sexta-feira, 8 de setembro de 2006

soluços

Andei com o último post que escrevi uns dias na cabeça.
Já nem me lembro da última vez que tive um "pensamento-post", por isso decidi não o desperdiçar (senão seria apenas mais uma luz acesa...)

Continuo a sentir falta deste espaço, mas ainda não consegui criar o espaço onde ele caiba no meu dia a dia.

Talvez, também, pelo facto de ainda não ter chegado.

As previsões mantêm-se: lá para novembro, que o caminho continua longo.....

No poupar é que está o ganho

Quando passo de uma divisão da casa para outra qualquer insisto em apagar a luz.

Como em tantas outras coisas, chega a roçar a obsessão esta coisa de economizar, e às vezes movimento-me às escuras...

E nem sei como, dei por mim a analisar a história de eu pensar mais nas pessoas do que elas em mim...

Todas essas vezes em que eu penso sem ser correspondida, são como deixar a luz acesa sem ninguém para a aproveitar. A luz fica ali, a derreter-se numa divisão qualquer, a gastar, a consumir, a desperdiçar...
Ninguém se apercebe, sequer, de que ela lá está...

O que é pena, porque assim todos nós (nos) poupávamos um pouco mais.

domingo, 2 de julho de 2006

long way

continuo a caminho



segundo o boletim meteorológico, ao qual se somam férias lá para outubro, a minha chegada deve fazer-se perto de novembro

(vais esperar?)
(não.)
(pois, eu sei...)
(então porque vens?)
(...)

(Re)Presa

Já não me lembro da quantidade de tempo que tinha passado desde a última vez.
Muito, era muito tempo.

Ainda assim, somaste-lhe uns minutos mais, à espera junto à grade.
Eu não sabia e falava de ti lá dentro, de como seria capaz de resolver os meus problemas sem ajuda. Externa, claro...

E quando saí não disseste nada.
Olhámo-nos uns segundos antes de desabarmos nos nossos braços.
Conseguia sentir-te perto, respiravas ali, na curva do meu pescoço, e nesse momento quis com todas as minhas forças que fosse para sempre.

O que ali não me ocorreu foi que aquela proximidade era a de contacto, a mais fácil.
Para que o resto resulte é preciso trabalho, destruir muros e cortar cada corda que prende cada medo, queimar as desconfianças e entregarmo-nos assim: livres.

Entre mim e a liberdade estavam os muros e as cordas, e depois da liberdade, contigo, estávamos nós...

17.06.2006

domingo, 18 de junho de 2006

Cariño

Como não tenho net, não te dou uma prenda virtual
Mas tens, como sempre, a minha amizade incondicional
O meu carinho monumental
E o desejo de que seja um dia muito, muito especial...

(e uma rima parola, como é habitual)

(qualquer dia fazes de conta que não me conheces.... e eu não te censuro!)

domingo, 11 de junho de 2006

As saudades de quem está perto... (perto?)

Tenho marcado algumas faltas na minha caderneta, e são faltas que me doem.
São um pouco minhas e um pouco dos outros, não consigo definir uma fronteira nesta rotina encoberta dos dias que passam.

Assusta-me a dificuldade que há em estar com algumas pessoas.
Não queria nada de especial, não precisava de ser um jantar, um cinema, nem um café ponderado.

Bastava a presença numa mesa de café onde se discutissem as banalidades do dia a dia.

Tenho pena de já não poder partilhar essas banalidades.

O tempo de verão é leve

Para mim a Primavera quase nem existe, assim que chega o calor e o sol eu assumo uma nova estação, e não podia ser um meio termo: é Verão.

Não dou pelos dias a passar, e neles se escoam semanas inteiras.
Trabalho e estudo, leio, durmo menos um pouco, saio de casa, rio e converso, escapo-me para a praia, mesmo antes de cair a noite corro como se quisesse chegar até ti, esgoto-me, levo-me ao limite em que o esforço é só um ácido que me queima os músculos, e no fim meto-me debaixo da água gelada.

Estou bem.

Quando chegar o Outono logo se verá...

xz

a consciência da tua presença à minha frente, a conduzir-me, doeu-me
mas não chegou para arruinar o dia de sol maravilhoso que esteve

da mesma forma que sou infeliz de manhã, sou feliz nos dias de sol e calor, se puder ir para a praia, se me encher de mar, se me salgar e me queimar....

mesmo estando sozinha

04.06.2006

domingo, 4 de junho de 2006

e a culpa, é dos olhos?

as coisas são definitivas
os meus olhos é que não conseguem distinguir contraste suficiente para que eu as veja sinta como tal

sábado, 3 de junho de 2006

verdade XII

de manhã sou a pessoa mais infeliz do mundo

(de repente fiquei sem saber se isto, sendo verdade, não devia ir para a colecção dos defeitos...)

Abismo

À noite a estrada era negra à minha frente.

O dia foi cheio das coisas que gosto de fazer: dormir sem prazo para acordar, sair rumo à praia, sol, sal e água gelada para reanimar, chegar e correr com a música certa nos ouvidos, esgotar-me, levar-me ao limite, e no fim um banho longo.
Para terminar dei por mim a caminho, e pensei na quantidade de vezes que o instinto me puxou para ...
Estou bem, aqui, mas acabo sempre por adiar a viagem o mais possível.

É que à noite a estrada é negra à minha frente.
E com a música a rodear-me, a vontade é tragá-la, engoli-la, fazê-la até onde acabam as estradas...

28.05.2006

e na verdade...

...nada disto abona em favor da minha sanidade/maturidade emocional/mental.

(paciência...)

domingo, 21 de maio de 2006

A inevitável (e muito proibida) pergunta

E se as circunstâncias o permitissem?

(há ses que tinham mesmo que ter morrido à nascença...)

Vícios

...proximidade, fusão, afastamento, separação, distância, encontro, proximidade........

Tenho tido dificuldade em perceber este ciclo vicioso em que me afundei.
Já o tinha dito: quando perceber as coisas como definitivas, vai-me doer mais do que consigo imaginar neste momento. Talvez esta dorzinha que se agudizou nos últimos dias tenha mais a ver com isso do que com o encontro que se proporcionou de novo, sem chegar à proximidade porque as circunstâncias actuais não o permitem.

Estares mais perto, telefonares, falares em encontros, diz-me apenas que estás, finalmente, preparado para a nossa amizade.

E diz-me também que eu não estou....

Terramoto

E depois de ler o post anterior não consigo deixar de me perguntar porque vou acumulando epicentros...

Talvez a minha actividade sísmica seja um pouco acima da média.

Não estive sempre?

Mais gordinho, um pouco menos de cabelo... igual em tudo o resto.
As estruturas cederam ainda ligeiramente à sua passagem, sempre lhe chamei secretamente "o meu terramoto"...

Não deixa de ser curioso: sabendo que ele estava, os cuidados redobraram, tinha que estar no meu melhor, um pouco ao estilo "Estou bem sem ti".....

Lembrar ou não lembrar....

Há alturas em que sinto realmente falta de poder vir aqui, de estar aqui também... de procurar nos links os outros, de perder tempo e ganhar com o que encontro...

Por incrível que pareça, ultimamente tenho tido dificuldade em aceder à internet, simplesmente porque ainda não a tenho em casa.
Noutra altura talvez a vontade me levasse a ir buscá-la ao ar, num centro comercial, num café, numa estação dos correios, sei lá...
Hoje não sinto essa força.

Venho, às vezes, procurar as pessoas que já não encontro aqui e percebo que me faz falta, à falta da outra, a proximidade com que as sentia. Talvez por isso, também, o soltar das amarras que me prendem às minhas lembranças.

Mas não desisti, ainda, e virei sempre que puder quiser.

segunda-feira, 1 de maio de 2006

"Porque a vida é assim..."

"Tu é que sofres muito mais porque pensas mais nas pessoas do que elas em ti."

E nunca mo tinham explicado tão bem...

(tanto defeitinho e logo havia de me calhar este!)

domingo, 30 de abril de 2006

obrigada

aguarelinha, cbs, padrinho, Guilherme, graziela, anónim@, e a quem pessoalmente me lamentou a pausa.

não sei até quando, nem com que ritmo, mas continuo por aqui...

sábado, 29 de abril de 2006

Qualquer coisa mais...

Vou voltando aos poucos... Aqui como .