mau sinal
quando tento entrar em casa com a chave do escritório
(na verdade talvez seja um bom sinal... pelo menos quero acreditar que sim!)
quando tento entrar em casa com a chave do escritório
(na verdade talvez seja um bom sinal... pelo menos quero acreditar que sim!)
postado por muska eram 00:14 0 na memória
mas depois tenho esta dúvida: quero educar o inquilino? quero mesmo calibrar?
o que é melhor: sentir ou não sofrer?
postado por muska eram 23:34 2 na memória
Estuda-se na escola: cada equilíbrio que se desfaz dará, inevitavelmente, lugar a um outro.
Neste breve espaço entre dois equilíbrios cabe uma tristeza miudinha, leve, e não é fácil trancá-la: o inquilino à esquerda é o guardião da chave, e qualquer tentativa para o educar é mal sucedida.
postado por muska eram 00:34 2 na memória
Tudo o que, por medo, não foi levado às últimas consequências, transformou-se em mito.
Os mitos fizeram-se pedra, a pedra cresceu muros, e os muros cercaram-me, toldaram-me a visão, fecharam-me em mim mesma.
Tenho medo de um dia nem eu me achar, emparedada.
De olhar e ver-me a toda a volta só criatura mitológica.
postado por muska eram 00:04 3 na memória
postado por muska eram 03:04 2 na memória
não sentir não pensar não tocar não rir não cheirar não ver não fluir não ir não ouvir não ser não chorar não olhar não fugir não focar não pedir não var não pensar não ser não ter não provar não fluir não tocar não sorrir não sonhar não focar não correr não ver não dormir não ouvir não sentir não rir não pedir não pensar não ser não ir não fluir não sonhar não sorrir não fugir não pedir não dormir não rir não sorrir não sentir não chorar não dormir não focar não ter não sorrir não pedir não ir não ser não fugir não fluir não provar não ficar não focar não tocar não sentir não ver não olhar não ver não sonhar não ficar não fugir não sorrir não ir não sentir não dormir não ser não pensar não ter não dizer não fluir não rir não ser não dormir não ver não sonhar não sentir não ver não fugir não dormir não sonhar não ser não focar não ver não provar não rir não ir não pedir não olhar não fugir não querer não ver não fluir não pensar não provar não ir não ver não pensar não sentir não sonhar não rir não provar não fluir não fugir não ver não ser não olhar não fugir não chorar não ir não ficar não dormir não ser não rir não sonhar não rir não fugir não sentir não sentir não sentir não sentir não sentir não
postado por muska eram 00:24 0 na memória
postado por muska eram 23:34 2 na memória
Devagar, depois de vários prolongamentos de sono, começo a escorregar para o novo dia.
Saio da cama a custo, a dizer palavras feias logo pela manhã, porque está um frio de neve e eu estava tão quentinha debaixo do edredão.
Ainda em fase robot vou para a banheira, visto-me, tomo o pequeno almoço.
Este é o início do dia, e, sem dúvida, a parte mais variada, porque a partir daí o que se segue é: vou para o escritório. Páro para almoçar e volto para o escritório. Páro para lanchar e entro na porta ao lado que é a do escritório, e finalmente páro para jantar.
Seria caso para dizer: Ufa! Até que enfim!
Mas não, mal tem tempo de descer a comidinha, porque eu já sigo para o escritório, e assim seguirei até Janeiro, com algumas (raras!) excepções...
postado por muska eram 00:14 5 na memória
"Todos estamos sozinhos, Mariana.
Sozinhos e muita gente à nossa volta.
Tanta Gente, Mariana.
E ninguém vai fazer nada por nós."
Maria Judite Carvalho, Tanta Gente Mariana
Passou um ano inteirinho.
Um ano com algumas vitórias, algumas derrotas.
Um ano em que não te ouvi, não te vi, não ri contigo, não conversámos.
Um ano como serão todos, até um dia...
Tanta gente, Mariana...
E faltas-nos tu.
postado por muska eram 01:44 0 na memória
"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. "
Vinicius de Moraes
postado por muska eram 00:04 2 na memória
Alzira estava perdida.
Vagueava pelos campos e a vida sabia-lhe ácida como limão.
Por causa de um defeito congénito via tudo verde, e as palavras nunca lhe amadureciam na garganta.
postado por muska eram 01:04 0 na memória
Não tenho muita disponibilidade nos dias que correm, e quando olho à minha volta vejo que os meus amigos ainda têm menos tempo do que eu.
O panorama não vai melhorar.
É para isto que estudamos e trabalhamos?
Passamos os dias imersos em tudo menos no que nos preenche mais, por mais que o trabalho nos preencha também. (para quem tem a minha sorte...)
Sim, é preciso ganhar dinheiro.
Mas o que vem a mais paga o resto?
É por isso que devíamos aproveitar cada minuto para fazer aquele telefonema cuja hora nunca é a mais indicada, mandar a mensagem que construímos quase sem querer e que temos preguiça de escrever, fazer a viagem e gastar mais hora menos hora para ver aquelas pessoas...
Estar, ver, sentir, tocar...
Só passamos por cá agora.
postado por muska eram 00:04 3 na memória

postado por muska eram 22:44 2 na memória
as regras são os preceitos a seguir
aqui serão (e não o são sempre?) subjectivas
postado por muska eram 22:24 0 na memória
Já se sabe que não resisto a um teste (a alguns, pelo menos!), e por isso estive a fazer o que o JPG publicou no Esplanar, para saber se algum dia poderei pensar em ser escritora...
Descobri então que sou ligeiramente dotada (tive 5), e que os meus sentidos mais apurados são o Filosófico (8), o Humor (7) e a Imaginação (6). (não me posso queixar, mas invertia a ordem!)
O meu género literário seria o Humanista: "Uma só paixão: o homem, a mulher, as suas grandezas e misérias. A utopia parece sempre presente. De Sartre a Confúcio; mas também: García Marquez, Cervantes, Rousseau, H. G. Welles, Montesquieu."
postado por muska eram 09:44 0 na memória
Ora bem... Vou sou ali trocar de roupa e volto já! ;)
(Obrigada, doce!)
postado por muska eram 23:24 2 na memória
às vezes engano-me, e nestes dias chuvosos de Outono respiro nuvens em vez de ar...
postado por muska eram 20:14 0 na memória
postado por muska eram 21:24 2 na memória
4h00min
93Km/h
371Km
Visto assim, quatro horas dentro do carro parece-me demais, porque é tanto como o tempo que tive para estar com pessoas que não via há meses.
Mas a verdade é que há uma certa compensação...
Quatro horas não são nada, se pelo meio outras quatro nos preencherem.
postado por muska eram 02:34 0 na memória
Hoje acordei, qual estátua da liberdade, com o braço direito esticado e a mão a agarrar o telemóvel, enquanto a mão esquerda estava quentinha debaixo dos lençóis...
Queixo-me que os dias passam com demasiada pressa, mas a noite é sempre curta para as horas todas que eu gostava de dormir, de sonhar, ou simplesmente de ficar na ronha, a ouvir a chuva cair, quentinha debaixo do edredão. Bem mais saudável, sem dúvida, do que dormir de dez em dez minutos uma hora inteira, apenas com pausas para ajustar novamente o despertador do telemóvel. Depois já se sabe, há uma pausa mais curta em que os olhos se fecham, não se acerta a hora, adormece-se mais do que era suposto...
postado por muska eram 22:34 0 na memória
postado por muska eram 21:54 0 na memória
"Já viste? Ainda ontem foi segunda e amanhã já é quarta!"
(que espectáculo!)
(em vez de frase do dia, esta devia ser a frase de terça-feira...)
postado por muska eram 19:44 0 na memória
"Try again.
Fail again.
Fail better."
Samuel Beckett
postado por muska eram 23:24 0 na memória
eu precisava, definitivamente, de um limiar de disparo mais baixo...
postado por muska eram 15:04 0 na memória
Esta é a hora negra em que me apetece escrever sobre o buraco da mesma cor que trago no peito.
De dia passa perfeitamente despercebido, e só ao chegar tarde a casa ele se abre para gritar, lembrar-me que existe, que não se calará com quaisquer duas tretas, que não me deixará...
De qualquer forma, nem tudo é mau, porque agora aprendeu a sonhar.
postado por muska eram 03:44 0 na memória
Sabes que te desejo o melhor do mundo.
Mereces sempre.
Hoje é apenas o dia em que nos lembramos mais...
postado por muska eram 03:34 0 na memória
Foi assim que senti que devia escrever o último capítulo.
Nunca tinha escrito uma história, nunca pensei que fosse esta a melhor forma para o fazer... começando pelo fim...
Acabei por me distrair com a forma perfeita do contraste: tinta azul, escura, e o papel quase, quase branco... a minha letra parecia perfeita, desenhada ali.
Pensei mesmo por que motivo não escrevia mais vezes...
Uma outra história, quem sabe.
Uma apanhada do início...
Uma que, ao contrário desta, tivesse isso mesmo: um início.
postado por muska eram 21:24 0 na memória
Festejo o dia em que nasci quando estou com amigos, quando me dão de prenda uma mão, um olhar, um sorriso...
Quando me dizem que gostam de mim, um amor embrulhado em gestos.
Hoje é só mais um dia que passa, e um dia não é nada, desde que estejam sempre assim, sempre aqui.
postado por muska eram 14:54 0 na memória
serei sempre uma miúda
assim, e seguindo um pouco a minha onda, este blog também nunca irá crescer
postado por muska eram 14:44 0 na memória
Apesar de já não te encontrar quando espreito lá, tenho esperança de que esta seja ainda uma passagem ocasional.
Por isso queria dizer que espero que este seja um dia feliz, especial, perfeito e feito à tua medida!
postado por muska eram 23:54 0 na memória

postado por muska eram 23:24 0 na memória
O lado de lá das minhas palavras é um rosto inventado, uma voz que se estilhaça em silêncios, um riso despreocupado feito tinta.
Sei que aquilo que escrevo não será lido.
O espaço que leva os meus dedos aos teus olhos convida a erros de interpretação, a imagens desfocadas, a uma outra história que é diferente desta que conto.
postado por muska eram 23:04 0 na memória

postado por muska eram 22:14 0 na memória

postado por muska eram 21:14 0 na memória
Ontem celebrou-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.
Hoje, ao abrir a página do Público, deparo-me com uma notícia onde se diz que há compatibilidade entre a Ota, o TGV e o Rigor Orçamental... A mim parece-me que não há.
Os impostos não páram de aumentar, o desemprego aumenta também, o preço dos bens essenciais segue o mesmo caminho. Os salários não...
Cada vez há ricos mais ricos, e os pobres estão cada vez mais pobres.
Há políticos com reformas astronómicas e um sem fim de regalias depois de meia dúzia de anos de serviço. As tramas e os lobbys serão tantos que o simples mortal nem conseguirá imaginá-los todos.
A educação é cara e não chega a todos.
A saúde é cara, não chega a todos... Quando chega demora.
Não há recursos humanos suficientes. Não há dinheiro para lhes pagar. Contratam-se profissionais de outros países, chamados "mão de obra barata".
Depois dos famosos estádios, não aprendemos nada?
O que é mais importante? Começar pelo básico e avançar com os extras quando houver possibilidades, ou ter grandes aeroportos e comboios de alta velocidade, cujos bilhetes só poderão ser pagos por uma minoria?
O desenvolvimento começa onde?
O mal deste país é a megalomania.
Normalmente não sou muito dada a estas considerações, mas este país dirige-se para um beco cuja saída eu ainda não consegui ver. E isso deixa-me triste.
postado por muska eram 21:24 0 na memória
estou farta dos meus posts
postado por muska eram 03:14 0 na memória
Isto é o que eu chamo uma boa surpresa! :)
Welcome back!
postado por muska eram 03:06 0 na memória
(Aviso: esta é a hora dos posts que não deviam ser lidos)
Há alturas em que aquilo que é mais do que suficiente não chega...
Dou por mim a olhar à minha volta e a pensar no que será diferente, um dia...
É importante acreditar?
Há horas em que a memória me falha e eu não sei como foi.
Talvez tenha passado algum tempo, sem dúvida muito. Demais.
As horas arrastam-se vagarosas consumindo dias, os dias atravessam semanas desertas que se transformam em meses, e estes somam anos atrás de anos...
O tempo.
O regresso ao tempo.
Sempre o tempo.....
O tempo que escasseia e sobra de uma vez só.
Dou por mim a lutar desesperadamente para sair, para respirar...
Esbarro em clichés: "a ilha somos nós"*...
Temos que a descobrir cá dentro, é?
Ou a ideia é mesmo escapar?
(adenda - e o filme não é nada de extraordinário...)
postado por muska eram 03:04 0 na memória
"Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
um espectador de mim mesmo,
Eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis."
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego
postado por muska eram 00:24 0 na memória
esqueço-me rapidamente de que não posso ter tudo
e continuo a tentar...
postado por muska eram 23:54 0 na memória

postado por muska eram 22:14 0 na memória
postado por muska eram 04:54 0 na memória
Há posts que não nasceram para ser lidos, apenas deviam ficar escritos.
postado por muska eram 03:34 0 na memória
Tenho noção de que a partir de determinadas horas não devia escrever.
À noite a realidade transforma-se, e ainda não percebi se as coisas ficam mais nítidas debaixo dos meus olhos cansados, ou se, de tão desfocadas, nem consigo perceber que não são reais.
Há um ano mais que está a acabar.
Os anos são este espaço no tempo, um intervalo que começa e acaba um pouco onde se quiser, definidos pelos acontecimentos que nos marcam, que nos são queridos, que nos doem...
Cheguei à conclusão de que, neste espaço que se criou, de tempo (mas não só), algumas coisas assumiram formas bem distintas das que me habituei a ver como reais. Alguns valores tornaram-se bem mais relativos, alguns sentimentos mais fortes e reais, alguns mais fortes e completamente irreais... E há sentimentos que me habituei a encontrar, e que já não tenho quando olho para dentro do peito.
A verdade talvez seja a mesma, eu é que já não a vejo tão absoluta.
Será só isso?
No fundo talvez nada esteja diferente, nem eu.
No fundo acho que é disso que tenho mais medo.
Porque quero que a roda gire, quero ter direito a um lugar, quero poder atirar-me de lá de cima, ou então descer calmamente e escolher um diferente, mas quero a oportunidade.
Terei de ser eu a criá-la?
E de repente vejo que algumas coisas continuam iguais.
Assustadoramente iguais.
postado por muska eram 03:24 0 na memória
s. f.
condição ou estado do que é próximo;
vizinhança;
contiguidade;
(no pl. ) cercanias;
(no pl. ) arredores.
é o que me falta...
talvez...
postado por muska eram 03:14 0 na memória
continuo a achar que é urgente.
(pois.... o amor*...)
(O resto é por demais insignificante...)
postado por muska eram 03:04 0 na memória

postado por muska eram 02:54 0 na memória
o escuro é mais escuro
o que está vazio torna-se vácuo
o peso das ausências pesa demais
o chão passa-me rente aos olhos
os pés não caminham: são pedras a cair no silêncio
à noite a falta de ti é um buraco negro no meu peito, a absorver tudo, e ainda assim negro.....
sempre negro.
postado por muska eram 02:34 0 na memória
quando volto rezo sempre para que os semáforos estejam vermelhos.
todos.
postado por muska eram 02:14 0 na memória
postado por muska eram 21:34 0 na memória
Há um mês: não me convidem para nada, que eu aceito tudo.
Agora: não me convidem para nada. Não posso.
postado por muska eram 23:04 0 na memória
Vencendo um pouco da preguiça que parece reinar nos últimos tempos, estive a fazer algumas remodelações, que é como quem diz, actualizar os meus links.
Há blogs que já não leio tanto, mas decidi que não volto a retirar links.
Há blogs que continuaria a ler se não tivessem terminado.
Há blogs que insisto em tentar ler, apesar de parecer terem chegado ao fim.
Queria salientar três coisinhas:
- tenho pena que o Júlio tenha deixado de escrever (mesmo acreditando que continuará a sonhar), e mais ainda que a Tribo ande meia perdida na blogosfera...
- a Tasca mantém portas abertas, mas já ninguém serve litradas...
- este pequenino ponto iluminado entrou em hibernação... espero sinceramente que seja curta e que não chegue, sequer, ao fim desta estação.
E queria deixar dois dos meus recadinhos habituais:
- este blog, recuso-me a passá-lo para o vale a pena recordar...
- este blog já saía do modo preguiça... Caramba, miúda, uma pausa de dois meses... Começa a ser tempo a mais!!! Snap out of it!!!!
ps - este deve ser o post com mais itálicos que já escrevi...
postado por muska eram 23:44 0 na memória
postado por muska eram 23:24 0 na memória
Quando partimos senti que ia também um pouco à tua procura, e sei que consegui encontrar-te.
De cada vez que acontece é também a mim que encontro, e isso faz-me maior.
Tenho um teclado imenso à minha frente, e nele não há letras que cheguem para escrever o quanto me vais fazer falta.
No fundo queria só dizer que não vais, porque não sou inteira sem ti.
E, embora saiba que os nossos passos se cruzarão sempre, os quilómetros voltam a estalar-me no peito...
As pessoas que me completam acabam sempre por estar longe, mesmo que só fisicamente, e às vezes sinto como se não tivesse coração, mas sim pedaços espalhados por aí, que me doem de vez em quando, de distância.
postado por muska eram 23:44 0 na memória
Ao fazer a travessia senti-me invadida por uma certa euforia.
postado por muska eram 23:34 0 na memória
Têm acontecido mil coisas...
Tenho um livrinho preto sempre comigo, para não perder aquelas frases que me surgem às vezes, como se fossem cabeçalhos dos meus pensamentos-post. Mas a verdade é que não adianta de nada: ao chegar a casa sento-me nesta cadeira onde estou e olho para este espaço que agora preencho... E a vontade de o completar é escassa, vou adiando, vou criando de novo uma distância.
Talvez se esteja a repetir a nuvem de indiferença.
É cinza-claro, e conheço-a demasiado bem.
postado por muska eram 01:04 0 na memória
Sentir a tua falta contigo ao meu lado não é triste.
É talvez (e apenas) uma preparação para a velha sensação de que há coisas que não voltam... (que voaram)
postado por muska eram 00:54 0 na memória
Evitar a procura, por ter medo de não encontrar.
postado por muska eram 00:44 0 na memória
sempre que venho nesta direcção apetece-me ignorar a saída
apetece-me continuar, seguir, andar eternamente
sem rumo, sem objectivos, sem obrigações
sem cordas que me prendam os movimentos
sem olhares que me toldem a visão
sem muros que me doam no coração
postado por muska eram 00:14 0 na memória
Quando vou à tua procura tenho que estar distraída.
Se estiver demasiado consciente das minhas expectativas, sou incapaz de me mover para as concretizar.
Aquilo que era uma conversa séria, fundamental para que possamos encontrar-nos de novo, sem reservas, diluiu-se, mais uma vez, em banalidades e conversas filosóficas.
Espero conseguir chegar a ti em tempo útil.
E não quero, com isto, dizer que tenho medo de te perder, sei que isso não acontecerá.
Quero dizer que tenho medo que acabe de se desgastar o que havia de especial...
postado por muska eram 00:04 0 na memória
há palavras em que só te escrevo a ti
no intervalo dos meus dedos nasce o desenho dos teus lábios
no fundo das minhas mãos esboça-se a sombra do teu cabelo
sonho que gosto dele despenteado, já te disse?
o tempo arrasta-se pesado por entre os momentos em quase chego a tocar-te
no vazio de pele que sinto materializa-se a tua ausência
postado por muska eram 01:14 0 na memória
Às vezes, a meio das conversas, há muros que crescem no meu silêncio.
Sei nessa altura que tenho ainda uns metros para crescer, para poder ver o outro lado...
Para ser livre.
postado por muska eram 00:14 0 na memória
As vezes incontáveis que tropeçamos no mar, que nos misturamos nas ondas, que pisamos a areia...
O sol e o cheiro a creme, o sal a arder na pele, os livros meio lidos, meio dormidos...
O fim da tarde e o silêncio apertado, entre o mar e as gaivotas, a lentidão das horas com que não se faz nada...
O cheiro a maresia por trás do cheiro de peixe acabado de grelhar, as cervejas geladas na mesa...

postado por muska eram 00:04 0 na memória
- Despacha-te! Olha que está a chover...
- Vou só calçar as sapatilhas e pegar nos óculos de sol!
postado por muska eram 20:14 0 na memória
As coisas que tenho para escrever diluem-se no cansaço, na pressão, na angústia das decisões, na falta de sono que têm sido os dias.
Tenho pena que se perca assim uma etapa da minha vida, ou que não se transforme, como tanto gosto, em letras...
Segunda-feira: o dia dos novos (re)começos.
Foi sempre assim...
postado por muska eram 00:34 0 na memória
queria hoje, com esta força bruta que têm as vontades desesperadas, o desenho do teu peito a traçar o meu perfil
postado por muska eram 01:04 0 na memória
Tenho prestado pouca atenção ao blog.
Sei que, como é habitual, isso não se reflecte na quantidade de posts que vou deixando.
Talvez se note na repetição dos assuntos, nas poucas vezes que visito os meus memoráveis, na quantidade de links que, qual ciclo vicioso, remetem sempre para mim própria.
Avizinham-se dias nublados, mas brevemente a visibilidade voltará ao normal...
(o que quer que isso seja)
O caminho que terei à frente ninguém sabe ainda qual é.
postado por muska eram 00:14 0 na memória
O meu caminho tem muitas curvas.
Por opção própria escolho-o longo, crio obstáculos imaginários que contorno mais tarde ou mais cedo, esmago-me contra os muros reais.
E, apesar disso, vejo agora que, certo ou errado, acidentado ou custoso, me leva na direcção certa.
Gosto das prioridades que vejo nas minhas escolhas.
(se não em todas, pelo menos em muitas)
(por mais que essas mesmas escolhas não sejam minhas, mas dele)
(por mais que me desfaça no caminho e possa até nem chegar)
(interessa apenas o gozo que dá a caminhada...)
postado por muska eram 00:04 0 na memória
Há uma força esmagadora no ar que se respira, é a luz que entra a queimar no nervo óptico, o som que faz o estapédio precipitar-se ignorando o reflexo de protecção do ouvido.
Todos os estímulos se esmagam nos nervos, atropelando-se numa corrida desenfreada. Todos rumam para lá...
A sensação não é nova, o meu coração é que é avesso a mudanças...
Mesmo quando o conforto é incompleto.
É a tal sensação de que tudo é finito.
"Irremediavelmente finito".
Não chega a ser dor - é uma quase dor.
postado por muska eram 23:54 0 na memória
É preferível que a fotografia retrate fielmente a realidade, ou é preferível torná-la melhor, para que mais tarde a recordemos assim?
postado por muska eram 02:04 0 na memória
A lua estava deitada no céu, sorrindo um sorriso amarelado, que era, mesmo assim, convidativo.
Muito convidativo...
Deixei as janelas abertas, para que o ar fresco da noite pudesse limpar-me as imagens dos dias quentes e secos.
As luzes à frente cortavam o escuro monótono dos pensamentos.
Ao chegar sabia que estarias à minha espera... nada mais me faz falta...
Tu... nós... um abraço...
Aquele abraço......
*Gilberto Gil
postado por muska eram 02:14 0 na memória
às vezes falar nas coisas é vesti-las
é dar-lhe cheiro, cor, gosto, consistência
é torná-las reais
postado por muska eram 01:24 0 na memória
...que vens cá às vezes, eu sei...
(ou imagino que sei, sei lá...)
postado por muska eram 01:04 0 na memória
[bem alto, por favor!]
(porque ando a precisar... (ok, outra vez...)
e porque me agrada deixá-la a tocar para o fim de semana...)
"Well I guess it would be nice
If I could touch your body
I know not everybody
Has got a body like you
But I’ve got to think twice
Before I give my heart away
And I know all the games you play
Because I play them too
Oh but I
Need some time off from that emotion
Time to pick my heart up off the floor
And when that love comes down
Without devotion
Well it takes a strong man baby
But I’m showing you the door
’cause I gotta have faith...
Baby
I know you’re asking me to stay
Say please, please, please, don’t go away
You say I’m giving you the blues
Maybe
You mean every word you say
Can’t help but think of yesterday
And another who tied me down to loverboy rules
Before this river
Becomes an ocean
Before you throw my heart back on the floor
Oh baby I reconsider
My foolish notion
Well I need someone to hold me
But I’ll wait for something more
Yes I’ve gotta have faith..."
George Michael - Faith
postado por muska eram 00:24 0 na memória
Não tenho vontade de falar sobre os incêncios, ultrapassam a minha compreensão...
Custa-me que o nosso pequeno e pobre país se esfume assim, e não faço ideia do que posso fazer para que as coisas se passem de outra forma...
Não me lembro da última vez que estive na terrinha.
Bem... lembro-me, mas acho que foi já há muito tempo...
Pela voz de quem lá está, pelas imagens que vi e li, palas palavras que me entraram olhos e ouvidos dentro, senti o calor, as cinzas, o inferno de se estarem a queimar as coisas que trazemos no coração...
(e dói...)
postado por muska eram 00:14 0 na memória
postado por muska eram 01:16 0 na memória
Era tarde, mas não queríamos ir para casa.
Ficávamos horas às voltas na cidade, em silêncio, a ouvir aquelas músicas.
Hoje senti falta desse "silêncio" precioso, precisamente quando vinha embora.
Adiei o regresso e andei às voltas.
Eu... a música... tu entre nós...
postado por muska eram 01:14 0 na memória
Dei-me conta do número de vezes que te vi este ano
De repente já não me parece um número par.
Parece-me um número só.
Só e triste...
postado por muska eram 01:06 0 na memória
São eles que vagueiam noite e dia tapando o sol com os seus trajes negros, gelando o ar com as suas palavras tristes, calando os pássaros com o seu olhar vazio...
postado por muska eram 01:04 0 na memória
Este ano o regresso foi bastante mais lento do que o que é habitual em mim - SPF um mês depois...
A explicação que encontro para esse fenómeno é simples: estive afastada do mundo demasiado tempo. Logo em seguida mergulhei nele com toda a intensidade que a viagem exigiu. Só então voltei...
Percebi que o que me incomoda não é o impacto com a realidade: ela não é assim tão dura.
O que me dói agora é só a saída do imaginário.
postado por muska eram 00:14 0 na memória
postado por muska eram 18:44 0 na memória
sou a única pessoa que conheço que sente falta das pessoas que tem ao lado
postado por muska eram 20:44 0 na memória
Gosto das calças de ganga fininha, puída, gasta.
Gosto das sapatilhas mais velhas que tenho, fora de moda e quase sem sola.
São retratos do material de que sou feita.
postado por muska eram 14:14 0 na memória
às vezes sentir alguma coisa por alguém não é um privilégio
é um desperdício
postado por muska eram 14:04 0 na memória
Nestas alturas sinto-me transparente.
E não gosto.
Desato em construções elaboradas de muros que me cercam, e rapidamente desabam.
Sei em cima de quem caem as maiores pedras.
E não gosto.
postado por muska eram 01:34 0 na memória
Tenho sentido o ar rarear.
Talvez seja dos incêndios, este país transformou-se numa fornalha...
Pelo sim pelo não, decidi sair. Talvez houvesse conversas a meio, talvez não. Peguei no cartão e despedi-me.
Vinha para casa, mas a meio do caminho percebi que a sensação de asfixia aumentava.
Inverti a marcha.
Pus um CD a tocar, continuaria até ao fim das músicas.
No fundo sabia que só queria ir lá...
Não se vê grande coisa à noite, mas há o cheiro... o cheiro já é qualquer coisa, não é?
Ignorei por completo que amanhã o despertador toca cedo, que tenho andado cansada e mal-humorada, que há mil e uma cordas invisíveis que todos os dias me impedem de fazer estas coisas que me passam pela cabeça.
Não precisei de ficar lá muito tempo, talvez dez minutos. Nem saí do carro...
Acho que teria ficado para sempre.
Tive vontade de entrar, de continuar a caminhar até onde a respiração me levasse, de seguir caminho, de andar em frente, rumo ao desconhecido... Mas nessa altura as cordas ficaram tensas. Decidi voltar...
Na viagem de regresso imaginei que poderia ter três pessoas ali ao meu lado. Sei exactamente quem seriam agora. Não sei se serão as mesmas amanhã, ou da próxima vez que voltar esta vontade de ir... Sei que não são as mesmas de ontem. No fundo talvez isso não faça diferença.
Era bom poder ficar só assim, deitar conversa fora, ouvir música, seguir viagem eternamente...
postado por muska eram 01:24 0 na memória
Queria desfazer-me em pixels.
Ser capaz de sujar o template...
postado por muska eram 21:44 0 na memória
Queria desfazer-me em tinta.
Ser capaz de sujar o papel...
postado por muska eram 09:34 0 na memória
"Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei porque moro ali
Eu não sei porque estou
Eu não sei prá onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo
Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem (não vem)
Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentro, em mim
Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz."
Vanessa da Mata
postado por muska eram 01:24 0 na memória
é o básico problema deste blog
os poucos que se aproveitariam estão perdidos na palha
postado por muska eram 01:14 0 na memória