sexta-feira, 14 de setembro de 2007

verdade XV

esqueci-me

do que me faz bem

não sei se são grandes ou pequenas, mas há coisas simples que me deixam feliz

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

um grande silêncio azul

bom...
na verdade já devo ter dito praticamente tudo aqui

acho que é por isso que às vezes a única coisa que faz sentido é o silêncio...

Bom dia!

Pela primeira vez em muito tempo (talvez um mês, mais coisa menos coisa), dormi bem, toda a noite. Claro que abri os olhos uma hora antes de o despertador tocar, mas nem isso estragou a sensação de descanso que tinha ao acordar.

Já o disse aqui, mas é por este despertar, mais do que pelo sono, que gosto de dromir...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Pontos da situação

A vida é frágil, demasiado frágil, e demasiadas vezes brincamos com ela.


Tantas vezes me lamentei aqui da falta que me faziam (fazem) pessoas, e de como é triste sucumbirmos às rotinas, deixando passar dias, semanas, meses sem um telefonema, uma mensagem, um sinal qualquer...
Aos poucos sinto-me a embrutecer, a juntar-me à manada...


Como será percebermos, um dia, que não nos resta mais do que um ano, por exemplo? Seis meses? Divido-me entre duas hipóteses, ambas carimbadas pelo desequilíbrio emocional que a integração de semelhante verdade traria: ou se metem pés e mãos ao caminho, tentando aproveitar tudo, ou se desiste, ao perceber que já não é possível, porque o mundo era tão grande que nos comeu.
De fora, parece-me impossível continuar a vida como se nada estivesse para acontecer...


Não sei se sou demasiado ambiciosa em termos pessoais ou demasiado preguiçosa em todos os outros.


O verão aproxima-se do fim e este calor mortiço mantém-se, a comer-me por dentro, deixando-me mole, de olhos baços, sem força para tudo o que me faz falta.
Ao contrário do que sempre acontece, espero agora que o inverno seja mais agradável.
Tento acreditar que as férias que faltam me vão fazer abrir os olhos de vez, e voltar ao equilíbrio que procuro desde que te fiz aparecer.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

O que aí vem há-de chegar

Não tenho muito para dizer, e isso poderá (ou não) ser um bom sinal.
Os dias são lentos, as horas passadas comigo não se apressam, nem eu com elas.
Habituo-me de forma assustadoramente rápida a este vazio de contactos, e todo e qualquer movimento de contradição cresce em esforço.

Mas sabe-me bem esta paz: não penso, não vejo, não falo, não sinto.

Armazeno energia e tenho esperança de não estar a trabalhar em sentido negativo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

As férias devem ser assim?

Os dias passam devagar, e ao mesmo tempo depressa demais.
Acordamos quando abrimos os olhos, comemos porque o corpo o pede, amolecemos ao sol e ganhamos forma na água.
Arrastamo-nos para outros sítios por estradas poeirentas, paramos para fotografias e voamos nas músicas.

Ao fim da tarde tudo pára.

Bebe-se um copo, enrolam-se caracóis em palitos, e atira-se conversa ao ar, mas não se joga fora. Conseguimos que alguma chegue bem dentro.


Na simplicidade dos momentos partilhados reside qualquer coisa tranquila, de paz, que sem ter forma me enche por dentro...

domingo, 19 de agosto de 2007

O dia em que a noite se desprendeu do mar

A água era morna, a temperatura próxima à que se respirava cá fora, e as ondas rebentavam em dois sentidos opostos, anulando-se umas às outras.
Ao fundo, algures entre o mar e o céu, havia uma barra escura, e a noite crescia daí, em azuis, laranjas e violetas...

À esquerda havia um penhasco, e logo ao lado crescia a lua nova.

As estrelas começavam a polvilhar o céu, e eu entrei...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ídolos?

Há pessoas para quem olhamos, definitivamente, para cima.

Hoje dei por mim a pensar que devia expressar a admiração que sinto, o quanto saio maior de algumas conversas, e como percebo que há caminhos que eu queria, para continuar a crescer, aprender a seguir.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Aproxima-se um tempo de mudanças

À medida que o tempo passa percebo que fugir não é solução.
Tenho notado no meu percurso de vida uma certa tendência para ir de encontro ao que mais me assusta. E é verdade que aos poucos os medos vão desaparecendo, diluem-se nos hábitos, dão lugar a outros.

Pela primeira vez em muito tempo achei que estava farta de preocurar sempre o que me faz mal, e fugi.
E de cada vez que dobro uma esquina percebo que os fantasma que quero evitar estão à espreita, avisando-me do perigo que corro se continuar a virar-lhes costas.

sábado, 4 de agosto de 2007

sinais

podia ter ido.

num dia lamento-me porque me faltam as pessoas, no outro desperdiço companhias raras e por isso preciosas

não sei se devo interpretar isto como mais um sinal de que algo não está a funcionar como era suposto.
não é da minha natureza ceder ao cansaço, à dor de cabeça, e às coisas que me fizeram ceder, em detrimento de bons momentos em boa companhia.

talvez seja bom não tentar interpretar nada.

não estou em paz.

amanhã é outro dia.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ele há coisas...

já tenho os sapatos calçados e ainda não os paguei...

Falta quem me carregue as baterias

O dia esteve quente, como têm estado os dias desde que começou este verão tardio.
Para compensar um pouco, e aproveitar que há um rio à beira do qual está mais fresco, arrastei-me para fora de casa.

O caminho de regresso foi feito devagar, a ouvir a música sem a ouvir de facto, porque vinha a pensar que uma ou duas horas de contacto diário (quando o é...) com pessoas que falam, que têm vidas, que querem saber das minhas, não são suficientes.
A mim não me chegam.

E é por isso que este ano estou cansada, e preciso de sair daqui.
(e é isso que me tem feito pensar,ultimamente muito mais, se estou no caminho certo)

terça-feira, 31 de julho de 2007

O mal de não escrever logo...

Tinha muito para dizer, mas perdi as palavras no meio das horas que foram passando.

Ponto da situação

Como eu própria já referi muitas vezes, não há nada como ter a cabeça e o corpo ocupados para manter o tipo da esquerda a trabalhar só para eles. Assim não se contrai mais do que o necessário, e, como tal, não dói.

Continuo a não gostar de despedidas. Esta não tem que ser definitiva, mas encaro-a como tal. Não consigo deixar de pensar que as pessoas fazem sempre toda a diferença, e por isso, apesar de alguns momentos menos bons, sinto que tive muita sorte. Fui, como se diz às vezes, "trazida nas palminhas"... Tentei, mas há coisas que não se conseguem agradecer.

E agora que chega ao fim a primeira e a maior de quatro etapas, percebo que, apesar de tudo, preciso de parar. Apanhar um pouco de sol, relaxar, e, se possível, respirar o mar...

À falta de melhor...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

trabalhar, trabalhar, trabalhar

nada melhor para ocupar a cabecinha e manter o inquilino anestesiado

domingo, 22 de julho de 2007

A caravana passa...

...e eu continuo aqui.

Bolas!

Já não tenho idade para algumas coisas....

(e, ainda assim, pergunto-me se há idades próprias para determinadas coisas)

Verdes anos

Tenho as mãos abertas, espalmadas nas teclas.
Penso, por momentos, que assim vou conseguir escrever, mas sei que é apenas temporário.

Nos meus ouvidos ecoam os Verdes Anos em repeat mode, e eu sei que há músicas que não se devem ouvir a determinadas horas, nem em determinados dias.
Tal como não se deviam cultivar letras.

À minha frente desfilam anos. Verdes, todos eles muito verdes, e eu sempre à espera de os ver ganhar um pouco de uma outra cor. Uma qualquer, não sei qual...
À minha frente desfilam todos os amigos que fui ganhando e aos poucos perdendo. E quando os vejo pegunto-lhes onde estão, mas os meus ouvidos surdos já não percebem o que dizem as suas vozes distantes. Canso-me de tentar segui-los para onde vão.
Desfilam à minha frente os rapazes de quem gostei, um ou dois homens que amei, também eles rapazes de quem gostei.
Desfilam as pessoas que me habitam hoje, e nesta escuridão de noite avançada, em que sozinha me debruço sobre um teclado negro, afagado com carinho e com as duas mãos, pergunto-me se estarão mesmo a desfilar. Se como todas as outras pessoas vão só estar por algum tempo na frente dos meus olhos, até que o tempo, a vida, as mudanças as levem de novo, ou se é tudo uma ilusão óptica e estarão cá ainda, amanhã quando eu abrir os olhos inchados.

Queria creditar que assim como já não se fazem amigos facilmente, também já não se vão perder assim, com dois dedos de treta.
Queria acreditar que no meio desta gente toda à minha volta, que de entre estas pessoas todas que me fizeram quem sou, que fazem a minha vida completa mesmo quando me faltam em bocadinhos apertados do meu peito, não preciso de me sentir sozinha.

Mas sei cá no fundo que algumas coisas estão já resolvidas porque não têm solução.
Vários dos caminhos que percorro terminam em becos sem saída, e eu, com paciência, volto atrás, e passo novamente os pés pelas pedras só para descobrir que vão dar aos mesmíssimos sítios.
E à medida que o tempo passa tenho mais dificuldade em acreditar, mas nem por isso paro. Continuo cega neste caminho, que faço apenas com a convicção de que tem de ser feito, sem saber já para onde me dirigia quando o tomei.

Mas isso interessa? Faz algum sentido? Marca alguma diferença?
Não. No fundo não.

É tarde, amanhã vou achar que não devia ter-me dado a estes trabalhos, mas não vou apagá-los.
E volta e meia chego a dizer que não consigo não criar expectativas, que todos à minha volta são, no mínimo, tão egoístas como eu própria sou, e que certos gestos não lhes cabem nas mãos, como se calhar também não cabem nas minhas, mesmo que olhando para elas as ache grandes.
Eu, que não desenho os gestos para isso, sinto um certo calor na alma quando alguém os reconhece e sabe quem são.
Mas as mãos são, às vezes, demasiado grandes.
Há quem as perceba assim, mas também essas noções são temporárias.
A partir de certa altura o que tinha graça por ser grande, diferente, torna-se cansativo e rotineiro como tudo o resto, e já ninguém lhe vai dar valor.
E tenho pena. Porque sei que em parte é isso que torna verdes os meus anos.