segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Os mitos

Tudo o que, por medo, não foi levado às últimas consequências, transformou-se em mito.
Os mitos fizeram-se pedra, a pedra cresceu muros, e os muros cercaram-me, toldaram-me a visão, fecharam-me em mim mesma.

Tenho medo de um dia nem eu me achar, emparedada.
De olhar e ver-me a toda a volta só criatura mitológica.

domingo, 4 de dezembro de 2005



Todas estas coisas acontecem, e enquanto isso estudamos, trabalhamos, queremos ganhar um dinheirinho, viajar, comprar um carro ou uma casa, um computador ou uma máquina fotográfica...
No fundo talvez houvesse como contribuir, mas a minha opção, e o motivo pelo qual me afundo todos os dias no escritório, é a da segurança, do conforto, da facilidade... talvez mesmo da futilidade...

Mas não faz mal.
Foi só um filme.
Vou dormir, amanhã é domingo, e depois recomeçará a rotina.
Tudo o resto passará novamente para segundo plano...

Anyway... o filme é excelente.

Notinha: acho a entrada no site pessimamente escolhida.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

mantra
(ou modo autómato)

não sentir não pensar não tocar não rir não cheirar não ver não fluir não ir não ouvir não ser não chorar não olhar não fugir não focar não pedir não var não pensar não ser não ter não provar não fluir não tocar não sorrir não sonhar não focar não correr não ver não dormir não ouvir não sentir não rir não pedir não pensar não ser não ir não fluir não sonhar não sorrir não fugir não pedir não dormir não rir não sorrir não sentir não chorar não dormir não focar não ter não sorrir não pedir não ir não ser não fugir não fluir não provar não ficar não focar não tocar não sentir não ver não olhar não ver não sonhar não ficar não fugir não sorrir não ir não sentir não dormir não ser não pensar não ter não dizer não fluir não rir não ser não dormir não ver não sonhar não sentir não ver não fugir não dormir não sonhar não ser não focar não ver não provar não rir não ir não pedir não olhar não fugir não querer não ver não fluir não pensar não provar não ir não ver não pensar não sentir não sonhar não rir não provar não fluir não fugir não ver não ser não olhar não fugir não chorar não ir não ficar não dormir não ser não rir não sonhar não rir não fugir não sentir não sentir não sentir não sentir não sentir não

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Bem-vinda!



A mãe, linda, tem agora uma menina linda ao seu lado!
(ainda não vi, mas afirmo com certeza)

E a amiga babada, aqui de longe...
Já falta pouco!

Rotina? ....

Devagar, depois de vários prolongamentos de sono, começo a escorregar para o novo dia.
Saio da cama a custo, a dizer palavras feias logo pela manhã, porque está um frio de neve e eu estava tão quentinha debaixo do edredão.
Ainda em fase robot vou para a banheira, visto-me, tomo o pequeno almoço.

Este é o início do dia, e, sem dúvida, a parte mais variada, porque a partir daí o que se segue é: vou para o escritório. Páro para almoçar e volto para o escritório. Páro para lanchar e entro na porta ao lado que é a do escritório, e finalmente páro para jantar.
Seria caso para dizer: Ufa! Até que enfim!
Mas não, mal tem tempo de descer a comidinha, porque eu já sigo para o escritório, e assim seguirei até Janeiro, com algumas (raras!) excepções...

sábado, 26 de novembro de 2005

Faltas tu

"Todos estamos sozinhos, Mariana.
Sozinhos e muita gente à nossa volta.
Tanta Gente, Mariana.
E ninguém vai fazer nada por nós."
Maria Judite Carvalho, Tanta Gente Mariana

Passou um ano inteirinho.
Um ano com algumas vitórias, algumas derrotas.
Um ano em que não te ouvi, não te vi, não ri contigo, não conversámos.
Um ano como serão todos, até um dia...

Tanta gente, Mariana...

E faltas-nos tu.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Procura-se um Amigo

"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. "
Vinicius de Moraes

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Farias hoje 89 anos.
Tenho saudades tuas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

curtas #1

Alzira estava perdida.
Vagueava pelos campos e a vida sabia-lhe ácida como limão.
Por causa de um defeito congénito via tudo verde, e as palavras nunca lhe amadureciam na garganta.

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Agora
(ou as banalidades habituais...)

Não tenho muita disponibilidade nos dias que correm, e quando olho à minha volta vejo que os meus amigos ainda têm menos tempo do que eu.
O panorama não vai melhorar.
É para isto que estudamos e trabalhamos?
Passamos os dias imersos em tudo menos no que nos preenche mais, por mais que o trabalho nos preencha também. (para quem tem a minha sorte...)
Sim, é preciso ganhar dinheiro.
Mas o que vem a mais paga o resto?

É por isso que devíamos aproveitar cada minuto para fazer aquele telefonema cuja hora nunca é a mais indicada, mandar a mensagem que construímos quase sem querer e que temos preguiça de escrever, fazer a viagem e gastar mais hora menos hora para ver aquelas pessoas...

Estar, ver, sentir, tocar...
Só passamos por cá agora.

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Será que a natureza ainda manda alguma coisa?



Agora só falta a M.I. querer vir cá para fora!!!

regras #1

não fazer comparações

as regras

as regras são os preceitos a seguir

aqui serão (e não o são sempre?) subjectivas

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Ligeiramente, só?!?

Já se sabe que não resisto a um teste (a alguns, pelo menos!), e por isso estive a fazer o que o JPG publicou no Esplanar, para saber se algum dia poderei pensar em ser escritora...

Descobri então que sou ligeiramente dotada (tive 5), e que os meus sentidos mais apurados são o Filosófico (8), o Humor (7) e a Imaginação (6). (não me posso queixar, mas invertia a ordem!)

O meu género literário seria o Humanista: "Uma só paixão: o homem, a mulher, as suas grandezas e misérias. A utopia parece sempre presente. De Sartre a Confúcio; mas também: García Marquez, Cervantes, Rousseau, H. G. Welles, Montesquieu."

domingo, 13 de novembro de 2005

Hummmmm...

Ora bem... Vou sou ali trocar de roupa e volto já! ;)
(Obrigada, doce!)

do tempo

às vezes engano-me, e nestes dias chuvosos de Outono respiro nuvens em vez de ar...

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Me and You and Everyone We Know



Uma mistura de sentimentos que não sei juntar em palavras.
(O filme ganhou uma série de prémios, mas para ser sincera nem sei bem se gostei ou não... Houve alturas em que tive vontade de bater na Christine) (Shame on me!)

o preço do fim de semana a meio da semana



4h00min
93Km/h
371Km

Visto assim, quatro horas dentro do carro parece-me demais, porque é tanto como o tempo que tive para estar com pessoas que não via há meses.
Mas a verdade é que há uma certa compensação...

Quatro horas não são nada, se pelo meio outras quatro nos preencherem.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Aquele pecado grave, chamado preguiça...

Hoje acordei, qual estátua da liberdade, com o braço direito esticado e a mão a agarrar o telemóvel, enquanto a mão esquerda estava quentinha debaixo dos lençóis...
Queixo-me que os dias passam com demasiada pressa, mas a noite é sempre curta para as horas todas que eu gostava de dormir, de sonhar, ou simplesmente de ficar na ronha, a ouvir a chuva cair, quentinha debaixo do edredão. Bem mais saudável, sem dúvida, do que dormir de dez em dez minutos uma hora inteira, apenas com pausas para ajustar novamente o despertador do telemóvel. Depois já se sabe, há uma pausa mais curta em que os olhos se fecham, não se acerta a hora, adormece-se mais do que era suposto...

Y tu mamá también



Dois adolescentes, uma mulher mais velha, e o que têm para ensinar uns aos outros.
E esperar pelo fim do filme para tentar perceber o título...
(gostei muito!)