sábado, 7 de julho de 2007

if the devil is six, then god is seven?*

sábado, o sétimo dia
dia sete
mês sete
ano sete

desta vez não consegui manter-me acordada até às sete horas, sete minutos e sete segundos...

*pixies

DNA
(ou então: e se eu fosse dromir?)

fraquezas

não consigo deixar de achar curioso: o que a seduz nos outros é exactamente o que a mim me assusta...

Fast Car*

Poucas coisas me sabem tão bem como ir ao lado de algumas pessoas, depressa, a música aos berros a devorar o silêncio e a estrada...

Ter quase a sensação de não ir a lado nenhum, de não ter que chegar nunca mais....

*Tracy Chapman

Para que raio escrevo eu aqui???

Houve uma altura em que me parecia legítimo explicar tudo o que não era capaz de dizer ou fazer, e tudo o que, fazendo, não resultava propriamente de acordo com as minhas intenções, numa folha de papel, cheiinha a abarrotar de palavras azuis.

Hoje percebo que isso não faz sentido, já.
As coisas que não se fizeram ou que não se disseram e que tinham que ter sido ditas e feitas não cabem em cartas, tal como não cabem todos os nossos actos falhados.

Crescemos (crescemos?), assumimos os nossos erros, e se quisermos falar deles e retractar-nos devemos agir e falar, e não esconder-nos em letras.

Tropeçar

Percebi, ali sentada, que há coisas que não vão nunca ser diferentes.
Às vezes engano-me e penso que sim, mas aos poucos vou distinguindo que não adianta procurar outro caminho: os meus pés só conhecem as pedras desta estrada.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Continuo às voltas

Ultimamente sinto-me a escolher, de entre o que não me apetece fazer, aquilo que me parece menos penoso.
Sei que está a escapar ao entendimento das pessoas este meu comportamento.
Sei que, quando emergir, vou ter pena de não ter aproveitado outras coisas, outras pessoas, outras andanças.
Mas é sempre assim, faz parte do ciclo...

E sim, a falta de inspiração que aqui se lê também faz parte dessas voltas, quais quer que elas sejam.

Ou então era só mesmo a ressaca

Percebi que há vários indícios de ausência de normalidade.
Sempre fui mais feliz no verão, sozinha ou acompanhada.
Este verão, chuvoso e menos quente que os últimos está a parecer-me estranho.
E ontem, quando recusei um convite para ir à praia, percebi que não estou, de facto, em mim.

Countdown

Quando a máquina começa a mexer, sinto os sistemas de protecção começar a activar.
Brevemente atingem o nível máximo.

Começa então o processo de afastamento.

Não sei porque me lamento, não são os outros que me deixam: eu é que os deixo a eles.

(e como este há este e este)

insónia

"...poderá, portanto, dormir um pouco mais. Isto é o que costumam dizer o insones que não pregaram olho em toda a noite, mas que, pobres deles, julgam ser capazes de iludir o sono só porque lhe pedem um pouco mais, apenas um pouco mais, eles a quem nem um minuto de repouso lhes havia sido concedido."
José Saramago, As Intermintências da Morte (pag 187, Caminho)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

como se fazem as pazes com o rock
(ou obrigada m.)



que me sirva de lição, para perceber que não posso continuar a render-me só ao que é imediato e fácil...

(talvez por isso não possa deixar de agradecer a quem me ajudou a pôr outra vez os pés neste caminho)

terça-feira, 3 de julho de 2007

o nada

queria
quero escrever

o tempo que se adia permanentemente a ele próprio nos pequenos gestos do dia-a-dia que não sabemos como concretizar fora da rotina

queria
quero uma vida

(bom, na realidade já tenho uma, só não sei é se estou a fazer dela o que devia)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Viajar, viajar, viajar...

Tenho conhecido cidades e acumulado na alma o peso da vontade de regressar, para ficar dias, semanas, meses...
Vivê-las até ao tutano e só depois voltar a partir.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

frase(s) feita(s) da noite

nem sempre temos aquilo que mais gostamos
nem sempre encontramos aquilo que procuramos

Landing

O avião iniciou a descida e ao mesmo tempo sinto a caneta falhar.
Espero que dure o suficiente para poder escrever que também eu tento aterrar, tenho coisas para fazer, tarefas a cumprir.

24.06.2007

Protesto contra o Blogger em Português

eu não publico "mensagens": publico posts.



rais'coma!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Sou capaz do amor incondicional?

Sou.

E se acho que não devia ser incondicional faço só de conta que não é.
Escondo-o, modifico-o, espalmo-o com as mãos abertas, pesadas, como quem molda uma peça de barro antes de a meter no forno.

E sim, é bem possível que acabe por estalar, se não tiver sido bem trabalhado...

(mas o que raio é o amor incondicional???)

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Seja como for, há assuntos que é melhor não explorar

Seguindo a mesma linha, quando há erros, não são os dos outros que eu não perdoo: são os meus.

E também isso leva às distâncias.

domingo, 17 de junho de 2007

Não há mal, foi só uma jarra.

Às vezes dou por mim a olhar para a frente com medo, mas percebo porque acontece: não confio em mim.

E tudo o que se estragar estragar-se-á por causa disso.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Não era suposto ser ao contrário?

Não percebo porque a vida se torna cada vez mais difícil à medida que aprendemos mais com ela.