mostrar.
Sim, penso em ti.
Acredito que ninguém domina as páginas da nossa história de forma a poder dizer que nunca começou, ou sequer que já há muito devia ter acabado.
Sim, devia ter acabado, porque na realidade a nossa história não existe.
No meu universo existe, especialmente quando me sinto mais frágil.
É normal? Passou demasiado tempo?
Tenho consciência que ao passar para fora nada disto fará sentido.
Não faz mal, de certa forma desejo mesmo que não faça.
Tudo são fases, a vida é feita de ciclos.
Às vezes gostava de ler o futuro nos teus olhos.
Se ao menos estivesses mais perto...
postado por muska eram 02:04 0 na memória

postado por muska eram 04:24 0 na memória
Tenho uma amiga que se perde por olhos claros.
Eu não, eu perco-me por uns vulgares olhos castanhos.
Por uns olhos escuros.
Por uns olhos quase pretos, vivos, brilhantes... divertidos...
postado por muska eram 04:04 0 na memória
"Sonho meu, sonho meu
Vai buscar que mora longe
Sonho meu
Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu
Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio embalando a flor
Sonho meu"
Maria Bethania
postado por muska eram 04:44 0 na memória
Não sei se algum dia pensar em ti vai ser diferente de pensar na pessoa que deixei escapar.
(época propícia a este tipo de lembranças...)
postado por muska eram 04:14 0 na memória
Pela primeira vez em dez anos vou manter-me afastada por completo.
Preparei-me para a dor do dia de hoje, mas acho que cheguei a um limiar onde ando suspensa.
O que era a dor da falta das pessoas, dos ambientes, dos cheiros que se sentem no ar, é hoje um embotamento que me anestesia.
"Sentes que um tempo acabou
Primavera da flor adormecida
Qualquer coisa que não volta, que voou
E foi um triunfar na tua Vida.
E levas em ti guardado
Um choro de um balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra.
Capa negra de Saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo para a Vida.
Tu sabes que desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar."
Balada de Despedida do 5º ano Jurídico de 88/89
(escolhida porque marcou os meus últimos dias em Coimbra, e descaradamente roubada daqui)
Os regressos são sempre diferentes, porque é verdade que há qualquer coisa que não volta (que voou...). Mas não faz mal: a simples certeza de que vivi em pleno tudo o que me foi oferecido deixa-me um sentimento bom, dá-me uma paz que nada pode abalar...
Nem a distância...
postado por muska eram 00:00 0 na memória
postado por muska eram 05:00 0 na memória
Isto é só um truque: assim que digo que quero fazer uma pausa, lembro-me de mil posts que ainda não escrevi...
Ou então não.
postado por muska eram 04:10 0 na memória
Agradecendo a simpatia do CBS, cá ficam as minhas respostas:
1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Bom, finalmente dei-me ao trabalho de ir ver o que é o "Fahrenheit 451"... (quem é que se lembra destas coisas???) (há um livro, mas deixo o link para o filme, porque é mais fácil perceber de que se trata lendo a sinopse)
Mesmo assim não sei bem como hei-de interpretar a pergunta, por isso vou só escolher um livro que me tocou de forma especial na altura em que o li:
A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende.
(cheguei a pensar que também conseguiria mover as travessas em cima da mesa sem lhes tocar)(depois descobri que não, podem ficar descansados...)
2. Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Já: o Calvin enche-me as medidas...
3. Qual foi o último livro que compraste?
Não me lembro bem (infelizmente tenho muito com que me distrair...), mas acho que foi um livro de fotografia: Insubmissos, de Steve Bloom. Para oferecer.
4. Qual o último livro que leste?
Viver para contá-la, de Gabriel García Marquez.
Esperava melhor. Não me envolveu, e além disso detestei a forma como acaba...
5. Que livros estás a ler?
Ponderei, mas acho que vou ignorar os de trabalho.
Estou a ler Um Dia de Cada Vez, de Jamie Weisman, uma espécie de reality show americano, em que uma jovem descreve o seu percurso através da doença crónica de que sofre, tendo por isso mesmo decidido que queria ser médica. Uma espécie de eu vi a luz, que, apesar de simples, não me convence... Foi-me oferecido, e eu leio (quase) tudo o que me dão. E não gosto de deixar livros a meio.
Também não gosto de ler vários livros ao mesmo tempo porque começo a confundir as histórias, mas como o livro da Jamie Weisman é tão fraquinho, estou a ler também o segundo de uma série de Alexander McCall Smith, que se chama As Lágrimas da Girafa. Simples e bem disposto, ideal para a fase em que estou.
6. Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Para uma ilha deserta só numa de duas hipóteses: com muito boa companhia, para umas férias, ou então depois de um violento naufrágio. E com cinco livros não chegava a ilha nenhuma, era bem capaz de me afogar antes disso!
Enfim... considerando a hipótese de um barco ou coisa parecida, levava:
-O livro que estou a ler (já expliquei porquê...)
-A Bíblia porque nunca li e tenho curiosidade
[Adenda: decidi que o que estou a ler não conta, porque já não é um livro completo, por isso acrescento O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago, para ler depois da Bíblia.]
-As Brumas de Avalon (os quatro volumes!) de Marion Zimmer Bradley, porque me levam para um mundo mágico.
-O Deus das pequenas coisas, de Arandhati Roy, porque o li numa atribulada viagem de comboio que durou 20 dias, tantos como os que demorei a lê-lo. Não consegui prestar-lhe a devida atenção, e acho que a merece.
-O meu livrinho, para poder escrever as aventuras e desventuras passadas na companhia da malta que ia comigo para a ilha, porque sozinha nem os livros me valiam: ficava doidinha de vez!
7. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Mmm... À minha afilhada (mai' linda!!!), à Joana e ao TF. Para saber coisas de gente de carne e osso... (vocês são, não são?)
Notinha: ao contrário do CBS, que teve a amabilidade de me perguntar primeiro se eu queria responder, vou simplesmente passar o testemunho. Se os visados não tiverem vontade de o aceitar, eu invado os blogs deles, pinto o template de verde fluorescente e laranja com bolinhas rosa-shock, e substituo os posts por poemas escritos por mim em noites de quinta-feira na cidade dos estudantes... Ah! E deixo a tocar, em repeat mode, uma música do Michael Bolton (uma qualquer).
Brincadeirinha. Se não quiserem, olhem... paciência! :)
postado por muska eram 18:24 0 na memória
Se algum dia me apaixonar (de novo?), vou reconhecer que estou apaixonada, ou vou confundir tudo, achar que estou com tonturas, e sentar-me à espera que passe?
postado por muska eram 04:24 0 na memória
Mais ou menos à mesma hora, o despertador lembra-me que devia acordar.
Nunca o faço.
Levanto-me, tomo banho e visto-me, arrasto-me até à cozinha e como o mesmo de sempre.
Às vezes trabalho, e no fim volto para casa, passo o resto do tempo em intervalos no estudo.
Aos poucos esta rotina ganha consistência e veste-se de vida.
As coisas que como e digo, os sítios onde trabalho e bebo, as pessoas com quem falo ou durmo... tudo isso passou a ocupar uma realidade paralela onde nada é palpável, tudo é virtual.
Às vezes pergunto-me se o coração bate mesmo, ou se vai parar de repente, quando carregar no off do computador.
postado por muska eram 04:14 0 na memória
Vou deixar esta música correr mais um pouco.
Fora do contexto, só a fé me poderá ainda salvar...
postado por muska eram 21:04 0 na memória
postado por muska eram 20:44 0 na memória
A esta hora apercebo-me: alguns posts só fazem sentido à noite.
postado por muska eram 19:04 0 na memória
Se algum dia eu voltar não será nunca pelo que vivi.
Será pelo que quero viver.
postado por muska eram 17:24 0 na memória
Hoje a música é (foi...) para ti.
A "prenda" segue por mail.
Obrigada....
postado por muska eram 23:58 0 na memória
Nunca fui capaz de manter a distância por tanto tempo.
(acho que só mesmo obrigada...)
Na hora de voltar cresce sempre aquele friozinho...
E tenho medo de não saber o caminho e de me perder.
Tenho medo de não ser capaz de chegar aos sítios... às pessoas...
(incrível como o tempo passa e eu me mantenho repetitiva...)
postado por muska eram 02:24 0 na memória
"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
– Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."
O Haver - Vinicius de Moraes
Às vezes, quando parece que o que resta não chega, há qualquer coisa que nos leva, que nos carrega nos braços até vermos um pouco mais de luz, até termos um pouco mais de força nos músculos cansados das lutas, das procuras que não se encontraram, das noites em que não se dormiu pela falta de alguém que nos calasse os fantasmas, que silenciasse as suas ladaínhas intermináveis...
Porque o que resta é o primeiro passo, e esse levar-nos-á em frente, e acabará por nos ensinar outros passos, até que possamos voltar a andar.
Nunca duvides do valor das causas nobres.
No fim elas vencem.
Sempre.
Só acreditando nisso é possível continuar...
(gostava que esta mensagem chegasse ao seu destinatário sem que eu lha entregasse...)
(ainda que sejam só palavras e, como tal, em algumas alturas pareçam só isso: palavras...)
postado por muska eram 02:04 0 na memória
postado por muska eram 03:54 0 na memória
Ao fazer voluntariamente o movimento de inspiração sinto o ar rarear...
Vou até ali à janela respirar qualquer coisa.
Não estranhem se demorar.
Há alturas em que me falha, literalmente, a inspiração.
postado por muska eram 04:14 0 na memória
O corpo não é uma máquina, e muito menos perfeita.
Apesar disso, podemos e devemos cuidá-lo, mas não basta trocar o óleo, verificar os pneus ou alinhar a direcção.
É preciso uma atitude por trás do volante...
E uma atitude negativa pode causar mais danos do que muitas avarias mecânicas...
Perante o medo irremediável da morte, a vida diminui, mirra, atrofia...
Perco toda a objectividade.
É que por trás da segurança que aparento estão as minhas dúvidas e os meus medos, e nunca os posso deixar perspirar, um pouco que seja.
Às vezes parece que sufoco neles...
Às vezes pergunto-me se algum dia vais compreender que só depende de ti....
postado por muska eram 04:04
O Arnaldo ainda tinha um fraquinho pela Carlota, mas, ainda assim, estava triste porque as coisas com a Marlene não iam como esperava.
A Carlota era feliz com o Juvenal porque tinha escolhido ser feliz.
E ia conseguir.
Mas, ainda assim, talvez lhe fraquejassem as pernas se o Arnaldo se chegasse a menos de dez centímetros, e ela lhe sentisse a respiração.
Já a Iliana e o Timóteo tinham estima um pelo outro, mas, ainda assim, tinham decidido que não podiam continuar juntos.
Ela ficava todas as noites em casa a encher-se de borbulhas na cara e de pratas de chocolate no sofá.
Ele ia sair, mas ao chegar a casa bebia dois ou três copos de maduro tinto.
Depois fartava-se.
Atirava o copo à parede e continuava a beber pela garrafa.
A Anabela não tinha namorado com o Dinis por muitos anos, e decidira que depois de seis anos aquilo havia de ter um fim.
O Dinis desenrascou-se, e é feliz com a Julieta, mas, ainda assim, pensa na Anabela todas as noites enquanto não adormece.
A Anabela sente-se atraída por morenos cabeludos que lhe lembram o Dinis, e por causa disso só se envolve com albinos de olhos pálidos.
Vive com a ilusão de que um dia vai deixar cair os óculos na rua, e nessa altura virá um desconhecido oferecer-lhe flores.
É com ele que casará, os filhos serão só dos dois.
E o seu nome será sempre José.
(qualquer semelhança com a realidade é a mais pura coincidência)
postado por muska eram 03:34 0 na memória
postado por muska eram 04:44 0 na memória
...que penso melhor sobre isso, as horas sombrias talvez tenham uma razão de ser.
Sinto-me completamente ridícula sempre que não acendo a luz do meu quarto....
postado por muska eram 04:14 0 na memória
No fim de tudo o que foi o dia, aproveito alguns minutos para me afastar dos muros que me impus, mas ao transpô-los vejo que as certezas se afastam a cada passo...
Hoje queria muito estar noutro sítio...
Queria muito outras companhias...
Queria muito........
Só para variar um pouco.
Ou não.
Ou então não....
postado por muska eram 04:04 0 na memória
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Ricardo Reis, 14-2-1933
postado por muska eram 00:14 0 na memória

postado por muska eram 00:06 0 na memória
Têm estado uns dias magníficos e, mesmo para mim, que os passo principalmente em casa, a ver o sol através dos vidros, ou em breves pausas em que passo para o lado de lá, é quase impossível não ficar um pouco mais colorida por dentro.
Ainda que mais logo a nostalgia das horas mortas volte para me perseguir, enquanto o dia se despenha nos meus olhos e o corpo se recusa nas últimas caminhadas por outras vidas...
postado por muska eram 21:44 0 na memória
Aqui há tempos pensei pôr na barra lateral um daqueles sistemas com uns bonequinhos engraçados, que informa os mais fidelíssimos leitores do blog sobre o estado de espírito do seu autor.
Depois dei por mim a perguntar se seria preciso...
Quer dizer... os posts não falam já por si? (por mim, neste caso)
(eu sei, cheia de graça...)
E agora ainda mais, com música....
(é que não há muito a fazer, aos poucos vou-me convencendo que é verdade: a música fala muito melhor do que eu!)
[adenda: mas não há dúvida: melhor do que o audioblog musical é o tal audioblog escrito, porque se basta a si mesmo, sem muletas ou outros falsos apoios...]
postado por muska eram 21:14 0 na memória
Fechar os olhos é renunciar ao mundo, e acordar é voltar a nascer para a rotina.
postado por muska eram 02:54 0 na memória
O tempo sobra-me na ponta dos dedos.
Estas horas são calmas e silenciosas, e minhas... só minhas...
Nelas há músicas que me levam em voos secretos aos lugares que trazem no nome.
postado por muska eram 05:24 0 na memória
Há muito, muito tempo era um príncipe, e era uma princesa, que se zangaram.
Partiram cada um para seu lado, e voltaram a encontrar-se numa nova translação do mundo.
O mundo é redondo como uma bola, e cheio de vida, é fértil e generoso.
O príncipe e a princesa tinham sido felizes nas suas travessias, e casaram em comunhão total de bens... com outras princesas e outros príncipes que havia nas terras por onde iam.
postado por muska eram 05:14 0 na memória
No final da noite o coração bate-me mais forte.
Desvio os olhos das conversas que mantenho comigo mesma, e vislumbro lá fora o cantar dos pássaros que anuncia um novo dia.
É cedo... ou é tarde, e eu nem sabia...
Levanto-me pesadamente, apago as réstias artificiais de luz, e visto-me de descanso.
Nos olhos pesa-me parte do dia e parte da noite, e arrasto os pés pela casa, escolho nos dedos as tábuas que fazem os degraus ranger, e fecho a porta atrás de mim.
Não acendo ainda a luz, gosto de me movimentar às escuras, sabendo que conheço os recantos como a um corpo que toco com suavidade, sempre na expectativa de confirmar que a memória não me traiu, e que a realidade ultrapassa a imaginação.
postado por muska eram 00:54 0 na memória
"Não sei de que maneira a sucessão
Nos dias tem achado este meu ser
Que a si mesmo se tem desconhecido.
Não sei que tempo vago atravessei
Nos breves dias de febril ausência
De parte do meu ser. Agora
Não sei o que há em mim, que sobrenada
A ignorada coisa que perdi.
Sinto pavor, mas já não é o mesmo
Pavor, nem é a mesma solidão
Doutrora, a solidão em que me sinto.
Queimei livros, papéis,
Destruí tudo por ficar bem só,
Por que não sei, não sabê-lo desejo.
Resta-me apenas um desejo ermo
De amar e de sentir"
Fernando Pessoa - O Horror de Conhecer
(daqui, com algumas alterações minhas)
postado por muska eram 05:04 0 na memória
Eu sei, está sem sentido...
Deve ser da hora...
(ou talvez não!)
Maria Creuza canta que se farta...
postado por muska eram 03:04 0 na memória
Sei que ando a abusar dos meus posts musicais...
A verdade é que estou farta de escrever drafts sobre um assunto que me persegue e não consigo pô-lo cá fora, parece que nunca fica escrito como eu o penso... ou melhor: como o sinto.
Outro dia um amigo disse-me, ao ver-me teclar: "Escreves mais rápido do que falas!"
E é verdade: acho que a via que liga o meu cérebro, ou o meu lado esquerdo (ainda não percebi qual é o que escreve) às mãos é bem mais rápida do que a que vai até aos lábios.
Ele não o disse com essa intenção, mas foi assim que o ouvi.
De qualquer forma, neste caso, a informação ainda não foi transmitida com a rapidez suficiente, e perdeu-se no caminho.
Talvez não esteja ainda pronta para ver a luz do dia num post...
Acredito que às vezes possa ser ofuscante.
E por isso fica, mais uma vez, a música.
E fica esta porque me deixa bem disposta, porque é suave e forte, e porque me lembra uns dias deliciosos passados no Verão, com pessoas de quem tenho mais saudades do que as que conseguiria escrever se a tal via não existisse, e a transmissão fosse instantânea...
postado por muska eram 02:54 0 na memória
Para quem nunca reparou, sinto-me na obrigação de explicar que este blog é verde.
Aqui os posts não amadurecem.
(eu sei, eu sei... à primeira vista parece mesmo azul...)
postado por muska eram 16:24 0 na memória