domingo, 11 de dezembro de 2005

as baboseiras do costume...

...ou como ver os nossos amigos felizes nos faz um bocadinho mais felizes também...

Older Chests

"Older chests reveal themselves
Like a crack in a wall
Starting small, and grow in time
And we always seem to need the help
Of someone else
To mend that shelf
Too many books
Read me your favourite line

Papa went to other lands
And he found someone who understands
The ticking, and the western man's need to cry
He came back the other day, you know
Some things in life may change
And some things
They stay the same

Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time

Older gents sit on the fence
With their cap in hand
Looking grand
They watch their city change
Children scream, or so it seems,
Louder than before
Out of doors, and into stores with bigger names
Mama tried to wash their faces
But these kids they lost their graces
And daddy lost at the races too many times

She broke down the other day, yeah you know
Some things in life may change
But some things they stay the same

Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Time, there's always time
On my mind
Pass me by, I'll be fine
Just give me time"
Damien Rice, O

Tenho o velho hábito de me perder a mim própria

Hoje, enquanto estudava, dei por mim a pensar em como este post é um subterfúgio...

adenda: cbs, mais acertado é difícil! ;)

conclusão

estou mesmo a precisar de uma pausa

e mais...

ainda no contexto de disparatar (ou talvez não...) apetece-me dizer que o melhor é mesmo dedicar-me a espremer o cérebro: a vertente profissional da minha vida parece-me a única com possibilidades de sucesso
(e mesmo assim é o que se vê...)

dia não

Não há nada como ter um blog.
Neste momento parece-me, sem dúvida, que a grande vantagem reside no facto de eu poder chegar aqui e disparatar.

O mantra (já) não está a funcionar e o meu cérebro (ou então o outro tipo da esquerda) começa a despertar e a reclamar.

Passei o dia todo a espremer o cérebro bem espremidinho. Tão espremidinho ficou que já nem consegui ir sair um pouco como tinha previsto, já não estive com quem queria ter estado, já não falei das outras coisas, não ouvi música, não fiz de conta que sei dançar, não segurei um copo de qualquer coisa que não água, sumo de laranja ou coca-cola, não vim cansada para casa e pronta para um bom sono.
Bolas, nem sequer me sai o euromilhões ou o totoloto... (eu sei, esta era escusada...)

Às vezes tenho pena do blog, porque só serve para isto mesmo, para eu disparatar.
Saio daqui, desligo o computador, e amanhã tenho novamente um sorriso nos lábios e sou até capaz de dizer uma ou duas piadas (bem secas, pois claro!).

Talvez por isso me espante também a paciência que têm as duas ou três pessoas que aqui vêm regularmente...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

mau sinal

quando tento entrar em casa com a chave do escritório

(na verdade talvez seja um bom sinal... pelo menos quero acreditar que sim!)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

pedido

não me percas

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

a eterna dúvida...

mas depois tenho esta dúvida: quero educar o inquilino? quero mesmo calibrar?

o que é melhor: sentir ou não sofrer?

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Calibrar não é possível

Estuda-se na escola: cada equilíbrio que se desfaz dará, inevitavelmente, lugar a um outro.

Neste breve espaço entre dois equilíbrios cabe uma tristeza miudinha, leve, e não é fácil trancá-la: o inquilino à esquerda é o guardião da chave, e qualquer tentativa para o educar é mal sucedida.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Os mitos

Tudo o que, por medo, não foi levado às últimas consequências, transformou-se em mito.
Os mitos fizeram-se pedra, a pedra cresceu muros, e os muros cercaram-me, toldaram-me a visão, fecharam-me em mim mesma.

Tenho medo de um dia nem eu me achar, emparedada.
De olhar e ver-me a toda a volta só criatura mitológica.

domingo, 4 de dezembro de 2005



Todas estas coisas acontecem, e enquanto isso estudamos, trabalhamos, queremos ganhar um dinheirinho, viajar, comprar um carro ou uma casa, um computador ou uma máquina fotográfica...
No fundo talvez houvesse como contribuir, mas a minha opção, e o motivo pelo qual me afundo todos os dias no escritório, é a da segurança, do conforto, da facilidade... talvez mesmo da futilidade...

Mas não faz mal.
Foi só um filme.
Vou dormir, amanhã é domingo, e depois recomeçará a rotina.
Tudo o resto passará novamente para segundo plano...

Anyway... o filme é excelente.

Notinha: acho a entrada no site pessimamente escolhida.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

mantra
(ou modo autómato)

não sentir não pensar não tocar não rir não cheirar não ver não fluir não ir não ouvir não ser não chorar não olhar não fugir não focar não pedir não var não pensar não ser não ter não provar não fluir não tocar não sorrir não sonhar não focar não correr não ver não dormir não ouvir não sentir não rir não pedir não pensar não ser não ir não fluir não sonhar não sorrir não fugir não pedir não dormir não rir não sorrir não sentir não chorar não dormir não focar não ter não sorrir não pedir não ir não ser não fugir não fluir não provar não ficar não focar não tocar não sentir não ver não olhar não ver não sonhar não ficar não fugir não sorrir não ir não sentir não dormir não ser não pensar não ter não dizer não fluir não rir não ser não dormir não ver não sonhar não sentir não ver não fugir não dormir não sonhar não ser não focar não ver não provar não rir não ir não pedir não olhar não fugir não querer não ver não fluir não pensar não provar não ir não ver não pensar não sentir não sonhar não rir não provar não fluir não fugir não ver não ser não olhar não fugir não chorar não ir não ficar não dormir não ser não rir não sonhar não rir não fugir não sentir não sentir não sentir não sentir não sentir não

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Bem-vinda!



A mãe, linda, tem agora uma menina linda ao seu lado!
(ainda não vi, mas afirmo com certeza)

E a amiga babada, aqui de longe...
Já falta pouco!

Rotina? ....

Devagar, depois de vários prolongamentos de sono, começo a escorregar para o novo dia.
Saio da cama a custo, a dizer palavras feias logo pela manhã, porque está um frio de neve e eu estava tão quentinha debaixo do edredão.
Ainda em fase robot vou para a banheira, visto-me, tomo o pequeno almoço.

Este é o início do dia, e, sem dúvida, a parte mais variada, porque a partir daí o que se segue é: vou para o escritório. Páro para almoçar e volto para o escritório. Páro para lanchar e entro na porta ao lado que é a do escritório, e finalmente páro para jantar.
Seria caso para dizer: Ufa! Até que enfim!
Mas não, mal tem tempo de descer a comidinha, porque eu já sigo para o escritório, e assim seguirei até Janeiro, com algumas (raras!) excepções...

sábado, 26 de novembro de 2005

Faltas tu

"Todos estamos sozinhos, Mariana.
Sozinhos e muita gente à nossa volta.
Tanta Gente, Mariana.
E ninguém vai fazer nada por nós."
Maria Judite Carvalho, Tanta Gente Mariana

Passou um ano inteirinho.
Um ano com algumas vitórias, algumas derrotas.
Um ano em que não te ouvi, não te vi, não ri contigo, não conversámos.
Um ano como serão todos, até um dia...

Tanta gente, Mariana...

E faltas-nos tu.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Procura-se um Amigo

"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. "
Vinicius de Moraes

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Farias hoje 89 anos.
Tenho saudades tuas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

curtas #1

Alzira estava perdida.
Vagueava pelos campos e a vida sabia-lhe ácida como limão.
Por causa de um defeito congénito via tudo verde, e as palavras nunca lhe amadureciam na garganta.

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Agora
(ou as banalidades habituais...)

Não tenho muita disponibilidade nos dias que correm, e quando olho à minha volta vejo que os meus amigos ainda têm menos tempo do que eu.
O panorama não vai melhorar.
É para isto que estudamos e trabalhamos?
Passamos os dias imersos em tudo menos no que nos preenche mais, por mais que o trabalho nos preencha também. (para quem tem a minha sorte...)
Sim, é preciso ganhar dinheiro.
Mas o que vem a mais paga o resto?

É por isso que devíamos aproveitar cada minuto para fazer aquele telefonema cuja hora nunca é a mais indicada, mandar a mensagem que construímos quase sem querer e que temos preguiça de escrever, fazer a viagem e gastar mais hora menos hora para ver aquelas pessoas...

Estar, ver, sentir, tocar...
Só passamos por cá agora.