sábado, 15 de setembro de 2007

Burra velha...

Em parte sei de onde vem esta sensação de que o chão me está sempre a fugir, por baixo dos pés: insisto em fazer caminhos que já conheço, e onde sei que acabo atolada até às orelhas....

Nem no meio nem nos extremos. Então onde?

Quando devia ser capaz de não escrever, escrevo o que não devo.


Quando devia relaxar as defesas elas erguem-se assombrosas sobre as minhas dúvidas: calo-me.

Esta máquina já não dá para mais...

O tempo passou, e eu não aprendi a gerir muitas destas coisas das relações entre as pessoas. Páro, ouço mais do que falo, tento observar... Mas escapa-me sempre a essência da questão.

Às vezes pergunto-me se é só uma questão de química.
Ou seja: podemos achar que certas pessoas são certas e investir nelas, e mesmo assim nunca conseguir chegar lá, ou deixá-las vir até nós. Não falo de nada em particular, mas de tudo em geral.... Se a dita química falhar, o investimento, por maior que seja, poderá falhar também?

E volto às minhas velhas questões e interrogações sobre a amizade, e sobre as relações entre duas pessoas, quaisquer que elas sejam...
Aprendi a não pedir mais, mesmo desejando-o, às vezes, com todas as minhas forças.
Só não percebo porque não aprendi a conquistar a paz que devia vir no mesmo pacote.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Pequena dúvida #4

se nos lembrarmos de alguém e esse alguém não souber que nos lembrámos, valeu a pena termo-nos lembrado?

verdade XV

esqueci-me

do que me faz bem

não sei se são grandes ou pequenas, mas há coisas simples que me deixam feliz

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

um grande silêncio azul

bom...
na verdade já devo ter dito praticamente tudo aqui

acho que é por isso que às vezes a única coisa que faz sentido é o silêncio...

Bom dia!

Pela primeira vez em muito tempo (talvez um mês, mais coisa menos coisa), dormi bem, toda a noite. Claro que abri os olhos uma hora antes de o despertador tocar, mas nem isso estragou a sensação de descanso que tinha ao acordar.

Já o disse aqui, mas é por este despertar, mais do que pelo sono, que gosto de dromir...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Pontos da situação

A vida é frágil, demasiado frágil, e demasiadas vezes brincamos com ela.


Tantas vezes me lamentei aqui da falta que me faziam (fazem) pessoas, e de como é triste sucumbirmos às rotinas, deixando passar dias, semanas, meses sem um telefonema, uma mensagem, um sinal qualquer...
Aos poucos sinto-me a embrutecer, a juntar-me à manada...


Como será percebermos, um dia, que não nos resta mais do que um ano, por exemplo? Seis meses? Divido-me entre duas hipóteses, ambas carimbadas pelo desequilíbrio emocional que a integração de semelhante verdade traria: ou se metem pés e mãos ao caminho, tentando aproveitar tudo, ou se desiste, ao perceber que já não é possível, porque o mundo era tão grande que nos comeu.
De fora, parece-me impossível continuar a vida como se nada estivesse para acontecer...


Não sei se sou demasiado ambiciosa em termos pessoais ou demasiado preguiçosa em todos os outros.


O verão aproxima-se do fim e este calor mortiço mantém-se, a comer-me por dentro, deixando-me mole, de olhos baços, sem força para tudo o que me faz falta.
Ao contrário do que sempre acontece, espero agora que o inverno seja mais agradável.
Tento acreditar que as férias que faltam me vão fazer abrir os olhos de vez, e voltar ao equilíbrio que procuro desde que te fiz aparecer.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

O que aí vem há-de chegar

Não tenho muito para dizer, e isso poderá (ou não) ser um bom sinal.
Os dias são lentos, as horas passadas comigo não se apressam, nem eu com elas.
Habituo-me de forma assustadoramente rápida a este vazio de contactos, e todo e qualquer movimento de contradição cresce em esforço.

Mas sabe-me bem esta paz: não penso, não vejo, não falo, não sinto.

Armazeno energia e tenho esperança de não estar a trabalhar em sentido negativo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

As férias devem ser assim?

Os dias passam devagar, e ao mesmo tempo depressa demais.
Acordamos quando abrimos os olhos, comemos porque o corpo o pede, amolecemos ao sol e ganhamos forma na água.
Arrastamo-nos para outros sítios por estradas poeirentas, paramos para fotografias e voamos nas músicas.

Ao fim da tarde tudo pára.

Bebe-se um copo, enrolam-se caracóis em palitos, e atira-se conversa ao ar, mas não se joga fora. Conseguimos que alguma chegue bem dentro.


Na simplicidade dos momentos partilhados reside qualquer coisa tranquila, de paz, que sem ter forma me enche por dentro...

domingo, 19 de agosto de 2007

O dia em que a noite se desprendeu do mar

A água era morna, a temperatura próxima à que se respirava cá fora, e as ondas rebentavam em dois sentidos opostos, anulando-se umas às outras.
Ao fundo, algures entre o mar e o céu, havia uma barra escura, e a noite crescia daí, em azuis, laranjas e violetas...

À esquerda havia um penhasco, e logo ao lado crescia a lua nova.

As estrelas começavam a polvilhar o céu, e eu entrei...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ídolos?

Há pessoas para quem olhamos, definitivamente, para cima.

Hoje dei por mim a pensar que devia expressar a admiração que sinto, o quanto saio maior de algumas conversas, e como percebo que há caminhos que eu queria, para continuar a crescer, aprender a seguir.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Aproxima-se um tempo de mudanças

À medida que o tempo passa percebo que fugir não é solução.
Tenho notado no meu percurso de vida uma certa tendência para ir de encontro ao que mais me assusta. E é verdade que aos poucos os medos vão desaparecendo, diluem-se nos hábitos, dão lugar a outros.

Pela primeira vez em muito tempo achei que estava farta de preocurar sempre o que me faz mal, e fugi.
E de cada vez que dobro uma esquina percebo que os fantasma que quero evitar estão à espreita, avisando-me do perigo que corro se continuar a virar-lhes costas.

sábado, 4 de agosto de 2007

sinais

podia ter ido.

num dia lamento-me porque me faltam as pessoas, no outro desperdiço companhias raras e por isso preciosas

não sei se devo interpretar isto como mais um sinal de que algo não está a funcionar como era suposto.
não é da minha natureza ceder ao cansaço, à dor de cabeça, e às coisas que me fizeram ceder, em detrimento de bons momentos em boa companhia.

talvez seja bom não tentar interpretar nada.

não estou em paz.

amanhã é outro dia.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ele há coisas...

já tenho os sapatos calçados e ainda não os paguei...

Falta quem me carregue as baterias

O dia esteve quente, como têm estado os dias desde que começou este verão tardio.
Para compensar um pouco, e aproveitar que há um rio à beira do qual está mais fresco, arrastei-me para fora de casa.

O caminho de regresso foi feito devagar, a ouvir a música sem a ouvir de facto, porque vinha a pensar que uma ou duas horas de contacto diário (quando o é...) com pessoas que falam, que têm vidas, que querem saber das minhas, não são suficientes.
A mim não me chegam.

E é por isso que este ano estou cansada, e preciso de sair daqui.
(e é isso que me tem feito pensar,ultimamente muito mais, se estou no caminho certo)

terça-feira, 31 de julho de 2007

O mal de não escrever logo...

Tinha muito para dizer, mas perdi as palavras no meio das horas que foram passando.

Ponto da situação

Como eu própria já referi muitas vezes, não há nada como ter a cabeça e o corpo ocupados para manter o tipo da esquerda a trabalhar só para eles. Assim não se contrai mais do que o necessário, e, como tal, não dói.

Continuo a não gostar de despedidas. Esta não tem que ser definitiva, mas encaro-a como tal. Não consigo deixar de pensar que as pessoas fazem sempre toda a diferença, e por isso, apesar de alguns momentos menos bons, sinto que tive muita sorte. Fui, como se diz às vezes, "trazida nas palminhas"... Tentei, mas há coisas que não se conseguem agradecer.

E agora que chega ao fim a primeira e a maior de quatro etapas, percebo que, apesar de tudo, preciso de parar. Apanhar um pouco de sol, relaxar, e, se possível, respirar o mar...

À falta de melhor...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

trabalhar, trabalhar, trabalhar

nada melhor para ocupar a cabecinha e manter o inquilino anestesiado

domingo, 22 de julho de 2007

A caravana passa...

...e eu continuo aqui.

Bolas!

Já não tenho idade para algumas coisas....

(e, ainda assim, pergunto-me se há idades próprias para determinadas coisas)

Verdes anos

Tenho as mãos abertas, espalmadas nas teclas.
Penso, por momentos, que assim vou conseguir escrever, mas sei que é apenas temporário.

Nos meus ouvidos ecoam os Verdes Anos em repeat mode, e eu sei que há músicas que não se devem ouvir a determinadas horas, nem em determinados dias.
Tal como não se deviam cultivar letras.

À minha frente desfilam anos. Verdes, todos eles muito verdes, e eu sempre à espera de os ver ganhar um pouco de uma outra cor. Uma qualquer, não sei qual...
À minha frente desfilam todos os amigos que fui ganhando e aos poucos perdendo. E quando os vejo pegunto-lhes onde estão, mas os meus ouvidos surdos já não percebem o que dizem as suas vozes distantes. Canso-me de tentar segui-los para onde vão.
Desfilam à minha frente os rapazes de quem gostei, um ou dois homens que amei, também eles rapazes de quem gostei.
Desfilam as pessoas que me habitam hoje, e nesta escuridão de noite avançada, em que sozinha me debruço sobre um teclado negro, afagado com carinho e com as duas mãos, pergunto-me se estarão mesmo a desfilar. Se como todas as outras pessoas vão só estar por algum tempo na frente dos meus olhos, até que o tempo, a vida, as mudanças as levem de novo, ou se é tudo uma ilusão óptica e estarão cá ainda, amanhã quando eu abrir os olhos inchados.

Queria creditar que assim como já não se fazem amigos facilmente, também já não se vão perder assim, com dois dedos de treta.
Queria acreditar que no meio desta gente toda à minha volta, que de entre estas pessoas todas que me fizeram quem sou, que fazem a minha vida completa mesmo quando me faltam em bocadinhos apertados do meu peito, não preciso de me sentir sozinha.

Mas sei cá no fundo que algumas coisas estão já resolvidas porque não têm solução.
Vários dos caminhos que percorro terminam em becos sem saída, e eu, com paciência, volto atrás, e passo novamente os pés pelas pedras só para descobrir que vão dar aos mesmíssimos sítios.
E à medida que o tempo passa tenho mais dificuldade em acreditar, mas nem por isso paro. Continuo cega neste caminho, que faço apenas com a convicção de que tem de ser feito, sem saber já para onde me dirigia quando o tomei.

Mas isso interessa? Faz algum sentido? Marca alguma diferença?
Não. No fundo não.

É tarde, amanhã vou achar que não devia ter-me dado a estes trabalhos, mas não vou apagá-los.
E volta e meia chego a dizer que não consigo não criar expectativas, que todos à minha volta são, no mínimo, tão egoístas como eu própria sou, e que certos gestos não lhes cabem nas mãos, como se calhar também não cabem nas minhas, mesmo que olhando para elas as ache grandes.
Eu, que não desenho os gestos para isso, sinto um certo calor na alma quando alguém os reconhece e sabe quem são.
Mas as mãos são, às vezes, demasiado grandes.
Há quem as perceba assim, mas também essas noções são temporárias.
A partir de certa altura o que tinha graça por ser grande, diferente, torna-se cansativo e rotineiro como tudo o resto, e já ninguém lhe vai dar valor.
E tenho pena. Porque sei que em parte é isso que torna verdes os meus anos.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Nota 1/2

Às vezes engano-me e acho que os outros vão fazer aquilo que eu faria.
Porque haviam de o fazer? São os outros, não sou eu....
Ainda assim há pequenas coisas que ferem.
Não é muito, é só ligeiramente...
Se calhar um pouco como quem se corta com uma folha de papel.
Dói na altura, é irritante porque é estúpido, mas passa depressa.

As outras pessoas não têm obrigação de corresponder às expectativas que eu criei para elas, certo?...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Ah! E já me esquecia....

Quem tudo quer, tudo perde.

(quem sabe, hoje chove outra vez....)

terça-feira, 17 de julho de 2007

Não só pelos outros, também por mim

Houve uma altura em que as palavras eram gravadas em preto e laranja num fundo verde.
Nessa altura era um pouco como deixar o vento encarregar-se de as espalhar, de as separar, de as fazer perder-se, e com elas as mensagens tristes, monótonas e repetitivas que tentavam passar. Aos poucos o fundo tornou-se cada vez mais azul céu, perdeu-se o laranja pôr-do-sol, e o vento soprou cada vez mais fraquinho. No máximo conseguia difundir um pouco essas palavras, com tudo o que isso traz de bom, porque liberta, e de mau, porque pesa nos que as ouvem.

Hoje divido-me entre a vontade de me perder nas letras, abandonar-lhes este vazio pesado que dói, e a consciência de que não serão só palavras ao vento....

Queria escrever tudo menos o que posso, ou devo, escrever.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

As horas a que o Blogger devia fechar

Amanhã tudo isto me vai parecer apenas tempo desperdiçado.
Hoje há um certo gozo masoquista (redundância?) em explorar a fundo os buracos negros que me esvaziam a alma.

Achei que pertencia aqui, um dia...

As palavras esgotaram-se, perdidas entre as irregularidades desta estrada que percorro já quase sem abrir os olhos, só virada para dentro.
Não choveu, mas não tive estrelas a guiar-me, e ao chegar a casa estava quente, como que à minha espera.
Atiro as coisas para os cantos provisórios em que moram, um pouco como eu, e abro estas janelas fechadas, que às vezes só servem para me engolir inteira.
Adio o início da semana como se isso a fizesse desaparecer, mas sei que só me estou a enganar. Então abro o peito para o que me espera e fecho os olhos com força, à espera do choque frontal.

Alguma vez vou encarar alguma coisa na minha vida como definitiva?
Alguma vez vou sentir que pertenço realmente a algum sítio?
Alguma vez vou sentir que pertenço realmente a alguém?

No pasa nada...

domingo, 15 de julho de 2007

Saldo positivo

De tanto me fazerem boa pessoa, talvez um dia eu acabe mesmo por me transformar numa.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Uns do tamanho dos outros

Foi então que se virou e disse, a sorrir um sorriso grande: "O que é bom nisto tudo é que ninguém tenta ser mais. Tentamos, isso sim, que os outros, os nossos outros, sejam mais. E com isso tornamo-nos maiores."

segunda-feira, 9 de julho de 2007

As chuvas vieram

Difícil que tivesse acontecido numa altura menos própria.
De certa forma estava à espera há já algum tempo, mas não pude nem sequer aproveitar para lavar a alma.....

E eu, que não tenho problemas, espalho-me ao comprido no chão.
E tenho dificuldade em levantar-me.

Conheço pessoas que têm problemas.
Problemas a sério, e não estes dramas caseiros que eu adoro representar para mim própria.
Essas pessoas têm problemas, mas nem por isso deixaram de rir, de cumprir os seus deveres, de ser inteiras mesmo que por dentro se sintam aos pedacinhos.

sábado, 7 de julho de 2007

if the devil is six, then god is seven?*

sábado, o sétimo dia
dia sete
mês sete
ano sete

desta vez não consegui manter-me acordada até às sete horas, sete minutos e sete segundos...

*pixies

DNA
(ou então: e se eu fosse dromir?)

fraquezas

não consigo deixar de achar curioso: o que a seduz nos outros é exactamente o que a mim me assusta...

Fast Car*

Poucas coisas me sabem tão bem como ir ao lado de algumas pessoas, depressa, a música aos berros a devorar o silêncio e a estrada...

Ter quase a sensação de não ir a lado nenhum, de não ter que chegar nunca mais....

*Tracy Chapman

Para que raio escrevo eu aqui???

Houve uma altura em que me parecia legítimo explicar tudo o que não era capaz de dizer ou fazer, e tudo o que, fazendo, não resultava propriamente de acordo com as minhas intenções, numa folha de papel, cheiinha a abarrotar de palavras azuis.

Hoje percebo que isso não faz sentido, já.
As coisas que não se fizeram ou que não se disseram e que tinham que ter sido ditas e feitas não cabem em cartas, tal como não cabem todos os nossos actos falhados.

Crescemos (crescemos?), assumimos os nossos erros, e se quisermos falar deles e retractar-nos devemos agir e falar, e não esconder-nos em letras.

Tropeçar

Percebi, ali sentada, que há coisas que não vão nunca ser diferentes.
Às vezes engano-me e penso que sim, mas aos poucos vou distinguindo que não adianta procurar outro caminho: os meus pés só conhecem as pedras desta estrada.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Continuo às voltas

Ultimamente sinto-me a escolher, de entre o que não me apetece fazer, aquilo que me parece menos penoso.
Sei que está a escapar ao entendimento das pessoas este meu comportamento.
Sei que, quando emergir, vou ter pena de não ter aproveitado outras coisas, outras pessoas, outras andanças.
Mas é sempre assim, faz parte do ciclo...

E sim, a falta de inspiração que aqui se lê também faz parte dessas voltas, quais quer que elas sejam.

Ou então era só mesmo a ressaca

Percebi que há vários indícios de ausência de normalidade.
Sempre fui mais feliz no verão, sozinha ou acompanhada.
Este verão, chuvoso e menos quente que os últimos está a parecer-me estranho.
E ontem, quando recusei um convite para ir à praia, percebi que não estou, de facto, em mim.

Countdown

Quando a máquina começa a mexer, sinto os sistemas de protecção começar a activar.
Brevemente atingem o nível máximo.

Começa então o processo de afastamento.

Não sei porque me lamento, não são os outros que me deixam: eu é que os deixo a eles.

(e como este há este e este)

insónia

"...poderá, portanto, dormir um pouco mais. Isto é o que costumam dizer o insones que não pregaram olho em toda a noite, mas que, pobres deles, julgam ser capazes de iludir o sono só porque lhe pedem um pouco mais, apenas um pouco mais, eles a quem nem um minuto de repouso lhes havia sido concedido."
José Saramago, As Intermintências da Morte (pag 187, Caminho)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

como se fazem as pazes com o rock
(ou obrigada m.)



que me sirva de lição, para perceber que não posso continuar a render-me só ao que é imediato e fácil...

(talvez por isso não possa deixar de agradecer a quem me ajudou a pôr outra vez os pés neste caminho)

terça-feira, 3 de julho de 2007

o nada

queria
quero escrever

o tempo que se adia permanentemente a ele próprio nos pequenos gestos do dia-a-dia que não sabemos como concretizar fora da rotina

queria
quero uma vida

(bom, na realidade já tenho uma, só não sei é se estou a fazer dela o que devia)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Viajar, viajar, viajar...

Tenho conhecido cidades e acumulado na alma o peso da vontade de regressar, para ficar dias, semanas, meses...
Vivê-las até ao tutano e só depois voltar a partir.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

frase(s) feita(s) da noite

nem sempre temos aquilo que mais gostamos
nem sempre encontramos aquilo que procuramos

Landing

O avião iniciou a descida e ao mesmo tempo sinto a caneta falhar.
Espero que dure o suficiente para poder escrever que também eu tento aterrar, tenho coisas para fazer, tarefas a cumprir.

24.06.2007

Protesto contra o Blogger em Português

eu não publico "mensagens": publico posts.



rais'coma!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Sou capaz do amor incondicional?

Sou.

E se acho que não devia ser incondicional faço só de conta que não é.
Escondo-o, modifico-o, espalmo-o com as mãos abertas, pesadas, como quem molda uma peça de barro antes de a meter no forno.

E sim, é bem possível que acabe por estalar, se não tiver sido bem trabalhado...

(mas o que raio é o amor incondicional???)

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Seja como for, há assuntos que é melhor não explorar

Seguindo a mesma linha, quando há erros, não são os dos outros que eu não perdoo: são os meus.

E também isso leva às distâncias.

domingo, 17 de junho de 2007

Não há mal, foi só uma jarra.

Às vezes dou por mim a olhar para a frente com medo, mas percebo porque acontece: não confio em mim.

E tudo o que se estragar estragar-se-á por causa disso.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Não era suposto ser ao contrário?

Não percebo porque a vida se torna cada vez mais difícil à medida que aprendemos mais com ela.

s.o.s.



Tenho um amigo que acha que devíamos começar a vida ao contrário: nascíamos velhinhos, com dificuldades e poucas capacidades e íamos melhorando a passos largos, com a vantagem de acabarmos sem sofrimento e sem conhecimento, num lugar quentinho, calmo, em paz...

Eu acho que concordo com ele.

O tipo que inventou isto não pensou bem nas coisas.
Ou será que temos mesmo que pagar os pecados todos do mundo?...

É muito difícil suportar o sofrimento das pessoas de quem gostamos.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

porque sim

"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."
Vinicius de Moraes, Soneto do amigo

terça-feira, 12 de junho de 2007

Também para aqui me arrastei, que não me apetecia escrever.

Eu própria estou farta da minha conversa dos últimos tempos.
E nem é só da conversa: estou farta desta pessoa que não tem vontade de nada, que se arrasta para trabalhar, para escrever, para sair, para cantar e dançar, para estudar..........
Sinto a vida à minha frente, a levar-me por uma corda, quase (quase!) contra a minha vontade...

Xiça!


(é tempo de acordar....)

Apetecia-me queixar-me, mas vou evitar fazê-lo

Arrastar-me pelo dia, lutar contra o sono, contra as dormências, contra as ausências.
Arregaçar as mangas e dar início ao trabalho: se quero uma mudança tenho de ser eu a iniciá-la.
Adormecer em cima dos cotovelos em cima da mudança.
Arrastar-me pelas obrigações cívicas.
Não ver o Lost para continuar a trabalhar na mudança...
(melhor, assim rende mais!)

Tanto tempo?

Enquanto trocava o saco do aspirador, percebi que durou mais ou menos um quarto do tempo que é suposto aqui ficar.
Talvez um bocadinho mais....

Será que volto a comprar sacos de aspirador aqui?


(e isto leva-me ao que é, ao mesmo tempo, reconfortante e assustador...)

domingo, 10 de junho de 2007

Custa é esperar...

Algumas pessoas, vindo aqui, talvez fiquem um pouco tristes com a minha conversa dos últimos tempos.

Preferia, sinceramente, que não fosse assim, e talvez não seja um consolo, mas acho que não é pior graças a vocês.

Tudo isto são fases, tudo passa e tudo volta.

Sinto-me atrasada em relação à vida

Parece-me que ando a marcar passo, a empatar tempo para chegar onde quero...
Mas como estou a percorrer um caminho de horas, dias e anos, não os posso saltar, passar à frente, escolher simplesmente o fast forward...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Les Poupées Russes


(roubada descaradamente à Joana)

Para achar a última é preciso abrir a primeira....

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Meio vazio/meio cheio

A minha vida processa-se em ciclos, nos quais fases melhores alternam com fases piores, que por sua vez alternam com fases melhores, e assim sucessivamente.
Suponho que não seja só a minha vida...

Desde Janeiro começou mais uma fase descendente, depois de um ano mais ou menos calmo.

Hoje, dentro do carro, a música aos berros teve pela primeira vez um efeito diferente. Senti uma certa paz, e pensei que enquanto os tiver por perto, e puder ir beber uma geladinha com tremoços e deitar conversa fora (porque nos sobra), está tudo bem.
E quase (quase...) não preciso de mais nada.

Preciso de manter os olhos bem abertos para conseguir ver sempre o copo meio cheio.

domingo, 3 de junho de 2007

Dos defeitos não tão pequenos assim

Há pessoas um pouco cansativas.
Consigo perceber porque sou uma delas.
Não consigo perceber porque não consigo mudar-me em tudo o que me fazia falta...

Discos pedidos...

"I wish I was a fisherman
tumbling on the seas
far away from dry land
and its bitter memories
casting out my sweet line
with abandonment and love
no ceiling bearing down on me
save the starry sky above
with Light in my head
and you in my arms

I wish I was the brakeman
on a hurtling, fevered train
crashing headlong into the heartland
like a cannon in the rain
with the beating of the sleepers
and the burning of the coal
counting the towns flashing by
in a night that's full of soul
with Light in my head
and you in my arms

I know I will be loosened
from the bonds that hold me fast
that the chains all hung around me
will fall away at last
and on that fine and fateful day
I will take me in my hands
I will ride on the train
I will be the fisherman
with Light in my head
and you in my arms"
Waterboys, Fisherman's Blues

Se me cantassem isto ao ouvido eu nem precisava de ter sono para dormir melhor....

quinta-feira, 31 de maio de 2007

E a sexta-feira é o dia mais alegre de toda a semana

Hoje é quarta.
Amanhã é quinta.
Depois de amanhã é sexta.

Na verdade, hoje é quase quinta, o que faz com que amanhã seja quase sexta.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Das distâncias #2

Há alturas em que dava tudo para poder esticar o braço e tocar algumas pessoas, para estar um pouco mais perto... mais à mão... para tudo e para nada.

(não é para isso que serve quem realmente importa?)

"Tive que vir para saber que não posso ficar...."

Em conversa com alguém que se encontra exactamente na mesma situação que eu soube, há dois dias, que a opinião era também a mesma...

Não deixa de ser curioso como nos sentimos mais seguros das nossas coisas quando são partilhadas...

Provavelmente

Aqui há dias pensei, pela primeira vez, que isto tudo poderá fazer algum sentido.

Houve uma altura em que tive que ir.
Sabia que o tempo aqui estava esgotado, e que a mudança era a única porta a abrir para que o futuro entrasse. Apesar disso, quando vi concretizada a minha partida, agarrei-me com todas as forças ao que gritava cada bocadinho de mim, despedaçada, porque ir embora era uma dor bruta, constante e pesada, que me esmagava o peito, que me sugava o pouco ar que conseguia respirar...
Não queria ir, mas sabia que era preciso: a eterna divisão...

Fui.

Metade do tempo que lá passei estive a sufocar, a afogar-me em mim própria, nas minhas memórias, na falta que tudo e todos faziam no meu dia-a-dia.
A outra metade foi passada a abrir os olhos e o coração, a pacificar, a acalmar.
A aprender pessoas novas e coisas velhas, tudo como bálsamos.

Para onde me virar, então, quando chegou a hora de decidir?
Não tive escolha possível, tive que voltar, e não me custou.

E hoje penso que tive que voltar só para perceber que talvez seja verdade: não acho que pertença aqui.

E quero ir, de novo, para onde não queria estar.

É minha vontade? É.
Quando lá chegar, vou achar que estava bem aqui?

terça-feira, 29 de maio de 2007

Eu não sinto

Enquanto escrevo isto penso que nem pensando em ti consigo chorar, já.
É normal, o tempo suaviza tudo, e essa ferida está menos aberta.

Se lesses isto talvez percebesses que todos atrofiamos, uns mais do que os outros.
E que todos temos um lado bom e um lado mau, que somos todos egoístas e mesquinhos de vez em quando, e que, ainda assim, podemos ser boas pessoas.
Que mesmo com os anos a passar, alguns de nós terão sempre atitudes catalogadas pelos outros como infantis e imaturas.
Que todos sofremos com a falta de alguém, que sentimos ciúmes mesmo quando estamos seguros, que duvidamos, e que perdemos, às vezes, a fé nos outros ou, mais grave, em nós próprios.
Ias perceber que ninguém sabe viver, apenas há pessoas que fingem melhor.

Talvez já soubesses tudo isto, ou se calhar não.
Sei que não te faria sentir melhor.
A mim não faz....
Sentir-te-ias menos sozinha?
Não sei...

Acontece-me às vezes, sonhar contigo

E, no sonho, vendo-te e ouvindo-te, não consigo acreditar que seja verdade.
Mesmo a sonhar há qualquer coisa que me impede de viver esse breve instante de proximidade como real.
No entanto, lembro-me perfeitamente de sentir um estilhaço no peito quando ouvi a tua voz.
A tua voz.....

Meu deus, como tenho saudades tuas.....

Não deixa de ser curioso que me tenhas aparecido exactamente quando senti que precisava de me libertar destas toxinas emocionais que me devoram por dentro, porque foi desde que foste embora que deixei de conseguir chorar.
Quando acordei estava já atrasada.
Apetecia-me continuar a dormir, para fazer de conta que estava contigo um pouco mais, mas havia o comboio...
Enquanto procurava alguma coisa para vestir encontrei uma das tuas t-shirts, vesti-a e, de vez em quando, ao longo do dia, passava a mão pelo tecido já gasto, como se te pudesse abraçar...

domingo, 27 de maio de 2007

Aos poucos vou percebendo porque insisto?

Depois de realizada a escolha, o desenrolar do tempo, como um novelo, mostra-me que estava certa, e que o investimento gigantesco que fiz para ir valeu a pena.
Não sei até que ponto isto é produtivo, porque sei que para a próxima vou sentir a mesmíssima dificuldade em dar o passo. Mesmo sabendo que o estar, depois, é fácil, e é bom.

Desliguei de tudo.
Isso é reconfortante e assustador ao mesmo tempo.

Reconfortante porque o permanecer ligada não cria nada de novo ou positivo.
Para que hei-de ausentar os olhos e o coração do meu corpo, se isso só traz dor?
É bom que fiquem juntos: já se conhecem.
Não se estranham...

Assustador porque me lembra o velho ditado que diz longe da vista...
E assim parece, quase, que nada importa e que tudo e todos são substituíveis.
Não somos todos?

Não sei porque insisto em tentar acreditar que não.
Sublinho o tentar, porque me agarro com todas as forças à ideia de que não somos, mas nem sempre consigo ter a certeza disso....

sábado, 26 de maio de 2007

O problema é que às vezes é mesmo preciso...

Mas depois é nisso que penso, em tudo o que tenho.
E penso que sou estúpida por achar que preciso de chorar quando tenho sorte.

Tanta sorte...

Lentamente

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não
ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem
não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do
hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não
conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o
negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um
redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos
olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um
sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da
sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de
iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não
responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Morre lentamente..."
Pablo Neruda, Morre Lentamente


Às vezes é assim que me sinto: a morrer lentamente.
Mais triste do que não ter amigos, do que não ter companhia, do que não ler, ver e ouvir, é achar que nada disto é suficiente, é não ser capaz de ser feliz assim, é o medo, o eterno medo da solidão.
(Ou será já ela própria?)

Não há muito tempo perguntaram-me se eu era feliz e eu respondi que não era infeliz.
Foi uma boa forma de escapar à pergunta. Ou talvez não.
O não ser infeliz é quase ser feliz. Nestes últimos tempos a balança inclina-se perigosamente para o outro lado e eu vou ter que conseguir equilibrar tudo: os pratos, os pesos, a tristeza e os risos, o que foi bom e o que é mau.

Seria mais fácil se conseguisse simplesmente chorar...

A noite, sempre a noite...

O tempo está esquisito, não chove nem deixa de chover, o céu não está negro nem cinzento, não se vêem estrelas nem lua, nem nada que valha a pena, na realidade...

Vinha para casa, a música no rádio, a minha cabeça feita claras em castelo a desabar, e a dada altura vacilei. Não virei na rua certa e fiz de conta que voltava, que não era aqui que ficava, que não era aqui que estava...

Às vezes não sei para quem ando a fingir.
Talvez o mais grave seja eu saber, no fundo, que é para mim própria, não acredito que engane mais ninguém.

Sei o que devia fazer, mas não quero fazê-lo.
Sei onde devia estar, mas não quero estar.
Sei tanta coisa que não serve para nada, porque ando a fazer de conta que o caminho está seguro à minha frente, e não o tenho conseguido ver.
Na pressa de acertar o passo tropeço nos meus próprios pés, e ando cambaleante só para não cair.

Se calhar mais valia o contacto bruto com o chão, em vez desta moinha que se repete desde que adormeço até que acordo, e desde que acordo até que volto a adormecer, e que parece não querer deixar-me respirar em paz.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

La Môme



Não tive oportunidade para trocar impressões sobre isto, mas achei que algumas coisas são um pouco confusas, muitas pessoas que aparecem sem saber de onde e uma cronologia nem sempre fácil de seguir.
Apesar disso, se não conhecia muito de Edith Piaf, depois de ver o filme fiquei com vontade de conhecer.

Que vida.......

quinta-feira, 24 de maio de 2007

O meu combustível são as pessoas

Eu, que escolhi estar mais longe delas...
Eu, que passo a maior parte do dia sozinha...

Eu movo-me a gente.

(ouviram?!)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

O diabo...

Curiosamente, seis meses depois, continuo a perguntar-me, sempre, sem excepções, porque continuo a obrigar-me a ir.
Às vezes, quando saio, percebo porquê.

Para compensar tudo o resto, hoje foi um desses dias.

terça-feira, 22 de maio de 2007

O melhor para o fim...

Há pessoas que me enchem de um carinho, de uma ternura inexplicáveis, de um amor sem limites...
E é um sentimento bom, seguro, pleno, que não precisa de correspondências a determinados níveis, nem de justificações.
Existe e pronto.

Tem de ser já...

A noite foi curta, e quando o despertador tocou o meu corpo emitiu sinais de alerta: é verdade que há dias em que devíamos ficar simplesmente a dormir, como se não houvesse vida além dos sonhos...
A custo saí do conforto em que estava, fui tomar banho e tomei o pequeno almoço, e acho que não devo ter aberto os olhos em nenhum momento.
Ao chegar à oficina percebi que não me apetecia estar ali, que preciso definitivamente de uma mudança, apesar de todas as coisas boas a que tenho direito por ser funcionária da empresa.
A manhã arrastou-se pesadíssima, e esperei ansiosa pela hora de almoço para poder voltar a casa, e ser reanimada por um café forte.
Mas a verdade é que não adiantou muito: arrastei-me novamente pela tarde fora.
No finzinho, mesmo, fui chamada pelos chefes: um bónus maior do que esperava pelos meus serviços e algumas mudanças anunciadas.
Fiquei contente, mas, tal como o café, não conseguiu reanimar-me...

Preciso, definitivamente, de uma mudança em vários sectores da minha vida.
Se fosse só um de cada vez seria, provavelmente, mais fácil, mas muitas coisas ao mesmo tempo sempre me baralharam.
Então respiro fundo e penso que tenho que encontrar a força que me está a escapar pelos pés de cada vez que vou correr.

E sei que a vou encontrar, e como sei disso o tempo custa mais a passar, porque era preciso que fosse já...

Não estou habituada a isto: tenho, ultimamente, dificuldade em pôr em prática as minhas tretas...

Baralhada?
Ligeiramente...

"a warning sign
i missed the good part then i realized
that i started looking and the bubble burst
i started looking for excuses

come on in
i've gotta tell you what a state i'm in
i've gotta tell you in my loudest tones
that i started looking for a warning sign

when the truth is
i miss you
yeah the truth is
that i miss you so

a warning sign
you came back to haunt me and i realized
that you were an island and i passed you by
when you were an island to discover

come on in
i've gotta tell you what a state i'm in
i've gotta tell you in my loudest tones
that i started looking for a warning sign

when the truth is
i miss you
yeah the truth is
that i miss you so

and i'm tired
i should not have let you go, oh

so i crawl back into your open arms
yes i crawl back into your open arms
and i crawl back into your open arms
yes i crawl back into your open arms"
coldplay, warning sign


Não sei o que tinha para dizer.
Sei que voltei a ter vontade de ouvir esta música em repeat mode, e as fases coldplay não costumam ser propriamente as melhores...

Também sei que sempre que tenho estas ressacas me lembro mais de ti.

E não era suposto...

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Amanhã, talvez...

E hoje sim, tenho novidades que não são novas.
Coisas para as quais olhei apenas de forma diferente.
Mas pesam-me os olhos, e o corpo pede descanso...

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Novidades???

Continuo com apetite, vi mais um episódio do Lost.

Fui correr.
Passei quase doze horas do meu dia contigo.

Pergunto-me para quê...

Dou por mim novamente à espera do golpe de misericórdia, e não faço a mais pequena ideia de onde irá cair desta vez.

terça-feira, 15 de maio de 2007

E novidades?

Troquei o blog pelo Lost: viciadíssima outra vez.
A preguiça domina em todos os campos: abandonei a corrida.
Acabou-se a falta de apetite e a capacidade para controlar o que sobrou: imparável a caminho dos 70? (deus ma libre...)

À medida que o tempo passou, a vontade de estar contigo foi caindo.
Se pensar nisso, não foi assim tanto tempo: ainda nem sequer passaram dois meses.
A mim tem-me parecido uma eternidade: os dias mais compridos do último ano.....

domingo, 13 de maio de 2007

Ah...

... e além disso, assim não me dói o domingo.

Não vale a pena afogar-me sozinha

E agora, que aqui fiquei, percebo que me soube bem.
Outras pessoas, outras conversas, outros dias e outras noites.
Quase como se fosse um sítio diferente daquele em que me tenho afundado nos últimos tempos...

Está na hora de olhar à volta, para cima e para baixo, perceber onde está a superfície e nadar para lá.

À procura de quê?


(daqui)

Parecemos cavalos cansados, em busca da própria sombra, e caramba! é tão raro cruzarmo-nos com ela...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

O mais depressa possível, por favor

Já quase nem me lembro da vida antes de cá estar.
Habituei-me depressa às viagens, às noites cheias e aos dias largos, às pessoas que me faziam já falta, à cidade, à minha casa... A tudo, posso dizer.

E agora, que passou mais de um ano, sinto uma coisa que ainda não tinha experimentado em todo este tempo: sinto-me sozinha.

Vejo gente, procuro contrariar a falta de apetite para (quase) tudo e forço-me a ir, a ir sempre...

Já não sei estar assim, só quero que isto passe...

terça-feira, 8 de maio de 2007

on/off

Não sou, de certeza, a única pessoa do mundo a achar-se diferente de todas as outras.
E, apesar de saber isso, quanto mais o tempo passa mais eu me acho, de facto, diferente.

É quase como se me tivessem instalado uma célula fotoeléctrica que reage à presença alheia. Estou sempre atenta, sempre ligada, sempre alerta.
E ainda não descobri se é melhor ser ou deixar de ser assim.

O meu lado romântico (e nunca pensei admitir, sequer, ter um...) acha bonito este amor pelos outros, assim mesmo, exagerado, sem limites.
O meu instinto de sobrevivência diz-me que é ridícula uma pessoa que está sempre ligada às outras, que as respira, que as toca, que vive delas, com elas, para elas.

Sem os outros nada do que sou faz sentido, e às vezes sinto-me uma construção suspensa no vazio, sem alicerces que me suportem.

E a verdade é que gostava de ter um pouco de paz, de poder carregar no botão onde se desliga a tal célula, nem que fosse por uns minutinhos....

Até porque acabo sempre por concluir que não há correspondência ou valorização possível para esta estúpida maneira de estar e de ser.
Se ninguém está a aproveitá-la, esta luz toda é um desperdício de energia...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Porque nunca chega o que temos....

É característica, esta vontade de estar sempre como e onde não estou...
Agora, que passei a fronteira, dou por mim a desejar com todas as minhas forças voltar à segurança morninha em que estava antes destes passos...

Não estou arrependida, o que se passou devia ter-se passado, para evitar os famosos "ses".
Eu é que tinha que ter sabido educar melhor o monstro que alimentei...

domingo, 6 de maio de 2007

Pequena dúvida #3

Quando começamos a ter medo que acabe, é sinal que já acabou?

"Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".
El viento de la noche gira en el cielo y canta.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces, ella también me quiso.
En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Como no haber amado sus grandes ojos fijos.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.
Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.
Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.
Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.
Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta de haberla perdido.
Aunque ésta sea el último dolor que ella me causa,
y éstos los últimos versos que yo le escribo."
Pablo Neruda, Puedo Escribir Los Versos Más Tristes Esta Noche

memória

e agora fecho de novo os olhos...
queria esquecer-me do cheiro entranhado na pele, da pele entranhada no corpo, do corpo entranhado em mim.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

eu e a minha grande treta

digo que tudo está bem se me parece bem
encaro com calma as tempestades à minha volta e elas passam
aceito o que o destino me traz sem reclamar
gosto das pessoas que chegam e sofro quando as vejo partir, mas tento não o mostrar (que estupidez....)
se não posso mudar o que não me agrada, não penso mais nisso
se tenho dois caminhos e só posso escolher um, então vou sem olhar para trás
e se tiver que escolher entre o fazer e o não fazer, escolho não ficar a pensar em como poderia ter sido

estou pronta para escrever um livro de auto-ajuda, e devo ser a minha primeira leitora
(o que quer que isso signifique)

domingo, 29 de abril de 2007

esquissos

o meu coração é um livro velho
nas páginas amarrotadas escreve-se a tinta permanente
um caminho cheio, feito de pedras desalinhadas
onde caminham pessoas, muitas pessoas, gente
um caminho feito tantos destinos, tanta música sumarenta
um caminho que se ri risos vibrantes, jovens, coloridos

o meu coração é um mapa de papel vegetal
em cada estrada esboçam-se escolhas, e os dedos percorrem cada uma delas
devagar, como se fossem pele, quilómetros de ti para navegar

o meu coração é um banco de jardim
uma flor, relva e plátanos
tu chegas, sentas-te, encostas-te
abres o livro que trazes para ler
e é um livro velho, de páginas amarrotadas
onde desenhas mapas que te perdem de mim

em carne viva

há pessoas que se tatuam em nós, que nos marcam a pele e os músculo por baixo

no momento em que nos deixam, o barulho da carne a rasgar-se do osso materializa-se dor crua, fria, insuportável

c'est la vie...

À medida que o tempo passa noto uma dificuldade cada vez maior no regresso.
A tudo.
E não quero explorar este sentimento, continuo na ilusão de que as coisas se tornam mais reais depois de escritas...



De qualquer forma não há nada a fazer, é tal e qual como se descreve na imagem...

A caminho....

"Quando olho para a frente assusto-me.
Penso no que vivi, no que ouvi, no que senti, no que aprendi e no que sei, e percebo que os passos que me esperam são bem maiores do que as minhas pernas...
Falta-me ainda o mundo...
Inteiro."

25.04.2007

...e é uma vida boa...



se fechar os olhos consigo esquecer-me de quanto tempo passou e julgo que estive longe, muito longe uma vida inteira...

sábado, 21 de abril de 2007

Até já.

O saco está pronto, as sandes feitas, os mapas à mão e o carro preparado.
Tenho vontade de ir. Muita.
Por mim e por elas.

E se quero deixar-te para trás, ao mesmo tempo não quero, acho que ainda é cedo...
Mas não é.

E eu não tinha saudades desta luta interior.... Nenhumas.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

O tempo passa e eu escrevo novelas

De forma egoísta penso que estive.
Ri e tentei fazer rir, falei a sério quando foi preciso.
Ouvi muito.
Brinquei.

Toquei, mas não te consegui tocar.

Também de forma egoísta penso que podias ter sido feliz com isto, se tivesses tentado...
(e eu?)