as nuvens a passar(ou como escrever postais de Natal pode melhorar o seu dia)
Saí mais cedo que o habitual, por preguiça não vesti o casaco (nunca visto) porque não gosto de conduzir com ele vestido e acho sempre que não vale a pena para os poucos metros que me separam do carro.
Claro que os quatro graus (ou menos) se fizeram sentir e vim o caminho todo até casa a ouvir os meus dentes bater castanholas, apesar do ar quentinho ligado...
Já não estou triste, acho que estou resignada.
Ajudou a mentalização de que a "culpa" é minha, como sempre.
Porque acho sempre que as pessoas têm que pensar e sentir como eu, têm que ter as mesmas expectativas, as mesmas vontades, as mesmas prioridades...
O que vale é que isto passa ao lado de 99,9% de quem me rodeia... e nem vale a pena desenvolver mais o assunto.
Só não apago o post anterior porque já foi lido...
Ajudou também o tempo que perdi a escrever postais de Natal.
Exagerei (como é típico em mim) (podia remeter para outro dos meus defeitos, mas vou poupar os queridos leitores...), mas, apesar de ter pensado que ia ser monótono escrevê-los, bem me enganei: consegui pensar em cada pessoa com carinho. E embora o discurso não tenha muito espaço para variações, sei que não ficaram todos os iguais.
Soube-me bem voltar aos métodos antigos, e evitar a confusão que são as sms's na véspera de Natal.
Não quer dizer que não as vá mandar, mas estou bem mais em paz porque a minha letra, os meus votos e o meu amor seguiram dentro de um envelope.
Espero que cheguem como eu os mandei...

