Repeat mode
Nos próximos tempos isto vai ser o que é, e o que foi, sem grande divisões.
Não sei se cheguei ou não, e também não sei se chegou o Inverno.
Talvez as estações não estejam baralhadas só lá fora....
Nos próximos tempos isto vai ser o que é, e o que foi, sem grande divisões.
Não sei se cheguei ou não, e também não sei se chegou o Inverno.
Talvez as estações não estejam baralhadas só lá fora....
postado por muska eram 00:34 0 na memória
Continua a afirmar-se que importa sentir, seguir o coração.
Não é verdade.
Importa sentar à mesa e ter comida, e uns trocos no bolso para o café. Televisão e internet, gasolina no depósito de um carro para se chegar lá, onde eles estão (e, para chegar, seguir o coração.....).
Interessa ter férias, gozá-las o melhor possível. Ter boa apresentação, saber falar, ler, ter cultura, saber das guerrilhas na Colômbia, do desastre que (foram) são os EUA no Iraque (e no resto do mundo?), o desânimo, e o endividamento económico, social, emocional dos portugueses.
Quantas pessoas deprimidas eu conheço?
Alguma se matou?...
Não vivemos: sobrevivemos.
Apenas nos esforçamos por mostrar o contrário.
(Chegou o Inverno) (e eu com ele)
postado por muska eram 00:04 0 na memória
continuo a ter uma pasta chamada blog nos meus documentos
raramente a abro, agora, mas o inverno está a chegar
passou o sol e o verão, passou o rio, a água fria do mar e a do meu chuveiro
passaram os churrascos e os risos fáceis
passaram umas férias, e por mais adjectivos que eu conhecesse, não saberia nunca como as descrever, porque há coisas que têm mesmo que ser vividas
sabia que ia chegar, e estou a chegar
para ajudar a acalmar a queda meti-me em tudo o que me lembrei e continuo a fingir-me ocupada
a minha vidinha, o caminho supostamente mais curto, as pessoas à minha volta......
preenchem-me, sim
mas por mais que sejam, por mais que façam, por mais bocadinhos de mim que completem.... fica sempre aquele espaço
fica sempre um espacinho onde ninguém toca, e porque ninguém o toca ele cresce, multiplica-se, e às vezes consegue esmagar tudo o resto
chama-se solidão?
talvez, talvez se chame assim
está nas minhas mãos cuidar dele?
não deixa de ser curiosa esta análise das situações, saber o que me dói, e porque me dói, e vislumbrar um tratamento que não depende de mim
ou talvez esteja mesmo nas minhas mãos
não sei quantas vidas temos, mas será de certeza pecado desperdiçar esta que eu tenho
postado por muska eram 03:04 0 na memória
É incrível a quantidade de pessoas de quem, sem chegarmos a conhecê-las, gostamos (às vezes muito), e cuja vida jamais conseguiremos tocar...
postado por muska eram 20:14 0 na memória
as coisas que vivemos cresceram connosco
entranharam-se em quem somos
mostram-se quando sorrimos
obrigada, sempre, por tudo
postado por muska eram 01:14 0 na memória
Saí relativamente cedo, como é habitual.
Apesar do sono tive vontade de me escapar e vir aqui, mas neste momento não é o "meu cantinho".
É um sítio barulhento, com música e tabaco aos berros, com gente a entrar e a sair, a mexer em computadores.
Tentei fechar os ouvidos com música, facilitar a viagem até aqui.
Impossível.
Estranha a necessidade de vir, a sobrepor-se ao cansaço, ao sono, ao resto...
Estou de volta.
postado por muska eram 16:49 2 na memória
Apetecia-me fazer a viagem sozinha.
Não é pela companhia que levo, é pela vontade que tinha de me fechar um pouco dentro de mim para saber o que trago de novo e de velho...
Às vezes parece-me estúpida, esta necessidade do meu espaço, dos meus pensamentos, do meu isolamento temporário...
Eu, que não vivo sem as pessoas à minha volta...
Estourou um ano novo.
Li outro dia uma coisa que me deixou a pensar:
"Quem inventou o ano o fez muito bem, porque o tempo é contínuo, mas foi fatiado em anos exatamente para termos a impressão de que tudo recomeça, para termos a oportunidade de fazer um balanço desse período de tempo que passou e nos programarmos para as mudanças a que nos propomos como se o tempo não fosse contínuo e fôssemos começar tudo de novo."
Não sei se tenho esperança que este seja melhor, ou se simplesmente deixei de esperar, e deixo rolar. Estes estados de espírito não costumam ser duradouros, por isso talvez seja melhor não os questionar demais, para não romper o frágil equilíbrio em que se encerram.
postado por muska eram 21:24 0 na memória
blog novo?
fim de blog?
blog sempre velho?
tenho vontade de (re)começar...
e já é dia 2!
postado por muska eram 19:14 0 na memória
Depois de um verão mais ou menos atarefado vou finalmente aproveitar o sol que faz lá do outro lado do mar.
Duvido que haja oportunidade para cá vir, por isso deixo as minhas desculpas a quem faz deste lindo blog uma leitura mais ou menos assídua (eu sei que vocês andam aí....).
E espero voltar bem, equilibrada, com as baterias cheiinhas de todo o calor que me vai fazer falta para atravessar mais um Inverno.
Até já!
postado por muska eram 02:24 2 na memória
Atrasada porque o Governo Civil fecha às 16h e tenho mesmo que renovar o passaporte, passo ainda a correr num fotógrafo que me faz umas fotos mega-rápidas e razoáveis dentro do que o modelo permite... Mas, surpresa das surpresas, as fotografias já não são precisas porque, para os novos passaportes electrónicos, eles mesmos nos tiram a pinta com uma máquina que lá têm.
Sorrio, então, em direcção à dita máquina e ouço a funcionária:
"Não se ria que eles não querem ninguém a rir!"
Mas eles quem?
postado por muska eram 01:54 0 na memória
e devagar, quando os olhos passam rentes às palavras passadas, espanto-me que possam algum dia ter nascido do meu peito
postado por muska eram 04:14 0 na memória
Quando ela acabou de falar eu só soube dizer
postado por muska eram 01:04 2 na memória
era de noite e eu viajava a alta velocidade, apenas com um ligeiro atraso luz/som
as letras faiscavam de forma resumida pelas janelas abertas, mas fui-as fechando
postado por muska eram 00:54 0 na memória

postado por muska eram 17:04 0 na memória
Os defeitos são-no porque nos prejudicam, ou porque prejudicam os outros?
postado por muska eram 16:54 2 na memória
Foi, talvez, o acontecimento mais importante de toda a minha vida, e nem foi mencionado neste espaço, onde sempre gostei de ir deixando um pouco das coisas que me marcaram.
A verdade é que, mesmo vendo tudo concretizado, às vezes tenho ainda a sensação que é um sonho... E a verdade é que este espaço se foi desligando do meu dia a dia, e se aqui voltei para escrever (ainda que espaçadamente) as baboseiras do costume, então porque não escrever sobre isto?
postado por muska eram 16:44 0 na memória

postado por muska eram 16:34 2 na memória
Andei com o último post que escrevi uns dias na cabeça.
Já nem me lembro da última vez que tive um "pensamento-post", por isso decidi não o desperdiçar (senão seria apenas mais uma luz acesa...)
Continuo a sentir falta deste espaço, mas ainda não consegui criar o espaço onde ele caiba no meu dia a dia.
Talvez, também, pelo facto de ainda não ter chegado.
As previsões mantêm-se: lá para novembro, que o caminho continua longo.....
postado por muska eram 23:14 0 na memória
Quando passo de uma divisão da casa para outra qualquer insisto em apagar a luz.
Como em tantas outras coisas, chega a roçar a obsessão esta coisa de economizar, e às vezes movimento-me às escuras...
E nem sei como, dei por mim a analisar a história de eu pensar mais nas pessoas do que elas em mim...
Todas essas vezes em que eu penso sem ser correspondida, são como deixar a luz acesa sem ninguém para a aproveitar. A luz fica ali, a derreter-se numa divisão qualquer, a gastar, a consumir, a desperdiçar...
Ninguém se apercebe, sequer, de que ela lá está...
O que é pena, porque assim todos nós (nos) poupávamos um pouco mais.
postado por muska eram 23:04 0 na memória