enfim...
...tenho uma família maravilhosa, e nem eu própria consigo avaliar bem a minha sorte...
...tenho uma família maravilhosa, e nem eu própria consigo avaliar bem a minha sorte...
postado por muska eram 02:34 2 na memória
Sempre me lembro desta época como sendo de festa.
Quando era (era?) miúda, assim que começavam as férias começavam também os preparativos. Fazíamos teatros escritos por nós, líamos poemas, cantávamos, tínhamos concursos de dança e sorteios com rifas compradas a vinte escudos.
À medida que fomos crescendo deixámo-nos dessas coisas, e os mais novos não nos tomaram o lugar.
Apesar disso, com uma viola nas mãos certas a festa dura até bem dentro da noite.
Interrompe-se a cantoria para a entrega de prendas à meia noite, rimos com as nossas, e sorrimos com os sorrisos dos outros...
No ano passado tivemos o primeiro Natal triste de que me lembro.
Pela primeira vez havia um nome a faltar nas prendas, e isso apagou o brilho dos olhos de todos.
Não se cantou, não se tiraram fotografias, e tudo foi apenas um passar do tempo, em que nem sequer se tentou a normalidade.
Este ano, apesar de tudo o que aconteceu, voltamos a ser a mesma família grande e barulhenta.
E não há barulho como o nosso...
postado por muska eram 02:24 2 na memória
Presentes presentes são também as pessoas que cá vêm, por isso não podia deixar de lhes desejar um Natal muito feliz.
(cheia de graça, eu sei...)
Quanto a mim, sou uma pessoa com sorte, e hoje sei que o vou sentir de forma especial...
postado por muska eram 03:14 2 na memória
na verdade olho para o presente e acho sempre que não é nada de especial
no entanto, desviando o olhar para trás, para o que passou, vejo que tive já presentes grandes, e isso deixa-me contente
para os aproveitar melhor talvez me falte só isso: deixar de olhar para trás...
postado por muska eram 03:04 0 na memória
postado por muska eram 00:14 2 na memória
A urgência de escrever como um pano quente que acalma a dor.
As vezes que nos queixámos de que os nossos nos falharam compensam as vezes que falhamos aos nossos?
Há tempo para repor parte dos danos, talvez.
Queria reconquistar o espaço perdido, mas cada vez que ponho um pé do outro lado da fronteira os terrenos parecem-me estranhos, recuo e desculpo-me com a ideia de que fui expulsa.
Tenho saudades das nossas conversas, dos sorrisos e dos risos, das brincadeiras que se tornavam sérias, e das conversas sérias que se tornavam brincadeiras.
A recusa de uma promessa, de uma viagem, de momentos bem passados, porque não me sinto capaz de dar o que não tenho. Falta de energia, talvez...
Preciso urgentemente de me concentrar, tenho quatro exactas semanas para dar o melhor de mim.
Sim, nada é definitivo. Mas quero pensar que isto é, que ficará arrumado, que não voltarei a perder dias e dias a fio a olhar, a pensar, a escrever o mesmo.
postado por muska eram 00:24 0 na memória
Saí mais cedo que o habitual, por preguiça não vesti o casaco (nunca visto) porque não gosto de conduzir com ele vestido e acho sempre que não vale a pena para os poucos metros que me separam do carro.
Claro que os quatro graus (ou menos) se fizeram sentir e vim o caminho todo até casa a ouvir os meus dentes bater castanholas, apesar do ar quentinho ligado...
Já não estou triste, acho que estou resignada.
Ajudou a mentalização de que a "culpa" é minha, como sempre.
Porque acho sempre que as pessoas têm que pensar e sentir como eu, têm que ter as mesmas expectativas, as mesmas vontades, as mesmas prioridades...
O que vale é que isto passa ao lado de 99,9% de quem me rodeia... e nem vale a pena desenvolver mais o assunto.
Só não apago o post anterior porque já foi lido...
Ajudou também o tempo que perdi a escrever postais de Natal.
Exagerei (como é típico em mim) (podia remeter para outro dos meus defeitos, mas vou poupar os queridos leitores...), mas, apesar de ter pensado que ia ser monótono escrevê-los, bem me enganei: consegui pensar em cada pessoa com carinho. E embora o discurso não tenha muito espaço para variações, sei que não ficaram todos os iguais.
Soube-me bem voltar aos métodos antigos, e evitar a confusão que são as sms's na véspera de Natal.
Não quer dizer que não as vá mandar, mas estou bem mais em paz porque a minha letra, os meus votos e o meu amor seguiram dentro de um envelope.
Espero que cheguem como eu os mandei...
postado por muska eram 00:14 5 na memória
...ou como os nossos amigos nos deixam às vezes um pouco tristes...
(isto lembra-me um pequeno defeito que já devia ter sido corrigido ontem...)
postado por muska eram 14:14 0 na memória
...ou como ver os nossos amigos felizes nos faz um bocadinho mais felizes também...
postado por muska eram 22:54 0 na memória
"Older chests reveal themselves
Like a crack in a wall
Starting small, and grow in time
And we always seem to need the help
Of someone else
To mend that shelf
Too many books
Read me your favourite line
Papa went to other lands
And he found someone who understands
The ticking, and the western man's need to cry
He came back the other day, you know
Some things in life may change
And some things
They stay the same
Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Older gents sit on the fence
With their cap in hand
Looking grand
They watch their city change
Children scream, or so it seems,
Louder than before
Out of doors, and into stores with bigger names
Mama tried to wash their faces
But these kids they lost their graces
And daddy lost at the races too many times
She broke down the other day, yeah you know
Some things in life may change
But some things they stay the same
Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Time, there's always time
On my mind
Pass me by, I'll be fine
Just give me time"
Damien Rice, O
postado por muska eram 01:44 3 na memória
Hoje, enquanto estudava, dei por mim a pensar em como este post é um subterfúgio...
adenda: cbs, mais acertado é difícil! ;)
postado por muska eram 01:34 2 na memória
ainda no contexto de disparatar (ou talvez não...) apetece-me dizer que o melhor é mesmo dedicar-me a espremer o cérebro: a vertente profissional da minha vida parece-me a única com possibilidades de sucesso
(e mesmo assim é o que se vê...)
postado por muska eram 01:16 0 na memória
Não há nada como ter um blog.
Neste momento parece-me, sem dúvida, que a grande vantagem reside no facto de eu poder chegar aqui e disparatar.
O mantra (já) não está a funcionar e o meu cérebro (ou então o outro tipo da esquerda) começa a despertar e a reclamar.
Passei o dia todo a espremer o cérebro bem espremidinho. Tão espremidinho ficou que já nem consegui ir sair um pouco como tinha previsto, já não estive com quem queria ter estado, já não falei das outras coisas, não ouvi música, não fiz de conta que sei dançar, não segurei um copo de qualquer coisa que não água, sumo de laranja ou coca-cola, não vim cansada para casa e pronta para um bom sono.
Bolas, nem sequer me sai o euromilhões ou o totoloto... (eu sei, esta era escusada...)
Às vezes tenho pena do blog, porque só serve para isto mesmo, para eu disparatar.
Saio daqui, desligo o computador, e amanhã tenho novamente um sorriso nos lábios e sou até capaz de dizer uma ou duas piadas (bem secas, pois claro!).
Talvez por isso me espante também a paciência que têm as duas ou três pessoas que aqui vêm regularmente...
postado por muska eram 01:14 3 na memória
quando tento entrar em casa com a chave do escritório
(na verdade talvez seja um bom sinal... pelo menos quero acreditar que sim!)
postado por muska eram 00:14 0 na memória
mas depois tenho esta dúvida: quero educar o inquilino? quero mesmo calibrar?
o que é melhor: sentir ou não sofrer?
postado por muska eram 23:34 2 na memória
Estuda-se na escola: cada equilíbrio que se desfaz dará, inevitavelmente, lugar a um outro.
Neste breve espaço entre dois equilíbrios cabe uma tristeza miudinha, leve, e não é fácil trancá-la: o inquilino à esquerda é o guardião da chave, e qualquer tentativa para o educar é mal sucedida.
postado por muska eram 00:34 2 na memória
Tudo o que, por medo, não foi levado às últimas consequências, transformou-se em mito.
Os mitos fizeram-se pedra, a pedra cresceu muros, e os muros cercaram-me, toldaram-me a visão, fecharam-me em mim mesma.
Tenho medo de um dia nem eu me achar, emparedada.
De olhar e ver-me a toda a volta só criatura mitológica.
postado por muska eram 00:04 3 na memória
postado por muska eram 03:04 2 na memória