sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Sonho impossível

"Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
um espectador de mim mesmo,
Eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis."
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

manias

esqueço-me rapidamente de que não posso ter tudo

e continuo a tentar...

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

troca de ideias



(das minhas citações ali na barra lateral)


no meu caso, embora não tenha bem a certeza de quem sou, acho que sei perfeitamente o que posso vir a ser....

domingo, 9 de outubro de 2005

memória fotográfica




às vezes, ao olhar os sítios dentro das fotografias, parece-me impossível que tenha estado ali...

sábado, 8 de outubro de 2005

verdade XI

posts que não nasceram para ser lidos, apenas deviam ficar escritos.

estas interrogações todas

Tenho noção de que a partir de determinadas horas não devia escrever.
À noite a realidade transforma-se, e ainda não percebi se as coisas ficam mais nítidas debaixo dos meus olhos cansados, ou se, de tão desfocadas, nem consigo perceber que não são reais.

Há um ano mais que está a acabar.
Os anos são este espaço no tempo, um intervalo que começa e acaba um pouco onde se quiser, definidos pelos acontecimentos que nos marcam, que nos são queridos, que nos doem...

Cheguei à conclusão de que, neste espaço que se criou, de tempo (mas não só), algumas coisas assumiram formas bem distintas das que me habituei a ver como reais. Alguns valores tornaram-se bem mais relativos, alguns sentimentos mais fortes e reais, alguns mais fortes e completamente irreais... E há sentimentos que me habituei a encontrar, e que já não tenho quando olho para dentro do peito.
A verdade talvez seja a mesma, eu é que já não a vejo tão absoluta.
Será só isso?

No fundo talvez nada esteja diferente, nem eu.
No fundo acho que é disso que tenho mais medo.
Porque quero que a roda gire, quero ter direito a um lugar, quero poder atirar-me de lá de cima, ou então descer calmamente e escolher um diferente, mas quero a oportunidade.
Terei de ser eu a criá-la?

E de repente vejo que algumas coisas continuam iguais.
Assustadoramente iguais.

proximidade

s. f.
condição ou estado do que é próximo;
vizinhança;
contiguidade;
(no pl. ) cercanias;
(no pl. ) arredores.


é o que me falta...

talvez...

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

no limite

há coisas que não são minhas, e que me doem...

sábado, 1 de outubro de 2005

crenças

continuo a achar que é urgente.
(pois.... o amor*...)

(O resto é por demais insignificante...)

ses




se eu me casasse gostava que estes senhores estivessem na festa.

à noite #2

o escuro é mais escuro
o que está vazio torna-se vácuo
o peso das ausências pesa demais
o chão passa-me rente aos olhos
os pés não caminham: são pedras a cair no silêncio

à noite a falta de ti é um buraco negro no meu peito, a absorver tudo, e ainda assim negro.....

sempre negro.

à noite

quando volto rezo sempre para que os semáforos estejam vermelhos.



todos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Porque é que este blog é azul?




A tarde vai caindo devagar, indiferente às conversas que têm as ondas, entre elas, indiferente às toalhas ainda espalhadas no areal imenso, indiferente à água salgada que sinto ainda escorrer-me num fio, costas abaixo...
A esta hora sobe uma luz tranquila que se espalha na névoa leve do fim de dia, e que se transmite a tudo o que vemos, que tocamos, que dizemos...


Para terminar o abuso de fotografias de praia e mar...
Também porque o verão já foi, e, quando menos esperava, tive ainda direito a um bocadinho mais de sol...

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Ponto da situação

Há um mês: não me convidem para nada, que eu aceito tudo.
Agora: não me convidem para nada. Não posso.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Ligeiro escape ao modo preguiça

Vencendo um pouco da preguiça que parece reinar nos últimos tempos, estive a fazer algumas remodelações, que é como quem diz, actualizar os meus links.
blogs que já não leio tanto, mas decidi que não volto a retirar links.
blogs que continuaria a ler se não tivessem terminado.
blogs que insisto em tentar ler, apesar de parecer terem chegado ao fim.

Queria salientar três coisinhas:
- tenho pena que o Júlio tenha deixado de escrever (mesmo acreditando que continuará a sonhar), e mais ainda que a Tribo ande meia perdida na blogosfera...
- a Tasca mantém portas abertas, mas já ninguém serve litradas...
- este pequenino ponto iluminado entrou em hibernação... espero sinceramente que seja curta e que não chegue, sequer, ao fim desta estação.

E queria deixar dois dos meus recadinhos habituais:
- este blog, recuso-me a passá-lo para o vale a pena recordar...
- este blog já saía do modo preguiça... Caramba, miúda, uma pausa de dois meses... Começa a ser tempo a mais!!! Snap out of it!!!!

ps - este deve ser o post com mais itálicos que já escrevi...

Sal


Mais uma imagem, como tantas outras que aqui tenho.
E, no entanto...



Quase te vejo, desenhado no pôr-do-sol-horizonte e, quando mergulho, saboreio um pouco a água, tentando decifrar no mar o teu beijo salgado.

domingo, 25 de setembro de 2005

De distância

Quando partimos senti que ia também um pouco à tua procura, e sei que consegui encontrar-te.
De cada vez que acontece é também a mim que encontro, e isso faz-me maior.

Tenho um teclado imenso à minha frente, e nele não há letras que cheguem para escrever o quanto me vais fazer falta.
No fundo queria só dizer que não vais, porque não sou inteira sem ti.
E, embora saiba que os nossos passos se cruzarão sempre, os quilómetros voltam a estalar-me no peito...

As pessoas que me completam acabam sempre por estar longe, mesmo que só fisicamente, e às vezes sinto como se não tivesse coração, mas sim pedaços espalhados por aí, que me doem de vez em quando, de distância.

A ponte

Ao fazer a travessia senti-me invadida por uma certa euforia.



Sei que a ponte, ela própria, é em parte responsável por isso, adoro passar lá e nem sei bem porquê...
Mas mais do que isso, era a sensação de estar livre, sozinha comigo mesma, em paz...

Só estaria mais feliz com alguns dos meus amigos ao lado.
Ou contigo...

21.09.2005

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

stand by - blog em modo preguiça

Têm acontecido mil coisas...

Tenho um livrinho preto sempre comigo, para não perder aquelas frases que me surgem às vezes, como se fossem cabeçalhos dos meus pensamentos-post. Mas a verdade é que não adianta de nada: ao chegar a casa sento-me nesta cadeira onde estou e olho para este espaço que agora preencho... E a vontade de o completar é escassa, vou adiando, vou criando de novo uma distância.

Talvez se esteja a repetir a nuvem de indiferença.
É cinza-claro, e conheço-a demasiado bem.

desperdícios #10 (fora de época)

Sentir a tua falta contigo ao meu lado não é triste.
É talvez (e apenas) uma preparação para a velha sensação de que há coisas que não voltam... (que voaram)