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e devagar, quando os olhos passam rentes às palavras passadas, espanto-me que possam algum dia ter nascido do meu peito
e devagar, quando os olhos passam rentes às palavras passadas, espanto-me que possam algum dia ter nascido do meu peito
postado por muska eram 04:14 0 na memória
Quando ela acabou de falar eu só soube dizer
postado por muska eram 01:04 2 na memória
era de noite e eu viajava a alta velocidade, apenas com um ligeiro atraso luz/som
as letras faiscavam de forma resumida pelas janelas abertas, mas fui-as fechando
postado por muska eram 00:54 0 na memória

postado por muska eram 17:04 0 na memória
Os defeitos são-no porque nos prejudicam, ou porque prejudicam os outros?
postado por muska eram 16:54 2 na memória
Foi, talvez, o acontecimento mais importante de toda a minha vida, e nem foi mencionado neste espaço, onde sempre gostei de ir deixando um pouco das coisas que me marcaram.
A verdade é que, mesmo vendo tudo concretizado, às vezes tenho ainda a sensação que é um sonho... E a verdade é que este espaço se foi desligando do meu dia a dia, e se aqui voltei para escrever (ainda que espaçadamente) as baboseiras do costume, então porque não escrever sobre isto?
postado por muska eram 16:44 0 na memória

postado por muska eram 16:34 2 na memória
Andei com o último post que escrevi uns dias na cabeça.
Já nem me lembro da última vez que tive um "pensamento-post", por isso decidi não o desperdiçar (senão seria apenas mais uma luz acesa...)
Continuo a sentir falta deste espaço, mas ainda não consegui criar o espaço onde ele caiba no meu dia a dia.
Talvez, também, pelo facto de ainda não ter chegado.
As previsões mantêm-se: lá para novembro, que o caminho continua longo.....
postado por muska eram 23:14 0 na memória
Quando passo de uma divisão da casa para outra qualquer insisto em apagar a luz.
Como em tantas outras coisas, chega a roçar a obsessão esta coisa de economizar, e às vezes movimento-me às escuras...
E nem sei como, dei por mim a analisar a história de eu pensar mais nas pessoas do que elas em mim...
Todas essas vezes em que eu penso sem ser correspondida, são como deixar a luz acesa sem ninguém para a aproveitar. A luz fica ali, a derreter-se numa divisão qualquer, a gastar, a consumir, a desperdiçar...
Ninguém se apercebe, sequer, de que ela lá está...
O que é pena, porque assim todos nós (nos) poupávamos um pouco mais.
postado por muska eram 23:04 0 na memória
postado por muska eram 17:54 3 na memória
Já não me lembro da quantidade de tempo que tinha passado desde a última vez.
Muito, era muito tempo.
Ainda assim, somaste-lhe uns minutos mais, à espera junto à grade.
Eu não sabia e falava de ti lá dentro, de como seria capaz de resolver os meus problemas sem ajuda. Externa, claro...
E quando saí não disseste nada.
Olhámo-nos uns segundos antes de desabarmos nos nossos braços.
Conseguia sentir-te perto, respiravas ali, na curva do meu pescoço, e nesse momento quis com todas as minhas forças que fosse para sempre.
O que ali não me ocorreu foi que aquela proximidade era a de contacto, a mais fácil.
Para que o resto resulte é preciso trabalho, destruir muros e cortar cada corda que prende cada medo, queimar as desconfianças e entregarmo-nos assim: livres.
Entre mim e a liberdade estavam os muros e as cordas, e depois da liberdade, contigo, estávamos nós...
postado por muska eram 17:34 0 na memória
Como não tenho net, não te dou uma prenda virtual
Mas tens, como sempre, a minha amizade incondicional
O meu carinho monumental
E o desejo de que seja um dia muito, muito especial...
(e uma rima parola, como é habitual)
(qualquer dia fazes de conta que não me conheces.... e eu não te censuro!)
postado por muska eram 00:04 0 na memória
Tenho marcado algumas faltas na minha caderneta, e são faltas que me doem.
São um pouco minhas e um pouco dos outros, não consigo definir uma fronteira nesta rotina encoberta dos dias que passam.
Assusta-me a dificuldade que há em estar com algumas pessoas.
Não queria nada de especial, não precisava de ser um jantar, um cinema, nem um café ponderado.
Bastava a presença numa mesa de café onde se discutissem as banalidades do dia a dia.
Tenho pena de já não poder partilhar essas banalidades.
postado por muska eram 02:54 0 na memória
Para mim a Primavera quase nem existe, assim que chega o calor e o sol eu assumo uma nova estação, e não podia ser um meio termo: é Verão.
Não dou pelos dias a passar, e neles se escoam semanas inteiras.
Trabalho e estudo, leio, durmo menos um pouco, saio de casa, rio e converso, escapo-me para a praia, mesmo antes de cair a noite corro como se quisesse chegar até ti, esgoto-me, levo-me ao limite em que o esforço é só um ácido que me queima os músculos, e no fim meto-me debaixo da água gelada.
Estou bem.
Quando chegar o Outono logo se verá...
postado por muska eram 02:44 2 na memória
a consciência da tua presença à minha frente, a conduzir-me, doeu-me
mas não chegou para arruinar o dia de sol maravilhoso que esteve
da mesma forma que sou infeliz de manhã, sou feliz nos dias de sol e calor, se puder ir para a praia, se me encher de mar, se me salgar e me queimar....
postado por muska eram 02:34 0 na memória
as coisas são definitivas
os meus olhos é que não conseguem distinguir contraste suficiente para que eu as veja sinta como tal
postado por muska eram 02:34 0 na memória
de manhã sou a pessoa mais infeliz do mundo
(de repente fiquei sem saber se isto, sendo verdade, não devia ir para a colecção dos defeitos...)
postado por muska eram 01:16 0 na memória
À noite a estrada era negra à minha frente.
O dia foi cheio das coisas que gosto de fazer: dormir sem prazo para acordar, sair rumo à praia, sol, sal e água gelada para reanimar, chegar e correr com a música certa nos ouvidos, esgotar-me, levar-me ao limite, e no fim um banho longo.
Para terminar dei por mim a caminho, e pensei na quantidade de vezes que o instinto me puxou para cá...
Estou bem, aqui, mas acabo sempre por adiar a viagem o mais possível.
É que à noite a estrada é negra à minha frente.
E com a música a rodear-me, a vontade é tragá-la, engoli-la, fazê-la até onde acabam as estradas...
postado por muska eram 01:14 0 na memória
...nada disto abona em favor da minha sanidade/maturidade emocional/mental.
postado por muska eram 01:04 0 na memória
E se as circunstâncias o permitissem?
(há ses que tinham mesmo que ter morrido à nascença...)
postado por muska eram 02:14 4 na memória
...proximidade, fusão, afastamento, separação, distância, encontro, proximidade........
Tenho tido dificuldade em perceber este ciclo vicioso em que me afundei.
Já o tinha dito: quando perceber as coisas como definitivas, vai-me doer mais do que consigo imaginar neste momento. Talvez esta dorzinha que se agudizou nos últimos dias tenha mais a ver com isso do que com o encontro que se proporcionou de novo, sem chegar à proximidade porque as circunstâncias actuais não o permitem.
Estares mais perto, telefonares, falares em encontros, diz-me apenas que estás, finalmente, preparado para a nossa amizade.
E diz-me também que eu não estou....
postado por muska eram 02:04 0 na memória
E depois de ler o post anterior não consigo deixar de me perguntar porque vou acumulando epicentros...
Talvez a minha actividade sísmica seja um pouco acima da média.
postado por muska eram 01:56 0 na memória
Mais gordinho, um pouco menos de cabelo... igual em tudo o resto.
As estruturas cederam ainda ligeiramente à sua passagem, sempre lhe chamei secretamente "o meu terramoto"...
Não deixa de ser curioso: sabendo que ele estava, os cuidados redobraram, tinha que estar no meu melhor, um pouco ao estilo "Estou bem sem ti".....
postado por muska eram 01:54 0 na memória
Há alturas em que sinto realmente falta de poder vir aqui, de estar aqui também... de procurar nos links os outros, de perder tempo e ganhar com o que encontro...
Por incrível que pareça, ultimamente tenho tido dificuldade em aceder à internet, simplesmente porque ainda não a tenho em casa.
Noutra altura talvez a vontade me levasse a ir buscá-la ao ar, num centro comercial, num café, numa estação dos correios, sei lá...
Hoje não sinto essa força.
Venho, às vezes, procurar as pessoas que já não encontro aqui e percebo que me faz falta, à falta da outra, a proximidade com que as sentia. Talvez por isso, também, o soltar das amarras que me prendem às minhas lembranças.
Mas não desisti, ainda, e virei sempre que puder quiser.
postado por muska eram 01:44 0 na memória
"Tu é que sofres muito mais porque pensas mais nas pessoas do que elas em ti."
E nunca mo tinham explicado tão bem...
(tanto defeitinho e logo havia de me calhar este!)
postado por muska eram 02:04 4 na memória
aguarelinha, cbs, padrinho, Guilherme, graziela, anónim@, e a quem pessoalmente me lamentou a pausa.
não sei até quando, nem com que ritmo, mas continuo por aqui...
postado por muska eram 01:54 0 na memória
Vou voltando aos poucos... Aqui como lá.
postado por muska eram 23:24 2 na memória
Foi há dois anos que descobri o que era um blog.
No mesmo dia comecei a escrever aqui, e até há bem pouco tempo atrás fui mais ou menos regular nas minhas dissertações sobre o nada e coisa nenhuma.
Hoje vejo que isto se vem a arrastar.
Não sei bem o que me falta, o que se perdeu, mas já não há a sensação de descoberta.
A surpresa desapareceu...
O fascínio desapareceu...
Por isso decidi deixar as minhas lembranças suspensas.
Não sei se é por um ou dois dias, ou se é para sempre.
(nem sei se consigo passar sem aqui vir)
A quem aqui veio: muito obrigada!
postado por muska eram 23:54 9 na memória
Alguém se divertiu a apagar-me o template.
Como sou uma miúda prevenida (nestas coisas de informática, pelo menos), tinha um aqui de reserva e já repus as coisas no seu devido lugar.
Não é que não me tenha já passado pela cabeça acabar com isto, mas a acontecer será quando eu quiser, e não porque alguém decidiu brincar.
Humpf!
(obrigada, aguarelinha, por estares sempre atenta!)
postado por muska eram 19:44 2 na memória
de que serve o tempo, se com ele nada se fizer?
postado por muska eram 02:44 0 na memória
Muitos parabéns, Guilherme, por dois anos de guerreiro! :)
*acabo de descobrir que este dicionário que consulto habitualmente quando tenho dúvidas, não reconhece esta palavra... (eu, pelo contrário, reconheço-a bem!)
postado por muska eram 02:34 0 na memória
a abusar de filmes????
(o cinema anda mal, temos que contribuir...)
postado por muska eram 03:26 2 na memória
Sei que te magoei, num momento de estúpida fraqueza (não o são todas?), porque a mim me doeu também.
Mas o que queria que soubesses é que nunca me esqueci de levar, para cada sítio em que estive, o teu riso, o teu olhar, a tua presença sempre segura (ainda que às vezes vacilante).
postado por muska eram 01:44 2 na memória
Dedico hoje a música a um amigo que me faz falta aqui.
postado por muska eram 02:14 3 na memória
Não foi fácil responder ao desafio do Guilherme.
Feliz ou infelizmente, não me faltam manias, o que não me parece é que alguma delas me diferencie do resto dos mortais.
Talvez não seja preciso procurar muito para encontrar duas ou três iguais, ou pelo menos parecidas...
Enfim, vamos a isto:
- Tenho um bloquinho e uma caneta na mesinha de cabeceira. SEMPRE!
Inicialmente a ideia era anotar os sonhos, que costumam abundar, mas desaparecer com as primeiras horas da manhã (ou da tarde, dependendo dos dias....)
Com o tempo passei a usá-lo para anotar posts.
- Fazer links para o meu próprio blog.
- Não riscar nada do que leio, evitar sublinhar, escrever, marcar (anoto em folhas anexas)....
- O número quatro (4)
(vejam lá a hora dos meus posts....)
- Vestir-me mal acordo. Detesto andar de pijama, a não ser que esteja a preparar-me para dormir.
Que me perdoem os potenciais manientos, mas vou passar a parte do passar.
Se alguém tiver vontade de entrar na corrente, seja bem-vind@!
postado por muska eram 01:34 0 na memória
"one word frees us of all weight and pain in life"
sófocles
[discordo em absoluto da associação desta frase ao filme....
(talvez a ideia seja mesmo essa)]
postado por muska eram 03:14 2 na memória
postado por muska eram 03:04 0 na memória
apetecia-me um lugar onde as mão mergulhassem sempre nos contornos do teu riso
apetecia-me um lugar onde pudesse descansar os olhos fechados na sombra dos teus passos seguros
apetecia-me um lugar onde o mar se debatesse na tua voz, e sempre, sempre mergulhasse nele as ondas do meu corpo cheio de nós
apetecia-me um lugar
onde estivesses tu e eu te encontrasse, dentro desta mesma intensidade com que te procuro
um lugar
apetecia-me esse lugar
postado por muska eram 02:44 0 na memória
Há alturas em que te ouço falar quase com as minhas palavras, e isso faz-me querer berrar tudo, só para que o teu caminho seja outro.
Mas no fundo sei que não é preciso...
Será, certamente, diferente a tua história.
postado por muska eram 02:24 0 na memória
Dou-me agora conta: escrever sobre o mesmo apenas o torna banal, e não é assim que o sinto.
Se não voltarmos a encontrar-nos, nunca mais, (e é nesse sentido que a estrada segue) vou ter pena, mas vou saber que às vezes se ganha.
postado por muska eram 02:44 3 na memória
Passei o dia a adiar o regresso com uma espécie de "mau pressentimento", o coração demasiado rápido, as mãos inquietas, os olhos saltitantes...
Dou por mim a comparar com o que era no início, como sempre faço, e hoje a realidade é diferente. Às vezes é um pouco como sentisse que já não há ninguém à minha espera, embora saiba perfeitamente que não é assim, e que à hora da suposta chegada o telemóvel começa a dar sinal.
Já o disse antes (quantas vezes me repito aqui?...) e é verdade: agora as coisas processam-se com outro ritmo, com outra calma.
Não sinto tanto tudo como definitivo, cada espaço tem o seu lugar e o seu tempo, e o que havia a perder perdeu-se já.
Apesar disso, de cada vez sinto que falta um pedaço mais.
É cada vez mais pequenino, mas vai-se partindo cá dentro e deixando este vazio que não vou ter nunca como preencher.
postado por muska eram 02:44 0 na memória
Ao abrir a porta, acendi a luz.
Olhei à volta e, mesmo sem estares, estavas, e senti-me em casa.
E é bom sentir-me assim contigo, seja qual for o espaço que ocupes.
postado por muska eram 02:34 2 na memória
Esta é uma altura em que os dias se passam sem nada que os marque.
Acordo sem despertador, adormeço às horas a que os olhos se fecham.
Leio os livros até os terminar, de um só fôlego, vejo filmes e séries que nem sabia que existiam, vou ao cinema, ouço música.
Voltei aos joguinhos no PC.
Passeio.
Arrumo a casa.
Desarrumo a casa.
Às vezes cozinho e às vezes como o que cozinharam para mim, ou então vou jantar fora com amigos.
Bebo um copo quando há companhia para isso.
As coisas processam-se sem pressas, sem prazos, sem atropelos.
Brevemente vou ter uma parte da revolução que tanto peço desde que aqui estou.
E sei que vou embora, só não sei ainda para onde...
postado por muska eram 01:54 2 na memória
Voltei a entrar num ciclo pouco produtivo.
Já não há a desculpa da falta de tempo, da falta de disponibilidade mental...
O que se passa, como já se passou outras vezes, é que sinto este espaço esgotado.
Sei que volto (volto sempre), mas a sensação que tenho é a de que, a cada novo regresso, a força é apenas uma fracção da que já foi, e aos poucos a chama vai-se apagando.
postado por muska eram 01:44 0 na memória
janeiro acabou.
a seguir ao período de reflexões em que acabamos de entrar segue-se o novo início.
aqui ou em qualquer outro lugar.
postado por muska eram 02:34 2 na memória
Como uma boa agarrada ao passado, vou pôr no baú os comentários antigos que a Haloscan faz o favor de ir apagando (não desfazendo do serviço gratuito que me prestam, e do qual talvez abdique em breve).
O blog não faz sentido sem eles.
(e eu não tenho mais que fazer...)
postado por muska eram 03:14 0 na memória
posts de seguida: bati o meu próprio recorde de estupidez
postado por muska eram 02:44 0 na memória
(bati mais uma vez no fundo)
postado por muska eram 02:38 0 na memória
Nao conheço mais ninguém com esta tendência para as desarrumações sentimentais, com esta lentidão de resolução, com esta estúpida maneira de estar na vida.
Às vezes pergunto-me se quero, algum dia, ser feliz...
postado por muska eram 02:37 0 na memória
esta é a altura em que devo arrumar tudo, porque não sei para onde vou...
e, para conseguir ir, de novo, tenho que conseguir deixar limpas as estantes do meu coração...
postado por muska eram 02:36 1 na memória
Abri finalmente os caixotes, e encontrei tudo o que esperava encontrar. Mas a verdade é que não senti a velha dor ao olhar aquelas coisas, senti-me feliz por ter tido oportunidade de as guardar.
postado por muska eram 02:34 0 na memória
janeiro é o mês dos espaços
(ainda bem que está a acabar)
postado por muska eram 02:24 0 na memória
Tentei sempre não me criar fronteiras quando escrevo aqui.
Que eu saiba, as pessoas que me conhecem e que aqui vêm são cinco ou seis, e a maior parte delas soube deste espaço por acidente.
Algumas dessas pessoas virão, às vezes, à procura de uma luz para os meus comportamentos obscuros.
Compreendo, e sei porque o fazem: porque aqui essa luz é mais forte, talvez, ou talvez me mostre melhor, não sei...
A verdade é que não gosto de sentir, quando aqui escrevo, que estou a deixar recados.
(a não ser quando o são realmente, e portanto interpretados dessa forma por quem os escreve e por quem os lê)
Se o sinto neste momento sei que a culpa é minha, mas não posso fazer as coisas de outra forma: há alturas em que preciso de escrever aqui.
(podem chamar o psiquiatra, por favor!)
postado por muska eram 02:14 0 na memória
é por estas e por outras que sei com toda a certeza: nunca vou crescer.
postado por muska eram 02:06 0 na memória
Tenho um dilema acerca das coisas que é suposto serem ditas.
Sei que a sinceridade é a melhor arma na defesa de qualquer relação, mas o tempo e as tentativas falhadas de comunicação mostraram-me que nem sempre é assim.
Como decidir, então, o que faz parte da sinceridade e o que faz parte do exagero?
E se o exagero for sincero?
Acho que há coisas que não faz sentido serem ditas, principalmente se passam por uma chamada de atenção do tipo: Ei, estou aqui! Preciso que olhes, que me vejas, que me mostres que me vês, que me queres ver.
Porque é aqui que se atravessa a fronteira: o "queres".
Até que ponto é justo exigir mais atenção?
Pergunto isto por um motivo simples: não quero exigir mais atenção, queria tê-la de livre e espontânea vontade.
Se for exigida deixa de fazer sentido, portanto pedi-la deixa um vazio quase tão grande como a sua ausência.
Por isso adquiri o bom velho hábito de me calar, e de me manter à distância, a observar apenas, como se não fizesse parte da cena.
Claro que o resultado é o esperado: deixo mesmo de fazer parte dela.
postado por muska eram 02:04 0 na memória
Esta primeira vitória devo-ta, em (grande) parte, a ti, e era contigo que queria ter partilhado a alegria de ter conseguido o que nunca julguei possível.
Não sei se fui eu que li mal os sinais, ou se por ter passado meses seguidos a olhar para as mesmas coisas perdi parte do texto.
É o mais provável...
Agora sinto-me como se houvesse um oceano para atravessar, como se no espaço de uns dias tivesse, realmente, feito uma enorme viagem que me deixou a milhas de distância.
Já não te vejo à minha frente...
E isso deixa-me triste.
E quando estou assim triste não consigo agir como se nada se passasse, é só...
postado por muska eram 01:54 0 na memória
esta é a hora em que vagueio perdida nas minhas próprias lembranças
literalmente, sem rumo e sem sentido, procuro um certo contacto perdido, uma intimidade, um toque mais perto, um olhar, uma palavra
aquela palavra
talvez não seja verdade...
não se escreveram todas... ainda não.
postado por muska eram 02:04 0 na memória
olho as minhas mãos
desfoco-as para poder olhar as letras, um pouco mais abaixo
é verdade, não é? que todas as palavras foram já escritas?
postado por muska eram 01:54 0 na memória
Nestes dias não é preciso que o despertador toque, eu vou acordando devagarinho.
À minha volta há calor, um conforto moldado ao meu corpo, a sensação de que tudo encaixa perfeitamente.
Descobri, há relativamente pouco tempo, porque gosto tanto de dormir: é por este despertar, por esta calma, pelo torpor... por toda a envolvência que é, sem a menor dúvida, o mais parecida possível com aquele abraço...
postado por muska eram 01:34 0 na memória
O dia tem pequenos gestos que me trazem a tua lembrança ao coração.
Uma música ritmada nos teus passos, um nome espalhado no ar que é quase, quase o teu, a matrícula de um carro estacionado todos os dias à frente do meu com as tuas iniciais, uma piada que se ri com o teu riso...
Pergunto-me, se estiver mais atenta, como pode ser, como podem estas lembranças trazer-te tão perto, se nunca te cheguei a conhecer...
postado por muska eram 02:34 0 na memória
O que faz a distância não são os quilómetros, são as palavras que ficaram suspensas no silêncio, são as palavras que se acumularam dentro de nós, são as palavras que saíram e não chegaram nas devidas condições de conservação e embalagem ao destinatário.
Por isso, para haver distância, não é preciso que dois corpos estejam a mais que alguns metros de distância.
Basta que se crie este espaço vazio, infértil, silencioso.
E aquilo que me atormenta neste momento é esta dúvida: quero conservar o espaço e tentar torná-lo, de novo, terra verde de flores, ou é melhor desistir de o cultivar, abandoná-lo e partir para outro?...
postado por muska eram 02:14 0 na memória
Se por um lado senti estes últimos dias como grandes, por outro lado tenho a sensação de que o dia foi ainda ontem.
O tempo é, definitivamente, uma coisa relativa.
Depois de três meses e meio afastada, depois desse tempo em que, aos poucos e em crescendo, fui perdendo a disponibilidade espacial, temporal e mental para quase tudo o que me rodeia, estava à espera de uma outra realidade à minha espera cá fora.
Como sempre acontece, esqueço-me de que o tempo continuou, e que não parou para mais ninguém, apenas para mim.
Estava à espera de um outro espaço, de uma outra abertura, mas fui de encontro à parede errada.
Essa que não tem portas nem janelas...
postado por muska eram 01:34 0 na memória
O que sinto neste momento é que fiz a parte mais fácil.
Sei que este é um ponto de viragem, e é, finalmente, altura de o aproveitar a meu favor.
Se ao menos eu conseguisse ver o futuro...
postado por muska eram 01:24 0 na memória
Não há muitas coisas melhores do que poder entrar no carro em boa companhia e sair, sem destino, sem horários, sem obrigações.
Foram quase cinco dias, mas souberam-me a muito mais...
postado por muska eram 01:34 0 na memória
Na verdade acho que acreditei que este dia nunca iria chegar.
Limitei-me às rotinas calmas, a alguns sacrifícios, a alguns (poucos) escapes...
De alguma forma tinha a sensação de que poderia ser assim para sempre.
Como se o tempo tivesse parado...
Como se a minha vida fosse um disco riscado, onde os dias se tocassem como a sucessão ininterrupta de notas repetidas...
postado por muska eram 05:44 0 na memória
Gosto de acreditar que algumas coisas que têm uma razão, mesmo quando não são muito boas.
Para esta repetição encontro (para já...) um bom motivo: ter-te (re)encontrado.
postado por muska eram 05:04 0 na memória
voltamos (nós, as várias que aqui escrevemos) a entrar em serviços mínimos
postado por muska eram 15:24 2 na memória
Ando irritadiça, pouco paciente, rezingona, enfim.... está quase, quase, e isso começa a notar-se.
A noite rendeu bem menos do que o suposto, e depois de uma escapadela de vinte minutos, não prevista, decidi vir para casa.
Já vinha a meio do caminho quando aquele velho vírus deu sinal: e se eu fosse? Fiz as contas mentalmente e achei que seria possível aproveitar ainda qualquer coisa.
Mas continuei o caminho para casa...
Não sei bem se este esforço "extra" será recompensado, e embora neste momento isso não me preocupe (porque só quero que passe), sei que mais tarde vou ter pena se não concretizar os meus objectivos.
Nada de novo, portanto.
postado por muska eram 02:54 2 na memória
Chamava-se Gordinha e ontem à noite foi roubada.
Nunca pensei que a perda de uma viola me deixasse triste a ponto de me virem as lágrimas aos olhos sempre que me lembro que já não é minha...
O primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: preciso de outra, igual, o mais depressa possível.
Mas a próxima já não vai pelo país fora comigo, já não vai fazer a festa onde quer que lhe peguem, já não vai ter umas fitinhas parolas penduradas.... já não vai ser a mesma...
postado por muska eram 03:04 2 na memória
-é que... sabes... eu era mesmo uma atrasada mental...
-não digas isso!
-não, a sério... agora continuo a ser, mas disfarço melhor.
postado por muska eram 02:04 2 na memória
E pronto, assim se acaba um ano de posts.
Como não podia deixar de ser, queria agradecer a quem cá passa.
Comecei a escrever num acto solitário e hoje as coisas ganharam uma forma diferente.
Sem dúvida, faz-me bem andar neste mundo à parte que é a blogosfera.
Espero que as entradas sejam boas, e que, como ainda hoje me disseram, o pior deste ano que aí vem seja o melhor de 2005.
postado por muska eram 03:44 3 na memória
Não foi um ano bom.
Não sei se sou que sou demasiado exigente, ou se simplesmente há coisas que não correm bem como eu gostava. É o normal, não?
Há mais ou menos um ano atrás disse aqui mesmo que este ano só podia ser melhor.
Tendo em conta que 2004 foi o pior ano de toda a minha vida, posso dizer que este foi, de facto, melhor, mas nem por isso bom.
Pontos negativos:
-A perda das pessoas. Algumas sei que olham por mim onde estão, mas mesmo que quisesse já não as poderia tocar.
Outras não olham, e estão bem mais perto.
Talvez esta altura, por todas as circunstâncias envolventes, não seja a melhor para explorar esse assunto. Olharei eu por elas?...
Mas há pessoas cada vez mais longe e cuja falta não me dói menos.
Há alturas em que a dor é ainda insuportável, e hoje é um desses dias.
Posso fazer alguma coisa para mudar isso? Posso: mudar-me a mim própria.
-Na mesma sequência, o facto de continuar a sentir a tua falta.
Mas isso não vai mudar enquanto ele não se decidir a vir...
-Passei dois terços do ano fechada a estudar, e sem grandes resultados.
Não me acho burra, mas tenho limitações, e esta prova em que me meti sem dúvida que as traz à tona.
Pontos positivos:
+Sinto-me muito mais em casa neste sítio onde me vim enterrar, e isso deve-se, como sempre, às pessoas que me rodeiam.
+Fiz uma das minhas viagens de sonho.
É um balanço curtinho, num post longo demais.
Na página do público existe uma sondagem. A minha escolha foi para a primeira opção: o próximo ano será melhor.
Dificilmente poderá ser de outra forma...
Se não for por mais nada, é porque eu não vou deixar que anos maus se sucedam assim uns aos outros.
postado por muska eram 02:54 2 na memória
...tenho uma família maravilhosa, e nem eu própria consigo avaliar bem a minha sorte...
postado por muska eram 02:34 2 na memória
Sempre me lembro desta época como sendo de festa.
Quando era (era?) miúda, assim que começavam as férias começavam também os preparativos. Fazíamos teatros escritos por nós, líamos poemas, cantávamos, tínhamos concursos de dança e sorteios com rifas compradas a vinte escudos.
À medida que fomos crescendo deixámo-nos dessas coisas, e os mais novos não nos tomaram o lugar.
Apesar disso, com uma viola nas mãos certas a festa dura até bem dentro da noite.
Interrompe-se a cantoria para a entrega de prendas à meia noite, rimos com as nossas, e sorrimos com os sorrisos dos outros...
No ano passado tivemos o primeiro Natal triste de que me lembro.
Pela primeira vez havia um nome a faltar nas prendas, e isso apagou o brilho dos olhos de todos.
Não se cantou, não se tiraram fotografias, e tudo foi apenas um passar do tempo, em que nem sequer se tentou a normalidade.
Este ano, apesar de tudo o que aconteceu, voltamos a ser a mesma família grande e barulhenta.
E não há barulho como o nosso...
postado por muska eram 02:24 2 na memória
Presentes presentes são também as pessoas que cá vêm, por isso não podia deixar de lhes desejar um Natal muito feliz.
(cheia de graça, eu sei...)
Quanto a mim, sou uma pessoa com sorte, e hoje sei que o vou sentir de forma especial...
postado por muska eram 03:14 2 na memória
na verdade olho para o presente e acho sempre que não é nada de especial
no entanto, desviando o olhar para trás, para o que passou, vejo que tive já presentes grandes, e isso deixa-me contente
para os aproveitar melhor talvez me falte só isso: deixar de olhar para trás...
postado por muska eram 03:04 0 na memória
postado por muska eram 00:14 2 na memória
A urgência de escrever como um pano quente que acalma a dor.
As vezes que nos queixámos de que os nossos nos falharam compensam as vezes que falhamos aos nossos?
Há tempo para repor parte dos danos, talvez.
Queria reconquistar o espaço perdido, mas cada vez que ponho um pé do outro lado da fronteira os terrenos parecem-me estranhos, recuo e desculpo-me com a ideia de que fui expulsa.
Tenho saudades das nossas conversas, dos sorrisos e dos risos, das brincadeiras que se tornavam sérias, e das conversas sérias que se tornavam brincadeiras.
A recusa de uma promessa, de uma viagem, de momentos bem passados, porque não me sinto capaz de dar o que não tenho. Falta de energia, talvez...
Preciso urgentemente de me concentrar, tenho quatro exactas semanas para dar o melhor de mim.
Sim, nada é definitivo. Mas quero pensar que isto é, que ficará arrumado, que não voltarei a perder dias e dias a fio a olhar, a pensar, a escrever o mesmo.
postado por muska eram 00:24 0 na memória
Saí mais cedo que o habitual, por preguiça não vesti o casaco (nunca visto) porque não gosto de conduzir com ele vestido e acho sempre que não vale a pena para os poucos metros que me separam do carro.
Claro que os quatro graus (ou menos) se fizeram sentir e vim o caminho todo até casa a ouvir os meus dentes bater castanholas, apesar do ar quentinho ligado...
Já não estou triste, acho que estou resignada.
Ajudou a mentalização de que a "culpa" é minha, como sempre.
Porque acho sempre que as pessoas têm que pensar e sentir como eu, têm que ter as mesmas expectativas, as mesmas vontades, as mesmas prioridades...
O que vale é que isto passa ao lado de 99,9% de quem me rodeia... e nem vale a pena desenvolver mais o assunto.
Só não apago o post anterior porque já foi lido...
Ajudou também o tempo que perdi a escrever postais de Natal.
Exagerei (como é típico em mim) (podia remeter para outro dos meus defeitos, mas vou poupar os queridos leitores...), mas, apesar de ter pensado que ia ser monótono escrevê-los, bem me enganei: consegui pensar em cada pessoa com carinho. E embora o discurso não tenha muito espaço para variações, sei que não ficaram todos os iguais.
Soube-me bem voltar aos métodos antigos, e evitar a confusão que são as sms's na véspera de Natal.
Não quer dizer que não as vá mandar, mas estou bem mais em paz porque a minha letra, os meus votos e o meu amor seguiram dentro de um envelope.
Espero que cheguem como eu os mandei...
postado por muska eram 00:14 5 na memória
...ou como os nossos amigos nos deixam às vezes um pouco tristes...
(isto lembra-me um pequeno defeito que já devia ter sido corrigido ontem...)
postado por muska eram 14:14 0 na memória
...ou como ver os nossos amigos felizes nos faz um bocadinho mais felizes também...
postado por muska eram 22:54 0 na memória
"Older chests reveal themselves
Like a crack in a wall
Starting small, and grow in time
And we always seem to need the help
Of someone else
To mend that shelf
Too many books
Read me your favourite line
Papa went to other lands
And he found someone who understands
The ticking, and the western man's need to cry
He came back the other day, you know
Some things in life may change
And some things
They stay the same
Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Older gents sit on the fence
With their cap in hand
Looking grand
They watch their city change
Children scream, or so it seems,
Louder than before
Out of doors, and into stores with bigger names
Mama tried to wash their faces
But these kids they lost their graces
And daddy lost at the races too many times
She broke down the other day, yeah you know
Some things in life may change
But some things they stay the same
Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Time, there's always time
On my mind
Pass me by, I'll be fine
Just give me time"
Damien Rice, O
postado por muska eram 01:44 3 na memória
Hoje, enquanto estudava, dei por mim a pensar em como este post é um subterfúgio...
adenda: cbs, mais acertado é difícil! ;)
postado por muska eram 01:34 2 na memória
ainda no contexto de disparatar (ou talvez não...) apetece-me dizer que o melhor é mesmo dedicar-me a espremer o cérebro: a vertente profissional da minha vida parece-me a única com possibilidades de sucesso
(e mesmo assim é o que se vê...)
postado por muska eram 01:16 0 na memória
Não há nada como ter um blog.
Neste momento parece-me, sem dúvida, que a grande vantagem reside no facto de eu poder chegar aqui e disparatar.
O mantra (já) não está a funcionar e o meu cérebro (ou então o outro tipo da esquerda) começa a despertar e a reclamar.
Passei o dia todo a espremer o cérebro bem espremidinho. Tão espremidinho ficou que já nem consegui ir sair um pouco como tinha previsto, já não estive com quem queria ter estado, já não falei das outras coisas, não ouvi música, não fiz de conta que sei dançar, não segurei um copo de qualquer coisa que não água, sumo de laranja ou coca-cola, não vim cansada para casa e pronta para um bom sono.
Bolas, nem sequer me sai o euromilhões ou o totoloto... (eu sei, esta era escusada...)
Às vezes tenho pena do blog, porque só serve para isto mesmo, para eu disparatar.
Saio daqui, desligo o computador, e amanhã tenho novamente um sorriso nos lábios e sou até capaz de dizer uma ou duas piadas (bem secas, pois claro!).
Talvez por isso me espante também a paciência que têm as duas ou três pessoas que aqui vêm regularmente...
postado por muska eram 01:14 3 na memória
quando tento entrar em casa com a chave do escritório
(na verdade talvez seja um bom sinal... pelo menos quero acreditar que sim!)
postado por muska eram 00:14 0 na memória
mas depois tenho esta dúvida: quero educar o inquilino? quero mesmo calibrar?
o que é melhor: sentir ou não sofrer?
postado por muska eram 23:34 2 na memória
Estuda-se na escola: cada equilíbrio que se desfaz dará, inevitavelmente, lugar a um outro.
Neste breve espaço entre dois equilíbrios cabe uma tristeza miudinha, leve, e não é fácil trancá-la: o inquilino à esquerda é o guardião da chave, e qualquer tentativa para o educar é mal sucedida.
postado por muska eram 00:34 2 na memória
Tudo o que, por medo, não foi levado às últimas consequências, transformou-se em mito.
Os mitos fizeram-se pedra, a pedra cresceu muros, e os muros cercaram-me, toldaram-me a visão, fecharam-me em mim mesma.
Tenho medo de um dia nem eu me achar, emparedada.
De olhar e ver-me a toda a volta só criatura mitológica.
postado por muska eram 00:04 3 na memória
postado por muska eram 03:04 2 na memória
não sentir não pensar não tocar não rir não cheirar não ver não fluir não ir não ouvir não ser não chorar não olhar não fugir não focar não pedir não var não pensar não ser não ter não provar não fluir não tocar não sorrir não sonhar não focar não correr não ver não dormir não ouvir não sentir não rir não pedir não pensar não ser não ir não fluir não sonhar não sorrir não fugir não pedir não dormir não rir não sorrir não sentir não chorar não dormir não focar não ter não sorrir não pedir não ir não ser não fugir não fluir não provar não ficar não focar não tocar não sentir não ver não olhar não ver não sonhar não ficar não fugir não sorrir não ir não sentir não dormir não ser não pensar não ter não dizer não fluir não rir não ser não dormir não ver não sonhar não sentir não ver não fugir não dormir não sonhar não ser não focar não ver não provar não rir não ir não pedir não olhar não fugir não querer não ver não fluir não pensar não provar não ir não ver não pensar não sentir não sonhar não rir não provar não fluir não fugir não ver não ser não olhar não fugir não chorar não ir não ficar não dormir não ser não rir não sonhar não rir não fugir não sentir não sentir não sentir não sentir não sentir não
postado por muska eram 00:24 0 na memória