quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Sensível e burra

Os erros que tenho mais dificuldade em perdoar são os que eu própria faço...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Tinhas razão...

The Bridges Of Madison Country

(roubada aqui)


Talvez os filmes sejam mesmo como a música e como as pessoas...

(o título deste post devia ser: "como me estou a tornar uma velha sensível")
(ou então "baba e ranho"....)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Ao domingo, sempre o domingo

Nestes últimos quinze dias cheguei a duas conclusões: se já cá estiver o domingo é quase um dia como outro qualquer.
Se tiver que vir o melhor é fazer de conta que não sei o que se passa.
Que dia é hoje? Não sei...

Não sei nada.

Entro no carro, faço a viagem, chego, durmo, amanhã é uma semana nova, e pode ser que não traga só coisas velhas.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

verdade XIV

Há alturas em que não sou capaz de dizer a verdade.
Não me faz sentir melhor, mas faz com que os outros se sintam.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Ontem

Ontem foi Carnaval.
Nunca liguei muito ao Carnaval, e depois de um fim de semana agitado estive sem grande vontade de festas.
Ponderei ir para mais perto deles, mas acabei por me deixar ficar...

Não abri o blogger para falar dos 23 anos que nunca chegaste a fazer, das saudades que tenho tuas, de como a dor da tua ausência se foi suavizando com o tempo sem chegar a desaparecer. Sei que por mais anos que passem isso não vai acontecer, mas não faz mal...

Também não abri o blogger para falar das tuas histórias, da tua paciência infinita, da tua sopa e das tuas mãos, de como conheci em ti a verdadeira bondade... a tua lição de vida, que espero nunca esquecer.

Abri hoje o blogger e não fui capaz de não falar disto.
Porque havia de não falar?...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Blood Diamond






Há pessoas que morrem sem saber porquê, e há outras que vivem sem saber para quê.
Infelizmente isso não vai mudar nunca, nem em África, nem na América do Sul, nem na Ásia, nem em sítio nenhum do mundo.
Nós somos os responsáveis, todos os nós.
E se saio destes filmes com uma sensação grande de vazio, que me pesa mais do que sei descrever, é porque tenho consciência da vida fácil que escolhi.
Sei que não podia mudar nada, mas tentar seria, seguramente, mais digno do que lamentar.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Jet-leg

Àz vezes custa-me perceber que, onde eu não estou, o tempo passa como se eu estivesse.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Com "A" grande #?



Nunca deixámos de ser amigas, apenas nos esquecemos temporariamente do shift.

(será que há teclados com caps lock?)

Acordar para a vida

Segunda-feira, aí pelas 10h30.

(sempre quero ver se amanhã me mantenho com esta energia toda...)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Engole, engole...

Já passou muito tempo desde a última vez que deixei chover cá dentro e provei o meu próprio sal. Na altura era a perda, eram as saudades, era a sensação de que nada voltaria a ser igual...

Nestes últimos dias trago um daqueles nós apertadinhos, e hoje quase me estrangulou.
Mas não lhe dei liberdade, canalizei energias e lágrimas para a orofaringe, fiz de conta que não se passava nada.
O mar dos meus olhos só voltará a ser livre por um motivo que seja, no mínimo, tão valioso como o último.
E estas questões materiais não o são... definitivamente.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Afrouxamento

Nestes dias que se arrastam, pesados de água e de cinzento, eu entro em hibernação.
Cada movimento exige um consumo de energia superior à que consigo guardar, e por isso me arrasto também, também pesada e cinzenta, e talvez até fria.
Assim se explica essa falta de consistência, que não se nota só aqui.

Percebo que esta apatia é sazonal.
Conhecendo-me, tento lutar contra ela com todas as minhas forças.
Obrigo-me a ir a todo o lado, a não quebrar os laços que me ligam aos outros e às coisas que gosto de fazer, mas o que faço acaba por ficar aquém do mínimo que esperam, e que eu própria espero, de mim.
No fundo é apenas um esforço para preservar esta linha frágil que me segura a terra.

Sem ela sou um barco sem fundo à deriva no alto mar.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

verdade XIII

Se eu aceitasse o indivíduo da esquerda em vez de o tratar como inimigo, talvez as coisas fossem mais suaves...

(e talvez não tivessem graça nenhuma...)

(será que agora têm?)

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Molha-tolos

Há um quase choro na água que me escorre cara abaixo.
A noite fez-se demasiado tarde antes que pudéssemos ouvi-la, e com o passar silencioso das horas perdemo-nos de nós mesmos sem nos encontrarmos um no outro.

Faz sentido?

Sinto a tua falta nestas alturas, mais do que em todas as outras, porque é tarde, porque chove tanto lá fora, dessa chuva mole, sem força, que não serve nem para me lavar o peito... e porque sinto falta do teu, forte, seguro, a respirar o desenho do meu perfil.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

sinais de fumo

é demasiado cedo para falar de ti, como seria cedo falar de chuva se aparecessem umas nuvens brancas espalhadas pelo céu azul

Volver


(daqui)

"yo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos
van marcando mi retorno
son las mismas que alumbraron
con sus pálidos reflejos
hondas horas de dolor

y aunque no quise el regreso
siempre se vuelve al primer amor
la vieja calle donde el eco dijo
tuya es su vida, tuyo es su querer,
bajo el burlón mirar de las estrellas
que con indiferencia
hoy me ven volver

Volver...
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien
sentir...
que es un soplo la vida
que veinte años no es nada
que febril la mirada
errante en la sombra
te busca y te nombra
vivir...
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez


Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida...
Tengo miedo de las noches
que pobladas de recuerdos
encadenan mi soñar...

Pero el viajero que huye
tarde o temprano detiene su andar...
Y aunque el olvido, que todo destruye,
haya matado mi vieja ilusión,
guardo escondida una esperanza humilde
que es toda la fortuna de mi corazón."
Volver, Carlos Gardel / Alfredo Le Pera

Não sei bem como continuo a resistir ao youtube....

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Sobre o lado esquerdo

"De vez em quando a insónia vibra com a nitidez dos sinos, dos cristais. E, então, das duas uma: partem-se ou não se partem as cordas tensas da sua harpa insuportável.
No segundo caso, o homem que não dorme pensa: "o melhor é voltar-me para o lado esquerdo e assim, deslocando todo o peso do sangue sobre a metade mais gasta do meu corpo, esmagar o coração"."
Sobre o lado esquerdo, Carlos de Oliveira
(copiado da minha Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa de Eugénio de Andrade, Campo das Letras, página 470)

É sempre assim...

Tanto tempinho passado a choramingar por falta de trabalho, agora choramingo porque não estou a dar saída a tudo o que preciso de fazer....

domingo, 4 de fevereiro de 2007

"Voglio fare con te ciò che la primavera fa con i ciliegi"

Não chegou a haver espaço, pois não?
Nas tuas mãos fui sempre verde quando devia ter sido doce, azeda quando tinha que ter sido madura....

sábado, 3 de fevereiro de 2007

O Tigre e a Neve



Uma história simples, uma forma de mostrar amor tão pura que nem sequer é ridícula (como pode o amor não ser ridículo?...), a neve e o tigre, os camelos e o Benigni, salvaram um pouco da minha noite.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

É bem feito!

Por causa dos dois últimos posts e da minha estupidez natural, deixei queimar o jantar.
Rais'coma!

(e isso do "só lê quem quer" é um pouco narcisista.....)

Delete blog?

Assim que acabo de escrever um post como o anterior (se calhar devia usar o plural...), fico com vontade de apagar o blog todo. Quase como se isso apagasse também estas questões que fazem de mim uma pessoa muitíssimo mal resolvida.....

Mas o blog não tem culpa do que vive na minha cabeça e no meu coração, a mim faz-me bem verbalizar, ainda que virtualmente, e só lê quem quer, por isso cá continuamos....

teen #3

Encontrar os meus amigos por acidente e perguntar-lhes como vai a vida deles, da qual não sei (quase) nada, traz-me um desconforto enorme, que se aproxima da angústia de perder alguém. Porque é isso mesmo que sinto, que perdi alguém....

Já tentei escrever sobre este assunto milhões de vezes, e acabo sempre por desistir, porque não consigo exprimir-me bem, nem para explicar o problema a mim própria.
Mas é uma coisa que me atormenta desde há muito, muito tempo...


Eu sei que é normal não estarmos com todos os nossos amigos sempre, nem sempre da mesma forma.
Os contactos perdem-se, perde-se, talvez (de certeza), um pouco da intimidade, e, talvez (de certeza), muitas, tantas outras coisas!
É certo que há pessoas com quem as coisas não mudam nunca, mas essas não se contam pelos dedos todos de uma mão.
Também sei que, apesar de se ter perdido a partilha do dia-a-dia, o que gostamos não mudou, nem tão pouco a disponibilidade para ajudar em caso de necessidade.

Então qual é o problema?

Não sei lidar com isto, que considero (talvez injustamente) uma forma intermédia de amizade.
Provoca-me esta sensação de falhanço que nem sequer sei descrever.
E dói-me.......

(eu sei, eu sei... tudo me dói, sou muito sensivelzinha....)

(e também conheço alguém que me chamaria infantil se lesse este post... se calhar com razão, já não tenho idade para estas questões existenciais... até sei onde está o problema e sei, em teoria, como se resolve... não sei é a prática, por mais que me treine a mim própria...)

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Instável?!?!?

"Esta luta comigo mesma deixa-me cansada. Há alturas em que não consigo disponibilizar-me, e custa-me que isso aconteça precisamente quando sou mais precisa.
Sei que com isto se está a perder alguma coisa, mas não estou a conseguir evitá-lo.
E porque está a ser um processo consciente, embora fora do meu controlo, não tenho direito a pedir desculpa.

E tenho, ainda assim, vontade de o fazer..."

31.05.2006


E depois resta o quê?
A estrutura está lá, firme, sólida como sempre.
Mas falta o que dá vida à casa, os retratos de família, a partilha, a cumplicidade, os bocadinhos do dia-a-dia.

Eu é que sou de extremos, e ao não conseguir dosear as coisas passo de uns para os outros à velocidade da luz....... e na verdade não estou bem com nenhum.

Post it

E de repente, assim que me distraio, voltam os pensamentos entre aspas, em formato post, e volta a necessidade de uma caneta à cabeceira, porque, nos breves segundos que tenho demorado a ausentar-me do meu corpo, o cérebro dispara...
Apago-me sem reacção, e comigo apaga-se a memória do que tinha para dizer. Era nada?

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Perdeu-se auricular cinzento, tecnologia bluetooth.
Agradece-se a quem o encontrou o favor de estabelecer contacto.
Não se farão quaisquer perguntas ou exigências: não há interesse no auricular.
Apenas me faz falta a voz, as palavras que por lá passaram...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Not to jazz

Sempre que tento gostar de jazz estou a esquecer-me de que a música é um pouco como as pessoas...

ouvido de passagem #6

"Se eu senti amor por alguém, nem que tenha sido só por um segundo, vou lembrar-me desse segundo até ao fim da minha vida."

(não, não ando a ver a Ally McBeal outra vez...)

E esse alguém sou eu!

um dos inconvenientes de a mobília ganhar pó é alguém ter de o limpar

inconvenientes #1

um dos inconvenientes de ter mobília é o facto de ela ganhar pó

Recados...

Tenho um post a seguir em via rápida: nasceu no sítio do costume e dirige-se para o sítio do costume, mas decidi instalar um cruise control para ver se se perde no caminho e eu não volto a sentir-me como da outra vez.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Blogosfera saudável, para variar um bocadinho

Só mesmo esta senhora para me fazer rir de coisas que não têm graça nenhuma!

Pequena dúvida #2

Se o passado e o futuro pertencem a Deus, nós ficamos com o presente, é?

Crash


(daqui)

Há pessoas estúpidas de todas as cores....
... e todos nós somos bons e maus em diferentes momentos das nossas vidas.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

é.....

....dá para ver que isto anda tudo assim.... assim meio descompensado.....

(caramba, como este blog é exemplar nisso!)

"Gosto mais das outras pessoas do que elas de mim"

Quando isto foi dito, lembrei-me inevitavelmente desta outra frase, e pensei que talvez esteja um pouco mais dura.
No dia-a-dia alegro-me com isso, porque torna os contactos (ou a falta deles) mais suportáveis, e assim não alimento o buraco negro que gosta de sair pela noite. E é à noite, sempre à noite, no meio do escuro que me cerca e me enche, que eu sei que isso não é bom, porque me vai fazendo menos do que sou. Cada bocadinho que se solta de mim servia apenas para me fazer melhor, e é isso que estou a desperdiçar...

Mas as palavras, juntamente com os olhos que estavam colados aos meus gestos, a ver como eles falhavam em grande estilo, não me saem da memória.....

E então penso que talvez nem tudo se tenha perdido, ainda.
Qualquer outra pessoa teria dado já o passo para o esquecimento.

Eu não, fico aqui a gaguejar actos falhados, como um cd riscado que nunca ninguém manda avançar...

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Angina pectoris

"Angina pectoris deriva do Latim e pode ser traduzido como aperto no peito.
É uma sensação de opressão, de peso, esmagamento, ou constrição no centro do peito, atrás do esterno, ou à esquerda deste."
(traduzido/adaptado daqui)


Definitivamente à esquerda.

verborreia/blogorreia

são muito poucas, mas algumas pessoas têm este efeito em mim:

Alzheimer

"Somos coisas tão diferentes para as diversas pessoas...
Dotados de boa memória, podemos ser quem quisermos com quem preferirmos - somos todos actores numa peça que muda todos os dias."
(Robert Wilson, O Cego de Sevilha, página 314)

Eu tenho, definitivamente, um problema de memória...

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Babel



Não sei comentar este filme, nem discutir as solidões, os silêncios e os gritos, nem explicar o desconforto com que saí da sala.
Por tudo isso gostei. Muito.

(viram, viram, como me portei bem e não pus nem o Bradzinho nem o Gaelzinho.......)
(ai, ai....)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Não posso adiar o amor para outro século

"Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração"
António Ramos Rosa
(copiado da minha Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa de Eugénio de Andrade, Campo das Letras, página 495)


Suponho que já sabias que o irias ver aqui, até porque tem tudo a ver...

"Não posso adiar o coração"...
É maravilhoso...

Obrigada.
"Sempre, por tudo"*

Se tenho que ir, porque terei também que chegar?

De início era só a calma e a agonia lenta de quem faz estrada por obrigação. Precisamente quando devia levar companhia, para me distrair o tipo da esquerda com conversas banais, vou sozinha, chove a sério, e alguns vidros não têm limpa pára-brisas...

Mas à medida que a música foi ganhando forma dentro de mim, a estrada foi secando, e então cresceu a raiva, uma raiva cega, e cravei os pés no chão, espaçados, um de cada lado, com força, à espera que a viagem não acabasse nunca, e eu pudesse seguir em frente nas curvas todas.

domingo, 21 de janeiro de 2007

domingo III

O tempo passa e algumas coisas andam em círculos: passaram três anos, e eu continuo a DETESTAR os domingos...

[suspiro]

(não queria nada ir...)

Mayra Andrade

Ontem tive o privilégio de ver um espectáculo desta Senhora. (assim mesmo, com letra grande, e apesar da idade...)
Música ritmada, que nos faz tremer por dentro e por fora, uma voz quente, forte, envolvente, e uma presença em palco arrebatadora, acompanhada por músicos de excelente qualidade.



Recomendo o seu primeiro cd, Navega, e concordo com o que li aqui, enquanto procurava uma foto para este post: "Chamar-lhe a nova Cesária Évora é redutor."

É irresistível.

Não sei se é motivo de orgulho...

...mas estou orgulhosa de mim própria: os posts de Janeiro já não cabem todos na mesma página.
Como há um deles que não pára de ser gritado pelo gajo da esquerda, tive que aumentar o limite de posts por página.

(acho que é capaz de não ser motivo de orgulho......)

desperdícios #11

"Hoje o céu está mais azul,
eu sinto...
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.

Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...

Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...

Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas eu mesmo assim o amo."
Rosa, Rodrigo Leão

Não é uma espécie de dor.
É uma dor, concreta, definida, bem localizada, forte (talvez oito, numa escala de zero a dez).

É uma dor atirada para o vazio, onde ecoa interminavelmente.

sábado, 20 de janeiro de 2007

Ainda, sempre o medo

Enquanto digo que quero ser uma pessoa apaixonada, pratico exactamente o contrário.

Não ligo a quem me apetece, ignoro as mensagens que me nascem na ponta dos dedos, faço de conta que não penso nas pessoas à minha volta, e, se por acaso transparece algum sentimento nos meus actos, arranjo desculpas, desvio assuntos e conversas, e vou passando ao lado da vida, e talvez dos meus. (talvez?)

Se analisarmos isto com cuidado (muito gosto eu de analisar...), percebemos que também esta forma de estar provoca sofrimento. E o que é que é pior? Sofrer porque se fez de conta que não se sentia, ou assumir que se sente e bater com o coração na parede?

Para quando, livrar-me do medo???

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

mirror

às vezes, quando me olho aqui em azul, pergunto-me se sou mesmo eu...
se, naquilo que se lê, sou reconhecível como eu, que escrevo...

Vinicius

Quem aqui vem/vinha sabe o quanto gosto de Vinicius de Moraes.

Comecei a ouvir música brasileira com um cd velhinho que arranjei, gravado num bar em Buenos Aires chamado La Fusa. Actuam, com ele, Toquinho, Maria Creuza (de quem não consegui encontrar mais nada) e Maria Bethânia. A gravação não é boa, Vinicius desafina bastante, mas ainda assim não consegui deixar de ouvir o cd em repeat mode durante meses a fio. Depois dele aprendi a ouvir mais música brasileira, mas nada me tocou da mesma forma.

Com a música comecei a procurar mais coisas da obra dele, e, além da música, descobri textos e poemas maravilhosos.
(leiam este, por favor, é lindo!)

Aos poucos começa-se a perceber uma pessoa especial, cuja vida poderá não ter sido exemplar, mas que sem dúvida me faz inveja, porque foi vivida intensamente, com uma grande paixão por tudo o que rodeava: pela música e pelas palavras, mas mais importante que isso, pelas pessoas, pelos amigos, pelas mulheres, pela própria vida.


Esta última parte eu supunha, mas depois de ver o filme fiquei com a certeza.

(talvez não seja de estranhar que me tenha lembrado disto quando acabei de escrever o post das esperanças......)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Estarei doidinha?

Hoje os planos nocturnos foram subitamente cancelados, e eu não fiquei tão chateada como seria de prever: assim pude continuar a estudar.

(onde é que anda aquele psiquiatra que tenho pedido???)

Das despedidas

Quando te levaram eu estava longe, demasiado longe...
A pulseira vermelha, a do amor, rompeu-se nesse dia, e então nadei com ela apertada na mão, e afastei-me o máximo que consegui. Ali não havia ondas, para que pudesse contar sete, mas à sétima ondulação larguei-a, e mergulhei para a ver afundar-se devagar, oscilando na sua falta de peso, até cair fundo, lá longe...



A pulseira vermelha celebrou o amor, o meu amor.
Por ti.
Por vocês.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Não esperem (de)mais de mim

Tinha preparado um longo post, cujo título era qualquer coisa como: "não esperem mais de mim do que o que sou", quando dei por mim a pensar no reverso da medalha...

Não quero que esperem demais de mim, porque tenho sempre medo de não estar à altura...
Mas então e eu? O que espero dos outros?

Neste caminho em que tenho posto os pés, um à frente do outro, quase sem me aperceber, tenho-me vindo a educar para não esperar nada. Há, no entanto, um grande problema nisto tudo, que me apoquenta por demais nos dias que correm. (estou a falar bem, eu sei...)

Começo a fartar-me desta nuvem em que me instalei: não rio mas também não choro. Não sonho, mas pelo menos consigo dormir... XIÇA!

Eu quero esperar, quero sentir, quero chorar se for preciso, quero ficar horas e horas a fio acordada a pensar nele... ou então, sei lá, noutra coisa qualquer!


Já dizia o outro*: "Estala, coração de vidro pintado!"

*Fernando Pessoa

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Das dores e dos retrovisores

Há coisas físicas que se partem, e que doem.



Raramente mais do que as outras.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Ora, ora....

... há aqui um pequeno contra-senso: este meu novo template é uma espécie de versão esticada do antigo.

Já o blog é uma versão reduzida.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Aviso à (improvável) navegação

Estamos em obras.
Ah! E declarámos guerra ao novo blogger.

Repeat mode

Nos próximos tempos isto vai ser o que é, e o que foi, sem grande divisões.

Não sei se cheguei ou não, e também não sei se chegou o Inverno.
Talvez as estações não estejam baralhadas só lá fora....

Sobrevida

Continua a afirmar-se que importa sentir, seguir o coração.
Não é verdade.

Importa sentar à mesa e ter comida, e uns trocos no bolso para o café. Televisão e internet, gasolina no depósito de um carro para se chegar , onde eles estão (e, para chegar, seguir o coração.....).
Interessa ter férias, gozá-las o melhor possível. Ter boa apresentação, saber falar, ler, ter cultura, saber das guerrilhas na Colômbia, do desastre que (foram) são os EUA no Iraque (e no resto do mundo?), o desânimo, e o endividamento económico, social, emocional dos portugueses.

Quantas pessoas deprimidas eu conheço?
Alguma se matou?...

Não vivemos: sobrevivemos.

Apenas nos esforçamos por mostrar o contrário.

(Chegou o Inverno) (e eu com ele)

21.11.2006

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

o espacinho

continuo a ter uma pasta chamada blog nos meus documentos
raramente a abro, agora, mas o inverno está a chegar

passou o sol e o verão, passou o rio, a água fria do mar e a do meu chuveiro
passaram os churrascos e os risos fáceis
passaram umas férias, e por mais adjectivos que eu conhecesse, não saberia nunca como as descrever, porque há coisas que têm mesmo que ser vividas

sabia que ia chegar, e estou a chegar

para ajudar a acalmar a queda meti-me em tudo o que me lembrei e continuo a fingir-me ocupada
a minha vidinha, o caminho supostamente mais curto, as pessoas à minha volta......

preenchem-me, sim

mas por mais que sejam, por mais que façam, por mais bocadinhos de mim que completem.... fica sempre aquele espaço
fica sempre um espacinho onde ninguém toca, e porque ninguém o toca ele cresce, multiplica-se, e às vezes consegue esmagar tudo o resto

chama-se solidão?

talvez, talvez se chame assim

está nas minhas mãos cuidar dele?

não deixa de ser curiosa esta análise das situações, saber o que me dói, e porque me dói, e vislumbrar um tratamento que não depende de mim

ou talvez esteja mesmo nas minhas mãos

não sei quantas vidas temos, mas será de certeza pecado desperdiçar esta que eu tenho

20.11.2006

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Ainda os desperdícios

É incrível a quantidade de pessoas de quem, sem chegarmos a conhecê-las, gostamos (às vezes muito), e cuja vida jamais conseguiremos tocar...

10.11.2006

o tempo não acaba nunca

as coisas que vivemos cresceram connosco
entranharam-se em quem somos
mostram-se quando sorrimos

obrigada, sempre, por tudo

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Os passos com que me aproximo

net em casa

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Não sei se acredito em mim própria...

Saí relativamente cedo, como é habitual.
Apesar do sono tive vontade de me escapar e vir aqui, mas neste momento não é o "meu cantinho".
É um sítio barulhento, com música e tabaco aos berros, com gente a entrar e a sair, a mexer em computadores.

Tentei fechar os ouvidos com música, facilitar a viagem até aqui.
Impossível.


Estranha a necessidade de vir, a sobrepor-se ao cansaço, ao sono, ao resto...

Estou de volta.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Bom ano (novo)!

Apetecia-me fazer a viagem sozinha.
Não é pela companhia que levo, é pela vontade que tinha de me fechar um pouco dentro de mim para saber o que trago de novo e de velho...
Às vezes parece-me estúpida, esta necessidade do meu espaço, dos meus pensamentos, do meu isolamento temporário...
Eu, que não vivo sem as pessoas à minha volta...

Estourou um ano novo.
Li outro dia uma coisa que me deixou a pensar:

"Quem inventou o ano o fez muito bem, porque o tempo é contínuo, mas foi fatiado em anos exatamente para termos a impressão de que tudo recomeça, para termos a oportunidade de fazer um balanço desse período de tempo que passou e nos programarmos para as mudanças a que nos propomos como se o tempo não fosse contínuo e fôssemos começar tudo de novo."

Não sei se tenho esperança que este seja melhor, ou se simplesmente deixei de esperar, e deixo rolar. Estes estados de espírito não costumam ser duradouros, por isso talvez seja melhor não os questionar demais, para não romper o frágil equilíbrio em que se encerram.

ano novo

blog novo?
fim de blog?
blog sempre velho?

tenho vontade de (re)começar...
e já é dia 2!

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Be right back...

Depois de um verão mais ou menos atarefado vou finalmente aproveitar o sol que faz lá do outro lado do mar.
Duvido que haja oportunidade para cá vir, por isso deixo as minhas desculpas a quem faz deste lindo blog uma leitura mais ou menos assídua (eu sei que vocês andam aí....).

E espero voltar bem, equilibrada, com as baterias cheiinhas de todo o calor que me vai fazer falta para atravessar mais um Inverno.

Até já!

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

eles

Atrasada porque o Governo Civil fecha às 16h e tenho mesmo que renovar o passaporte, passo ainda a correr num fotógrafo que me faz umas fotos mega-rápidas e razoáveis dentro do que o modelo permite... Mas, surpresa das surpresas, as fotografias já não são precisas porque, para os novos passaportes electrónicos, eles mesmos nos tiram a pinta com uma máquina que lá têm.

Sorrio, então, em direcção à dita máquina e ouço a funcionária:
"Não se ria que eles não querem ninguém a rir!"

Mas eles quem?

domingo, 24 de setembro de 2006

arquivo

e devagar, quando os olhos passam rentes às palavras passadas, espanto-me que possam algum dia ter nascido do meu peito

sábado, 23 de setembro de 2006

Quando os ses se transformam em borboletas

Quando ela acabou de falar eu só soube dizer

"Não quero ouvir isso"


Mas já tinha ouvido.

Então, para mim mesma, pensei que não comentaria aquele assunto com ninguém.

nem comigo mesma

sem rede

era de noite e eu viajava a alta velocidade, apenas com um ligeiro atraso luz/som
as letras faiscavam de forma resumida pelas janelas abertas, mas fui-as fechando

uma
a
uma


e fiquei (de novo) entregue a mim mesma

como no princípio

domingo, 17 de setembro de 2006

Carioca

Esta é a prenda que dei a mim própria este ano:


(ligeiramente antecipada, apenas...)

Dúvida #? (já lhes perdi a conta...)

Os defeitos são-no porque nos prejudicam, ou porque prejudicam os outros?

Pequeno comentário ao post anterior

Foi, talvez, o acontecimento mais importante de toda a minha vida, e nem foi mencionado neste espaço, onde sempre gostei de ir deixando um pouco das coisas que me marcaram.
A verdade é que, mesmo vendo tudo concretizado, às vezes tenho ainda a sensação que é um sonho... E a verdade é que este espaço se foi desligando do meu dia a dia, e se aqui voltei para escrever (ainda que espaçadamente) as baboseiras do costume, então porque não escrever sobre isto?

Bem-vinda!




"Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade."
As mãos, Manuel Alegre

14.07.2006

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

soluços

Andei com o último post que escrevi uns dias na cabeça.
Já nem me lembro da última vez que tive um "pensamento-post", por isso decidi não o desperdiçar (senão seria apenas mais uma luz acesa...)

Continuo a sentir falta deste espaço, mas ainda não consegui criar o espaço onde ele caiba no meu dia a dia.

Talvez, também, pelo facto de ainda não ter chegado.

As previsões mantêm-se: lá para novembro, que o caminho continua longo.....

No poupar é que está o ganho

Quando passo de uma divisão da casa para outra qualquer insisto em apagar a luz.

Como em tantas outras coisas, chega a roçar a obsessão esta coisa de economizar, e às vezes movimento-me às escuras...

E nem sei como, dei por mim a analisar a história de eu pensar mais nas pessoas do que elas em mim...

Todas essas vezes em que eu penso sem ser correspondida, são como deixar a luz acesa sem ninguém para a aproveitar. A luz fica ali, a derreter-se numa divisão qualquer, a gastar, a consumir, a desperdiçar...
Ninguém se apercebe, sequer, de que ela lá está...

O que é pena, porque assim todos nós (nos) poupávamos um pouco mais.

domingo, 2 de julho de 2006

long way

continuo a caminho



segundo o boletim meteorológico, ao qual se somam férias lá para outubro, a minha chegada deve fazer-se perto de novembro

(vais esperar?)
(não.)
(pois, eu sei...)
(então porque vens?)
(...)

(Re)Presa

Já não me lembro da quantidade de tempo que tinha passado desde a última vez.
Muito, era muito tempo.

Ainda assim, somaste-lhe uns minutos mais, à espera junto à grade.
Eu não sabia e falava de ti lá dentro, de como seria capaz de resolver os meus problemas sem ajuda. Externa, claro...

E quando saí não disseste nada.
Olhámo-nos uns segundos antes de desabarmos nos nossos braços.
Conseguia sentir-te perto, respiravas ali, na curva do meu pescoço, e nesse momento quis com todas as minhas forças que fosse para sempre.

O que ali não me ocorreu foi que aquela proximidade era a de contacto, a mais fácil.
Para que o resto resulte é preciso trabalho, destruir muros e cortar cada corda que prende cada medo, queimar as desconfianças e entregarmo-nos assim: livres.

Entre mim e a liberdade estavam os muros e as cordas, e depois da liberdade, contigo, estávamos nós...

17.06.2006

domingo, 18 de junho de 2006

Cariño

Como não tenho net, não te dou uma prenda virtual
Mas tens, como sempre, a minha amizade incondicional
O meu carinho monumental
E o desejo de que seja um dia muito, muito especial...

(e uma rima parola, como é habitual)

(qualquer dia fazes de conta que não me conheces.... e eu não te censuro!)

domingo, 11 de junho de 2006

As saudades de quem está perto... (perto?)

Tenho marcado algumas faltas na minha caderneta, e são faltas que me doem.
São um pouco minhas e um pouco dos outros, não consigo definir uma fronteira nesta rotina encoberta dos dias que passam.

Assusta-me a dificuldade que há em estar com algumas pessoas.
Não queria nada de especial, não precisava de ser um jantar, um cinema, nem um café ponderado.

Bastava a presença numa mesa de café onde se discutissem as banalidades do dia a dia.

Tenho pena de já não poder partilhar essas banalidades.

O tempo de verão é leve

Para mim a Primavera quase nem existe, assim que chega o calor e o sol eu assumo uma nova estação, e não podia ser um meio termo: é Verão.

Não dou pelos dias a passar, e neles se escoam semanas inteiras.
Trabalho e estudo, leio, durmo menos um pouco, saio de casa, rio e converso, escapo-me para a praia, mesmo antes de cair a noite corro como se quisesse chegar até ti, esgoto-me, levo-me ao limite em que o esforço é só um ácido que me queima os músculos, e no fim meto-me debaixo da água gelada.

Estou bem.

Quando chegar o Outono logo se verá...

xz

a consciência da tua presença à minha frente, a conduzir-me, doeu-me
mas não chegou para arruinar o dia de sol maravilhoso que esteve

da mesma forma que sou infeliz de manhã, sou feliz nos dias de sol e calor, se puder ir para a praia, se me encher de mar, se me salgar e me queimar....

mesmo estando sozinha

04.06.2006

domingo, 4 de junho de 2006

e a culpa, é dos olhos?

as coisas são definitivas
os meus olhos é que não conseguem distinguir contraste suficiente para que eu as veja sinta como tal

sábado, 3 de junho de 2006

verdade XII

de manhã sou a pessoa mais infeliz do mundo

(de repente fiquei sem saber se isto, sendo verdade, não devia ir para a colecção dos defeitos...)

Abismo

À noite a estrada era negra à minha frente.

O dia foi cheio das coisas que gosto de fazer: dormir sem prazo para acordar, sair rumo à praia, sol, sal e água gelada para reanimar, chegar e correr com a música certa nos ouvidos, esgotar-me, levar-me ao limite, e no fim um banho longo.
Para terminar dei por mim a caminho, e pensei na quantidade de vezes que o instinto me puxou para ...
Estou bem, aqui, mas acabo sempre por adiar a viagem o mais possível.

É que à noite a estrada é negra à minha frente.
E com a música a rodear-me, a vontade é tragá-la, engoli-la, fazê-la até onde acabam as estradas...

28.05.2006

e na verdade...

...nada disto abona em favor da minha sanidade/maturidade emocional/mental.

(paciência...)

domingo, 21 de maio de 2006

A inevitável (e muito proibida) pergunta

E se as circunstâncias o permitissem?

(há ses que tinham mesmo que ter morrido à nascença...)

Vícios

...proximidade, fusão, afastamento, separação, distância, encontro, proximidade........

Tenho tido dificuldade em perceber este ciclo vicioso em que me afundei.
Já o tinha dito: quando perceber as coisas como definitivas, vai-me doer mais do que consigo imaginar neste momento. Talvez esta dorzinha que se agudizou nos últimos dias tenha mais a ver com isso do que com o encontro que se proporcionou de novo, sem chegar à proximidade porque as circunstâncias actuais não o permitem.

Estares mais perto, telefonares, falares em encontros, diz-me apenas que estás, finalmente, preparado para a nossa amizade.

E diz-me também que eu não estou....

Terramoto

E depois de ler o post anterior não consigo deixar de me perguntar porque vou acumulando epicentros...

Talvez a minha actividade sísmica seja um pouco acima da média.

Não estive sempre?

Mais gordinho, um pouco menos de cabelo... igual em tudo o resto.
As estruturas cederam ainda ligeiramente à sua passagem, sempre lhe chamei secretamente "o meu terramoto"...

Não deixa de ser curioso: sabendo que ele estava, os cuidados redobraram, tinha que estar no meu melhor, um pouco ao estilo "Estou bem sem ti".....

Lembrar ou não lembrar....

Há alturas em que sinto realmente falta de poder vir aqui, de estar aqui também... de procurar nos links os outros, de perder tempo e ganhar com o que encontro...

Por incrível que pareça, ultimamente tenho tido dificuldade em aceder à internet, simplesmente porque ainda não a tenho em casa.
Noutra altura talvez a vontade me levasse a ir buscá-la ao ar, num centro comercial, num café, numa estação dos correios, sei lá...
Hoje não sinto essa força.

Venho, às vezes, procurar as pessoas que já não encontro aqui e percebo que me faz falta, à falta da outra, a proximidade com que as sentia. Talvez por isso, também, o soltar das amarras que me prendem às minhas lembranças.

Mas não desisti, ainda, e virei sempre que puder quiser.

segunda-feira, 1 de maio de 2006

"Porque a vida é assim..."

"Tu é que sofres muito mais porque pensas mais nas pessoas do que elas em ti."

E nunca mo tinham explicado tão bem...

(tanto defeitinho e logo havia de me calhar este!)

domingo, 30 de abril de 2006

obrigada

aguarelinha, cbs, padrinho, Guilherme, graziela, anónim@, e a quem pessoalmente me lamentou a pausa.

não sei até quando, nem com que ritmo, mas continuo por aqui...

sábado, 29 de abril de 2006

Qualquer coisa mais...

Vou voltando aos poucos... Aqui como .

terça-feira, 7 de março de 2006

Dois.
E mais nada.

Foi há dois anos que descobri o que era um blog.
No mesmo dia comecei a escrever aqui, e até há bem pouco tempo atrás fui mais ou menos regular nas minhas dissertações sobre o nada e coisa nenhuma.

Hoje vejo que isto se vem a arrastar.
Não sei bem o que me falta, o que se perdeu, mas já não há a sensação de descoberta.
A surpresa desapareceu...
O fascínio desapareceu...

Por isso decidi deixar as minhas lembranças suspensas.

Não sei se é por um ou dois dias, ou se é para sempre.
(nem sei se consigo passar sem aqui vir)

A quem aqui veio: muito obrigada!

sexta-feira, 3 de março de 2006

House



(daqui)

Quando vejo esta série fico com vontade de ser médica.

quarta-feira, 1 de março de 2006

estão-se-me a esgotar os blogs...

gostava que voltasses

Só porque sou teimosa...

Alguém se divertiu a apagar-me o template.
Como sou uma miúda prevenida (nestas coisas de informática, pelo menos), tinha um aqui de reserva e já repus as coisas no seu devido lugar.

Não é que não me tenha já passado pela cabeça acabar com isto, mas a acontecer será quando eu quiser, e não porque alguém decidiu brincar.

Humpf!

(obrigada, aguarelinha, por estares sempre atenta!)

mais vale não ter?

de que serve o tempo, se com ele nada se fizer?

Atrasadérrimos*....

Muitos parabéns, Guilherme, por dois anos de guerreiro! :)

*acabo de descobrir que este dicionário que consulto habitualmente quando tenho dúvidas, não reconhece esta palavra... (eu, pelo contrário, reconheço-a bem!)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

EU?!

a abusar de filmes????

(o cinema anda mal, temos que contribuir...)

Munich



Sobre este filme recomendo A Lição, n'A Estrada.
Está lá bem dito, aquilo que também penso.