quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

that word is love

"one word frees us of all weight and pain in life"
sófocles

[discordo em absoluto da associação desta frase ao filme....
(talvez a ideia seja mesmo essa)]

match point



Quando já vou com expectativas altas não costumo sair satisfeita.
E realmente não saí, o filme teve o dom de me deixar stressada.

Mas nem por isso gostei menos, porque é verdade que há sempre uns sacanas sortudos cujas bolas (não me interpretem mal...) acabam sempre por cair do lado certo da rede.

mudanças

ou como os sítios se transformam em lugares

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

intimidade

apetecia-me um lugar onde as mão mergulhassem sempre nos contornos do teu riso
apetecia-me um lugar onde pudesse descansar os olhos fechados na sombra dos teus passos seguros
apetecia-me um lugar onde o mar se debatesse na tua voz, e sempre, sempre mergulhasse nele as ondas do meu corpo cheio de nós

apetecia-me um lugar
onde estivesses tu e eu te encontrasse, dentro desta mesma intensidade com que te procuro

um lugar

apetecia-me esse lugar

Outros pés

Há alturas em que te ouço falar quase com as minhas palavras, e isso faz-me querer berrar tudo, só para que o teu caminho seja outro.
Mas no fundo sei que não é preciso...

Será, certamente, diferente a tua história.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

E que às vezes se perde...

Dou-me agora conta: escrever sobre o mesmo apenas o torna banal, e não é assim que o sinto.

Se não voltarmos a encontrar-nos, nunca mais, (e é nesse sentido que a estrada segue) vou ter pena, mas vou saber que às vezes se ganha.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Puzzle

Passei o dia a adiar o regresso com uma espécie de "mau pressentimento", o coração demasiado rápido, as mãos inquietas, os olhos saltitantes...

Dou por mim a comparar com o que era no início, como sempre faço, e hoje a realidade é diferente. Às vezes é um pouco como sentisse que já não há ninguém à minha espera, embora saiba perfeitamente que não é assim, e que à hora da suposta chegada o telemóvel começa a dar sinal.

Já o disse antes (quantas vezes me repito aqui?...) e é verdade: agora as coisas processam-se com outro ritmo, com outra calma.
Não sinto tanto tudo como definitivo, cada espaço tem o seu lugar e o seu tempo, e o que havia a perder perdeu-se já.

Apesar disso, de cada vez sinto que falta um pedaço mais.
É cada vez mais pequenino, mas vai-se partindo cá dentro e deixando este vazio que não vou ter nunca como preencher.

Em terra

Ao abrir a porta, acendi a luz.
Olhei à volta e, mesmo sem estares, estavas, e senti-me em casa.

E é bom sentir-me assim contigo, seja qual for o espaço que ocupes.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Numb

Esta é uma altura em que os dias se passam sem nada que os marque.
Acordo sem despertador, adormeço às horas a que os olhos se fecham.
Leio os livros até os terminar, de um só fôlego, vejo filmes e séries que nem sabia que existiam, vou ao cinema, ouço música.
Voltei aos joguinhos no PC.
Passeio.
Arrumo a casa.
Desarrumo a casa.
Às vezes cozinho e às vezes como o que cozinharam para mim, ou então vou jantar fora com amigos.
Bebo um copo quando há companhia para isso.
As coisas processam-se sem pressas, sem prazos, sem atropelos.

Brevemente vou ter uma parte da revolução que tanto peço desde que aqui estou.
E sei que vou embora, só não sei ainda para onde...

Off

Voltei a entrar num ciclo pouco produtivo.
Já não há a desculpa da falta de tempo, da falta de disponibilidade mental...
O que se passa, como já se passou outras vezes, é que sinto este espaço esgotado.
Sei que volto (volto sempre), mas a sensação que tenho é a de que, a cada novo regresso, a força é apenas uma fracção da que já foi, e aos poucos a chama vai-se apagando.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

stop

janeiro acabou.
a seguir ao período de reflexões em que acabamos de entrar segue-se o novo início.
aqui ou em qualquer outro lugar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

porque nem só de estupidez vive o meu coração



Recomendo vivamente O Amor ao Canto do Bar Vestido de Negro, por Olga Roriz.

domingo, 29 de janeiro de 2006

Baú

Como uma boa agarrada ao passado, vou pôr no baú os comentários antigos que a Haloscan faz o favor de ir apagando (não desfazendo do serviço gratuito que me prestam, e do qual talvez abdique em breve).

O blog não faz sentido sem eles.
(e eu não tenho mais que fazer...)

dez

posts de seguida: bati o meu próprio recorde de estupidez

(ou como fazer uma tempestade num copo de água)

(bati mais uma vez no fundo)

XIÇA!

Nao conheço mais ninguém com esta tendência para as desarrumações sentimentais, com esta lentidão de resolução, com esta estúpida maneira de estar na vida.

Às vezes pergunto-me se quero, algum dia, ser feliz...

...por isso insisto em desarrumar tudo ainda mais...

esta é a altura em que devo arrumar tudo, porque não sei para onde vou...
e, para conseguir ir, de novo, tenho que conseguir deixar limpas as estantes do meu coração...

Na altura certa

Abri finalmente os caixotes, e encontrei tudo o que esperava encontrar. Mas a verdade é que não senti a velha dor ao olhar aquelas coisas, senti-me feliz por ter tido oportunidade de as guardar.

em definitivo

janeiro é o mês dos espaços

(ainda bem que está a acabar)

O espaço V

Tentei sempre não me criar fronteiras quando escrevo aqui.
Que eu saiba, as pessoas que me conhecem e que aqui vêm são cinco ou seis, e a maior parte delas soube deste espaço por acidente.
Algumas dessas pessoas virão, às vezes, à procura de uma luz para os meus comportamentos obscuros.
Compreendo, e sei porque o fazem: porque aqui essa luz é mais forte, talvez, ou talvez me mostre melhor, não sei...


A verdade é que não gosto de sentir, quando aqui escrevo, que estou a deixar recados.
(a não ser quando o são realmente, e portanto interpretados dessa forma por quem os escreve e por quem os lê)

Se o sinto neste momento sei que a culpa é minha, mas não posso fazer as coisas de outra forma: há alturas em que preciso de escrever aqui.

(podem chamar o psiquiatra, por favor!)