domingo, 10 de outubro de 2004

Não sei como me lembrei disto

Acordar com um grupo bestial, numa casa perdida em pleno Parque Natural Peneda-Gerês. Pôr aos berros aquela música que começa com "Bom dia, comunidade!!!" dos Tribalistas, enquanto se toma um pequeno almoço simples, de torradas quentinhas e leite com café acabado de fazer...
Estes dias não têm como começar mal!
São estes momentos que dão cor à vida...

Já???

Impiedoso, voltou o senhor das chuvas, do vento, do frio que se entranha...
O sol às vezes falha, o calor não vem sempre que o esperamos, mas este não falta nunca aos seus compromissos...
Agora sim, podem começar a acender-se as lareiras.
Sabem bem nas noites em que podemos ficar indefinidamente a ler à sua frente, com uma boa música de fundo e um chocolate quente ao lado.
Hoje vou dormir com mais um cobertor, e também já tirei o casaco do armário.

Que pena ter de o vestir cedo amanhã...
Para uns o fim de semana acaba hoje. :(

sexta-feira, 8 de outubro de 2004

Memória fotográfica

Olhares cruzam-se com imagens, forjamos acontecimentos, pessoas e sentimentos.
Como num filme mudo, tudo em câmara lenta...
A vida que levamos, os sorrisos que recordamos, os sonhos que gastamos no quotidiano certo e previsível dos horários apressados, sempre atrasados.
O que é que importa?
Peneiramos o sol e ficam estes raios etéreos, leves e soltos, quase bem definidos.
Mas depois vamos lá e não somos capazes de os agarrar, ao abrir a mão ela está vazia.





A memória é esta máquina fotográfica: focamos, aproximamos e ultrapassamos a distância focal, tentamos ver tudo com grande angular e restringimo-nos às teleobjectivas...
E queremos sempre mais e mais tempo de exposição...
Os acontecimentos acabam por ficar assim: desfocados...

quinta-feira, 7 de outubro de 2004

conselho:

não venham cá

conclusão

sou uma agarrada

Bitter Sweet

Agora fico sempre na dúvida: ganhei ou perdi?
Seja como for, perdi.
Claramente.
Já devia saber que estes jogos acabam assim, por algum motivo são infantis...

Tenho estes momentos em que te vejo outra vez.
Não sei se sou eu que fico lúcida ou se apareces realmente.
Sei que nessas alturas as cinzas são avivadas pelo vento norte, e o gajo que mora à esquerda reclama. Quase dormia, pá, acordá-lo para quê?

É que nada vai ser diferente, a vida continua.
Há o tempo que tem que se gastar porque não dura até amanhã, há estas coisas com que temos que nos ocupar, em que temos que pensar, às vezes só mesmo para não pensar...
Contra-senso?
Há esta distância, que já não vai encurtar.

Passo a passo vai-se fazendo caminho, tenho que desaprender o que fica para trás, tenho que arranjar uma contractura, uma rigidez cervical que me impeça de me voltar para olhar. Isso é que dói, não é mais nada. Não é o presente, nem o que nele se encerra. O que dói é o que vejo quando olho para lá, para o passado.

Nota: passado - que passou. Simples.

quarta-feira, 6 de outubro de 2004

Jogos Infantis II

amanhã renovo a espera, ou amanhã é um novo dia...
(não é tudo a mesma coisa?)

podias salvar-me, sabes?
(estou a estragar tudo porque)
quase estou à espera que o faças
(come over cause it's not too late)

00:00

"Looking out the door
I see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations
As their shoes fill up with water

And maybe I'm too young
To keep good love from going wrong
But tonight, you're on my mind so
you never know

Broken down and hungry for your love
With no way to feed it
Where are you tonight?
Child, you know how much I need it.
Too young to hold on
And too old to just break free and run

Sometimes a man gets carried away,
When he feels like he should be having his fun
Much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that, really,
He has no-one...

So I'll wait for you... And I'll burn
Will I ever see your sweet return,
Oh, will I ever learn?
Oh, Lover, you should've come over
Cause it's not too late.

Lonely is the room the bed is made
The open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one
Who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep
That won't ever come
It's never over,
My kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over, all my riches for her smiles
when I slept so soft against her...
It's never over,
All my blood for the sweetness of her laughter
It's never over, she's the tear
That hangs inside my soul forever

Oh, but maybe I'm just too young to keep good love
From going wrong
Oh... lover you should've come over...

Yes, (I) feel too young to hold on
I'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind
To see the damage I've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love I'm waiting for you
Lover, you should've come over
'Cause it's not too late."
Jeff Buckley - Lover, You should've come over

nota: obrigada Claire Lunar, por teres despertado a curiosidade que me levou a descobrir Jeff Buckley. Também para isto servem os blogs.

terça-feira, 5 de outubro de 2004

de que vale o tempo?

faltam 24 minutos

Em vão

É até à meia-noite que espero.
Depois vou tomar um banho quente, e vou lutar contra as insónias, os sonhos agitados, os acordares sufocados.
Lutar não rima com dormir, pois não?
Se calhar é por isso...

Defeito III

Tudo aquilo que são facilidades para a maioria das pessoas eu transformo rapidamente em dificuldades.

Simples

É tarde. Já viste como o tempo se apressa quando desejamos que ele reduza para segunda e vá em velocidade de cruzeiro?
Fiz a viagem depressa demais, como sempre. Gosto de a fazer assim, a esta hora, sem movimento, como se fosse eu a única pessoa do mundo.
E à chegada descubro que não sou.
Que não quero ser.
Que para além de mim há gente aí fora.
Que para além de ti há mundo para ser corrido.
E chego, agarro-me a coisas pequenas, sem significado, às coisas que não existem mas que eu quero desesperadamente tornar reais.
Agarro-me a conversas banais, a pequenas piadas, a brincadeiras inocentes.
Agarro-me a tudo porque não quero cair mais.
É só isso.
Tão simples, não?

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

Jogos Infantis

como eu

Não deixa de ter piada este braço de ferro em que me especializei, e que jogo ocasionalmente com as pessoas de quem gosto.
Às vezes elas sabem, e jogam também.
Outras vezes não se sabe se sabem, o que faz com que a dificuldade aumente, porque se fica sempre na dúvida...
Estou há uns bons tempos em campo.
A disputar a última categoria, o que me parece injusto porque perdi a prática...

Já me esqueci quando foi a última vez que soube alguma coisa tua.
É o dia-a-dia que passa, os momentos adiados, as horas impróprias.
Curioso como há esta borrachinha branca e eficaz chamada tempo. Chamada distância. Chamada as duas coisas juntas, como um nome e um apelido.
Assim, os dias passam mais leves enquanto esta lembrança dorme sossegada. Mas depois, quando alguma coisa a desperta, percebo que a superfície sob a qual ela se oculta ainda é fina, e frágil, porque me estala de novo no peito...




Preto no branco.
Músicas perdidas.
Cores que se consomem nos fogos da noite.

domingo, 3 de outubro de 2004

E tu sabes...

Que também eu queria a dita força, e também eu a procuro na almofada.
Tembém eu preciso de um banho de realidade, o que quer que a realidade seja.
Tembém eu me sinto uma farsa...
Não para ti....

Por tu existires, aqui...

"...este começo. A vida partida do nada. A vida partida ao meio. O antes, O depois. Eu. E o eu leva-me às reticências. (...) Lembras-te de quando te conheci? "E o mundo anda às voltas" Eu conheci-te nesse dia. E o mundo deu ainda mais voltas, e que voltas... Quase estou tonta. Quase me inspiro na própria alma. E, em momentos, quase procuro a minha. É a tal busca... É o novo começo. Queria a dita força, que todas as noites procuro na almofada. Preciso de um banho de realidade. Sinto que sou uma farsa. A farsa. Mas não para ti, não para quem escrevo. Queria fazer das tuas as minhas palavras: "Só isso..." e "o abraço", sabes? Desculpa o teu blog por tudo que me faz ler. Pela tua vida que, às vezes, quase parece ser a minha.
Eu existo, eu existo aqui"

Fui eu que quis fazer das tuas as minhas palavras, e espero que não me leves a mal.
De mim para ti, de ti para mim, porque há coisas que, tenho a certeza, só nós sentimos, só nós sabemos assim...
Mas sabes, às vezes, quando olho para ti, sinto uma dor cá dentro e ao mesmo tempo uma paz, e sei que vêm ambas de tudo o que atravessamos, hoje e há dez (ou mais!) anos atrás, e em todos os momentos deste entretanto...
E depois a paz subsiste, eleva-se e domina, e sei que é por isso: por tu existires. Por tu existires aqui.
Por isso te dei este endereço, porque sabia que, melhor que ninguém, saberias chegar ao que sinto, por trás de cada palavra que escrevo... E por isso te peço desculpa. Gostava que encontrasses aqui um conforto, e não o espelho da tua vida...
Ainda que seja, talvez, uma covardia dizê-lo aqui, porque não sei se já te disse com todas as letras, adoro-te! Sempre. Aqui ou noutro sítio qualquer, hoje e daqui a todos os anos que estiverem para vir. Acho que às vezes guardo demais o que sinto, e deixo passar e perderem-se coisas importantes.
Não quero que aconteça contigo.

sábado, 2 de outubro de 2004

É por estas e por outras...


... que vou dormir...

Nota: imagem daqui

sexta-feira, 1 de outubro de 2004

Olhos
Urgentes
Tocaram
Um
Beijo de
Riso
Ondulante

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Percebes?

em ponto morto não se sobem escadas

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

Serviço de Voicemail - você chegou à minha caixa postal

Aguardei com uma certa ansiedade a chegada da noite.
Ouve, tu costumas cá vir?
Liguei-te. Hoje liguei-te.
Desse lado ouvi chamar, chamar, o meu telemóvel chamava por ti, e não sei se ouvias, se não ouvias, se dormias ou se sentias ao menos uma vibração no ar.
Tocou, chamou, berrou... E no fim, nem se ouviu a voz da senhora a dizer que não podias atender, para eu tentar mais tarde ou deixar uma mensagem a seguir ao sinal sonoro, e carregar no asterisco quando terminasse este monólogo incansável, que preenche o vazio do teu silêncio. Caramba, pá! Logo hoje que precisava de contacto humano, tinhas a senhora fora de serviço!
E depois abri estas janelas que simulam um mundo.
Vimos cá, olhamos para a frente como quem espreita novidades, do outro lado é zeros e uns, mas nem os vemos. Nesta vontade de mais contactos criam-se figuras, textos, fotografias, letras e mais letras, música e filmes e, vê lá tu... até pessoas!!! Sim, até pessoas esta coisa simula, como se elas existissem mesmo. É fixe, já experimentaste? Elas respondem mesmo, não é bem como aquela coisa de falar sozinho, enquanto do outro lado a senhora do telemóvel só espera que a gente carregue no tal asterisco... Estas pessoas quase que existem! Despertam estes sentimentos, e a gente ri-se, preocupa-se, e pensa nelas às vezes quando está no trabalho... Será que fulano está melhor da gripe? Será que sicrano conseguiu despachar aquele problema na Faculdade? Incrível, não é? Parece mesmo que são reais!
No fim de tudo isto podemos dormir mais acompanhados. Antes disso faz-se justiça àquela piada que circulou a net: abre-se a caixa do correio (também ela, obviamente, virtual) e sorri-se porque chegou um mail, mais alguém se lembrou de nós: um vírus replicou-se directamente para o nosso computador.
Brutal, durmo hoje muito melhor, não me sinto sozinha!
Vês? Não faz mal não teres atendido.
Não faz mal eu nem sequer ter ligado.
Não faz mal tu também não ligares, nem faz mal não chegarem cá mensagens tuas e eu não saber absolutamente nada do que são os teus dias.
Não faz mal tu não saberes nada dos meus.
A vida está repleta destas oportunidades.
Sem dúvida muito mais sentidas, vividas...
Sem dúvida muito mais reais.
*

Dia cheio, esgotado.

Dia cheio.
Caras, expressões, sofrimentos, olhos, sentimentos, sorrisos, mesmo assim tristes... Um desfile interminável que esgotou o dia antes que ele chegasse ao fim.
No caminho para casa senti a tua falta.
Abrandei, olhei para as estrelas na busca silenciosa de um caminho que me levasse até onde estás.
Mas lá estava ela, a lua.
Gorda e cheia, senhora da noite.
A sua luz ofuscou tudo o resto e deixou apenas iluminado o caminho que todos os dias me traz aqui... e que me deixa longe... cada vez mais longe.

O medo só traz mais medo...

Desde que me conheço, tentei educar-me, se se pode dizer assim, para valorizar, acima de tudo, a amizade. Quando digo acima de tudo, digo acima de tudo mesmo. Sim, há a família, mas também ela é uma forma de amizade, da mesma forma que alguns dos nossos amigos são como se fossem família. As fronteiras esfumam-se, os laços estreitam-se, gostamos incondicionalmente daquelas pessoas.
Do amor prefiro não falar... agora, pelo menos.
Habituei-me a fazer pelos meus amigos aquilo que gostava que eles fizessem por mim. Muitas vezes dei-me demais, sim, e às vezes não correu bem... Não se acerta sempre... Fiz milhões de asneiras que gostava de ter evitado, e magoei as pessoas de quem mais gostava, como toda a gente, suponho. Mas é curioso ver que apesar disso há aquela mão cheia de pessoas que vai ficando. Apesar das desilusões, dos tombos, ou simplesmente das distâncias que a todos os níveis nos separam, e que desaparecem quando nos juntamos de novo. Essas valem a pena. Essas compensam todas as outras em quem se investiu afecto, noites mal dormidas para dar colinho, olhares e palavras que se julgaram especiais, e que no fundo se perderam.

Para que servem as coisas que só nós lembramos?

Tinha razão em ter medo.
Ou talvez o medo seja a causa da minha razão.
Nunca vou saber...

terça-feira, 28 de setembro de 2004

Linear

As pessoas em relação às quais desenvolvemos as mais altas expectativas são as que mais nos desiludem.
E de quem é a culpa? Delas ou nossa? Há culpa?

Só isso...

E de noite veio o vento. Não era um vento agressivo, frio e desconfortável. Era um vento com personalidade, agarrava-nos com força, envolvia-nos com o seu abraço fresco e sufocante, levava-nos de volta ao Verão, às noites de praia, do tempo do liceu, em que se ficava no paredão até às tantas em conversas leves e soltas.... Este era o vento que trazia a lua cheia, gorda, sumarenta, um vento que abanava a rede vazia.
Fui à varanda e olhei à volta, para as árvores que sussurravam segredos umas às outras, para a igreja que se vê lá no cimo, para a rede que se agitava sozinha.
Hoje apetecia-me dormir nela, e apetecia-me um abraço. Só um abraço.
Que me protegesse do vento, que me adormecesse em silêncio...
Que estivesse ali.
Só isso....

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

Mimadinha

Desde pequenina que as separações me assustam mais do que qualquer filme de terror, mesmo que sejam curtinhas. Era uma miúda insuportável, a minha mãe não podia estar a mais de 50cm de mim que eu desatava num berreiro. As minhas irmãs gozavam comigo à brava por causa disso. Tendo noção do ridículo armava-me em forte e pedia para passar uma semana fora, com uma prima, mas ao segundo dia tinha dores de barriga insuportáveis, e dores de pernas, e dores de tudo o que pudesse materializar a dor que tinha na alma, e que me fazia chorar desalmadamente, com saudades dos meus pais.
Uma vez fui com a minha mãe dormir a casa de uns amigos e durante a noite agarrei-me à carteira dela, sabia que não ia para a rua sem ela...
Não sei de onde veio este pavor, não me lembro de nada que o explique e acredito que não haja mesmo explicação.
Agora cresci (será?), as distâncias físicas e temporais não me incomodam se tiverem um prazo... Mas tudo o que percebo como definitivo traz de volta o mesmo sentimento de perda e de abandono, uma tristeza infinita que só o tempo apaga, e às vezes a muito custo.

Demoro 10 minutos daqui à casa nova da minha irmã.
Ela hoje já cá esteve.
Provavelmente, vou vê-la quase tantas vezes como se ela ainda aqui estivesse.
Qual é o problema, então???

Pois, eu sei: a resposta está no título...
E sim: sou a mais nova.

domingo, 26 de setembro de 2004

Sustos

E de repente, ao sair do escritório para o hall de entrada, vi-os: malas, sacos, caixotes.... A minha irmã estava ali empacotadinha, pronta para ir embora, e só me apetecia abraçar toda aquela tralha e não largar mais... E claro, lá veio o chato do nevoeiro!

Perfeito



sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Receita

Falta de sono, horários completamente trocados, stress, cansaço acumulado, montes de trabalho, tudo para tratar nas últimas, à boa maneira portuguesa.... A receita certa para um mau-humor que vai daqui até ao último planeta do sistema solar e volta.
Parada dentro do carro à espera da minha mãe, completamente piursa porque ela tem carta mas não conduz, e eu tenho que servir de motorista mesmo que não me dê jeito, via os carros passar mais depressa que os minutos. Tinha um livro para me entreter (os quartos de hora dela esticam-se sempre, não percebo o fenómeno), e toda a gente que passava olhava para mim, só me apetecia atirar-lhes o livro à testa: "Estão a olhar para onde?!". E então, na janela de um carro, um miúdo, quatro ou cinco anos, ar reguila, olha fixamente para mim. Retribuo o olhar, sem mudar de expressão e ele, surpreendentemente, sorri... Tentei, mas não consegui evitar: sorri também.

Adenda: é mentira, não tentei nada!

Estamos sempre a aprender

Eu sei que me repito infinitamente aqui, e por isso peço desde já desculpa a quem se dá ao trabalho de ler isto, mas algumas coisas precisam mesmo de ser reforçadas, a ver se entram nalgumas cabecinhas...
O Aguarela Temperamental é um excelente blog: combina as confissões mais intimistas da sua autora com comentários ao que se passa no mundo à sua volta, numa mistura que resulta mesmo bem. As suas cores encaixam perfeitamente umas nas outras, revelando uma sinceridade comovente e uma doce generosidade, bem como ternura, carinho e sensibilidade fora do comum, e, como se não fosse já suficiente, tem uma inteligência arrebatadora e bem-humorada que o transforma num dos mais deliciosos blogs que já li até hoje. Genial, portanto.
E para rematar tudo isto, qual cereja no topo do bolo, é o teu blog!!!

Já sei que vens agora com essa conversa de que sou parcial, e tal e coisa....
Sim, claro que sou parcial. Mas tenho a certeza de que gostaria do teu blog mesmo que não te conhecesse, o que não acontece com outros (como este, por exemplo...)

Tira essas letras pequeninas e enche-te de orgulho! É mais do que justificado!!!
(e aproveita, ao tirar as letras pequeninas, e tira também o meu dessa lista, está um pouco deslocado...) ;)

Recadinhos





Amanhã, por esta hora, casa-se a minha irmãzinha mais velha.
Acho que nem tive tempo para pensar no assunto e ainda bem.
No meu habitual egoísmo penso que vai ser estranho deixar de a ter por casa, que vai haver espaço vazio que não fazia falta assim, que é menos uma pessoa para aturar os meus ataques de mau humor...
Mas além de tudo isso, e sabendo que com o tempo nos habituamos a (quase) tudo, quero que ela seja feliz. Não é pedir pouco, por isso não posso dizer "só isso"...
Ah! E apesar de ela não saber que eu aqui escrevo, deixo dois recadinhos (que já dei pessoalmente, para variar!):
Zezinho, fazes a minha maninha feliz ou fazes ou preparativos para a grande viagem.
Meninos, quero um sobrinho!!!! Rápido!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2004

De volta...




...e em grande!!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

Voltei

Afinal talvez possa ainda hoje ser repetitiva numa outra dimensão, que não a das fotografias, a dos Calvins ou das letras de músicas, que se sentem sós como nós, porque aqui cai tudo no vazio do azul. Que dizem que é de onde cai a morte...
É nestas alturas.
Quando estou mais descansada.
Quando estou a pensar em qualquer coisa boa.
Quando me distraio...
Lá vem aquela sombrinha esconder-me o sol, aquela mãozinha fria apertar-me o coração, aquele mar tentar sair-me dos olhos.
E isto tudo até quando?
Alguém sabe?
Até quando???
Xiça...

A falta de inpiração combinada com a vontade de postar qualquer coisa...

Que cores são estas?

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

Bom Conselho

"Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade"
Chico Buarque

Tenho vindo, nos últimos tempos a descobrir a música brasileira, a boa música brasileira.... Mas não só a música: a poesia, as palavras, as letras em perfeita harmonia com as notas que as rodeiam... Os bons conselhos...

Falta agora aprender a segui-los.

sábado, 18 de setembro de 2004

Sentiste?





Estive à tua beira....

Eu senti-te.

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Janela aberta





Já há muito tempo que não abria esta janelinha através da qual comunico com vocês que aqui vêm, e comigo que aqui venho às vezes também à minha procura, sem ter alguma coisa já pensada para aqui deixar... Tenho evitado ceder aos primeiros impulsos...

A vida vai andando e há coisas curiosas:
A mesma distância que me destrói por dentro quando é recente, acaba por me trazer a paz quando se prolonga. Não sei explicar isto, mas isto explica, naturalmente, todo o medo que tenho quando a proximidade se volta a aproximar.
A ocupação do corpo implica ocupação da mente, e com estes dois entretidos, o coração já não tem tempo nem companhia para os disparates habituais.
O tempo vai tratando das feridas abertas melhor do qualquer médico. Valerá a pena continuar a estudar? Pois, já sei.... há as outras, as outras feridas....

Fim de semana à porta, muito com que ocupar o corpo, o que resta do meu cérebro e, o meu lindo coraçãozinho. Espero que não só por arrasto...

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

E eis que outro chega ao fim...

Não podia deixar de escrever que tenho pena.
Gostava do Cais da Ribeira quando comecei a ler blogs, e embora nos últimos tempos já não houvesse muito movimento de barcos de papel, continuei a ir lá, na esperança de que renascesse.
Além disso, a Paula foi a primeira pessoa que comentou posts meus.
E eu nunca consegui comentar os dela porque não consigo aceder ao seu sistema de comentários. Acho que tenho um problema qualquer com o Java, o que quer que isso seja....

O Cais da Ribeira morreu.
Dito pelas palavras da Paula.
Pelas minhas digo que vou sentir falta.

terça-feira, 14 de setembro de 2004

Este blog está tão inchado, mas tão inchado.......

Hoje cheguei ao meu blog e não o reconheci.
Não sei bem explicar porquê, é quase como um ar diferente, fora de sítio, qualquer coisa que estranhei, um cheiro a não sei quê que senti involuntariamente.... Enfim: não percebi o que se passava.
Mas depois segui-o onde sempre me leva, nos seus passos confiantes de todos os dias.
Agarrou-me a mão como um miúdo, quando nos puxa para vermos o último dos seus desenhos...
Neste caso a Aguarela...
A minha Aguarelinha está a crescer, sem fronteiras, cada vez maior neste espaço da blogosfera.
Imagino como estará orgulhosa....
Sei como eu estou, e sou!, uma madrinha babadíssima!!!!

Completamente fora!

Olha lá... E se te despachasses?
Estou farta de esperar!!!
Bolas! Se não encontras o tal cavalo podes vir a pé, o importante é que venhas!
Percebes?....

Pequenina nota de rodapé (sim, como se estivesse a dançar) (sim, estou cheia de piada, hoje, deve ser por ter adormecido e não ter estudado nem metade do que devia...): devo ser a pessoa que mais links faz para os seus posts. Ai já tinha falado nisto?...

Outro...

Este é um bocadinho diferente dos testes estúpidos que costumo deixar aqui.
Um excelente passatempo, tirado daqui.
(como se eu não tivesse já um excelente passatempo chamado Harry)


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domingo, 12 de setembro de 2004

Catendé

Esta música é daquelas que vêm de mansinho, que nos enchem de um sentimento leve de paz, de que alguma coisa boa está para acontecer...
Faz bem à alma.

"Meu catendé ... (?)

Varre a voz o vendaval
Perdido no céu de espanto
Meu barco fere a distância
No disparo da inconstância
Me encontrei sem me esperar
Quanto mais o tempo avança
Mais me perco neste mar
E no rumo do segredo
Caminhei todo o caminho

Ei lá
Maré Brava Maré mansa
Ei lá
Vou na trilha da esperança
Ei lá
Vou no passo da alvorada
Ei lá
Mar amor enamorada

De segredo e de procura
Fiz do medo o meu amigo
E de força sempre pura
O meu canto se encontrou
E no fim da jornada
Vi meu canto crescer
Há tanto escuro na estrada
Esperando o sol nascer
Vou cantar pela vida
O meu canto de amor
Há tanta dor escondida
Tanto canto sem cantor


Ei lá Ei lá..."
Figueiredo, J.C./Pinto, A.C./Tavares, I.

Não conheço mais nenhuma versão, mas recomendo, sem qualquer dúvida, esta:
Vinicius de Moraes con Maria Creuza, Maria Bethania e Toquinho
Ao Vivo En La Fusa


Andava já há imenso tempo com vontade de deixar aqui a letra desta música. Há coisas que não percebo bem (se calhar por falta de "cultura brasileira"), por isso peço desde já desculpa por falhas prováveis. Não consegui encontrar a "original" em lado nenhum.
E já agora, se alguém encontrar a letra, ou, melhor ainda, a tablatura.... Agradeço! :)

Be careful...

Os desejos são uma coisa estranha.
Silenciosamente, vão aparecendo devagarinho, levantando a ponta do lençol, entrando dentro de nós sem nos darmos conta até se apoderarem de tudo.
Depois bem podemos tentar expulsá-los com um "XÔ!" bem forte, mas não adianta absolutamente nada, e se não queremos desejá-los ainda é pior, mais se enraízam, mas fortes se tornam, mais saudáveis crescem. Autênticos parasitas dos nossos sonhos, é a minha opinião.
Mas há situações graves, em que nós próprios desejamos que os desejos surjam, vamos-lhes dando de comer, deixamo-los dormir nas nossas camas, queremos que cresçam, que se avolumem, que se materializem e se tornem realidade. Estranho processo, também esse.
Dou por mim a querer desejar que este sentimento se realize, a toda a força. Antes mesmo de concretizar o desejar, quero concretizar o desejo. Será isso possível?
E faço-o de uma forma egoísta, quero que este desejo se imponha ao outro que cá está, que o diminua, que o amasse até ele não passar do chão, que o faça evaporar-se completamente, como o álcool quando o deixamos destapado. "Ah... Estava aqui alguma coisa?" Pois, isso mesmo.
E não me interessa que este desejo não seja construtivo.
Dou por mim a pensar que prefiro sofrer pela (quase certa) não realização da novidade do que pelo uso desgastado da relíquia que me persegue.
XÔ!!!!

sábado, 11 de setembro de 2004

Analgesia??? Tretas!

Como gostava eu de ter uma profissão que ajudasse no alívio das dores como tantas vezes prometem anúncios de analgésicos na televisão, nas revistas, nas montras das farmácias, e por aí fora... "Alívio rápido da dor"...
Tanto estudo, tantos testes laboratoriais, tantos ensaios clínicos, tanta treta...
Continuamos imersos nelas, nas nossas dores.
E como parecem físicas..... anginosas, até.

quinta-feira, 9 de setembro de 2004

Verdade IV

"Escrever, reflecti, deve ser um acto despido de vontade. A palavra, como a profunda corrente oceânica, deve subir à superfície impelida pelo seu próprio impulso."
Henry Miller - Sexus

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

E ainda assim....

... partilho as FAQ's do Bruno...

E se calhar podiam acrescentar-se outras, mas fiquei bloqueada nestas quatro que ele fez, principalmente na última, que me deixou a pensar...
Será incompatível ter um blog e uma vida ao mesmo tempo?

Será que ninguém pensou ainda fazer um blog só com FAQ's sobre esta coisa que são os blogs, as relações que se estabelecem a partir deles, os sentimentos, os pensamentos, a forma como eles se imiscuem nas nossas vidas e depois não querem sair, por mais que se tente???

terça-feira, 7 de setembro de 2004

Há seis meses...

..comecei a deixar aqui as minha lembranças...

adoro fazer links para o meu próprio blog...

Percursos

Saí em busca de mim própria e acabei por me perder. Esqueci-me que de noite devemos sempre ter um mapa... Então, sozinha, gritei por ajuda, chorei por alguém que me viesse buscar... Esperei, tremi de frio e de medo, ouvi as árvores em sussurros e não percebi o que diziam, e ao longe os animais segredavam palavras incompreensíveis...
E aos poucos, ali sozinha no meio de mim própria, fui percebendo a mensagem: não há ninguém que me possa ir lá buscar para me entregar ao que de mim perdi. Há coisas que só nós sabemos nossas. Há coisas que só nós podemos encontrar.
Para isso, menina, não adianta chorar e espernear, ficar sozinha aos gritos por alguém, e tentar encontrar respostas em línguas estranhas...
É preciso levantar, sacudir o pó da saia e sair... continuar a sair à procura.

Trovoada

À noite o céu fechou-se, e a lua lá atrás estava linda... Mas aos poucos as nuvens reuniram em conferência, e a conversa não correu especialmente bem, porque acabaram por se exaltar, e os encontrões que deram umas às outras ecoaram pela terra despertando até os surdos (como eu!) do seu sono... E do céu vieram também pedras, pedras grandes, atiradas pelas divindades aos humanos: não somos mais fonte de inveja com as nossas vidas, o nosso dia-a-dia-a-dia-a-dia-a-dia, igual, repetido como uma cantilena monótona... Pedras frias, de gelo, para ver se acordamos deste torpor que nos envolve e começamos a olhar à volta, a reparar que há a estrada que vai dar ao mar, que há sapatos para calçar e caminho para andar...
A vida, essa não se faz sozinha. Precisa de nós.

domingo, 5 de setembro de 2004

Acorda para a vida!

Os amigos não se diluem na chuva como a terra molhada, quando vem o Inverno.
Os amigos não caem como as chamadas, quando há pouca rede.
Os amigos não marcam viagens para Marte, só de ida, sem volta.
Os amigos estão aí, onde sempre estiveram.
Essa é a vantagem dos amigos em relação aos amores: não desaparecem, não morrem.
A paixão até pode esmorecer, mas eles estão sempre lá. Vão estar sempre.
E se quisermos abrir os olhos, isso é tão claro como os relâmpagos que riscam os céus por estas noites.
As pessoas crescidas não têm ataques de estupidez destes.
Não conheço nenhuma que tenha tido.
Só eu.... que (pelos vistos) não sou crescida...

Traidores

"Os olhos são os maiores traidores de palavras que conheço"

Sim, também eu evito olhar quando falo das ausências, mas ao que parece já nem isso serve para esconder o que sinto (porque o que penso é diferente!).
O meu olhar é seguido, e quem o segue já sabe que encontra nele mais que todas as minhas palavras. E na verdade nem são assim tantas....

sábado, 4 de setembro de 2004

Entretanto O Bisturi desapareceu do mapa (eu pelo menos não o consigo abrir), e o último post que "li" tinha umas imagens, sem dúvida violentas, sobre este mesmo assunto: o aborto. A discussão nos comentários já nem civilizada se podia chamar...
Não sei se é esse o motivo do desaparecimento do blog, mas, seja como for, fico com pena.

Caramba...

E desta discussão toda, tenho apenas duas coisa a dizer: o Luís disse tudo: "A questão do aborto é uma questão de mulheres grávidas".

Acho uma grande hipocrisia a proibição da entrada do Borndiep no porto da Figueira (como em qualquer outro, aliás!). Mas também.... não é com estas hipocrisias que temos vindo a ser governados já há algum tempo???

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

Falta..

..aqui um post.
Pela segunda vez, e curiosamente pelos mesmos motivos, apaguei um post.
Às vezes parece mesmo que a vida é como o mundo: redonda. Por mais voltas que dê volto sempre ao mesmo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2004

deserto

Devia trocar este título com o do último post.
Este que agora escrevo é que não vai dizer nada.
Nada a não ser que estou mais uma vez off, e que por isso é natural que este blog também esteja, pelo menos até prova em contrário.
Não me tem apetecido escrever, da mesma forma que não me tem apetecido fazer nada do que tenho que fazer.
(e escrever aqui não é propriamente uma obrigação...)
Isto é uma fase, porque é delas que a vida é feita.
Quem sabe amanhã muda?

Setembro

Sete
Elfos
Trouxeram
Este
Mês,
Brincando e
Rindo,
Optimistas.

terça-feira, 31 de agosto de 2004

nada

silêncio
lua cheia
areia até perder de vista em todas as direcções





No deserto há a paz do silêncio, a calma das noites de lua cheia, o horizonte apenas com as nossas esperanças, as nossas emoções, o nosso futuro...
No deserto o nada que nos rodeia não nos oprime: não há o vazio das expectativas defraudadas.
No deserto podemos encontrar-nos, sem nos perdermos na busca.

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

The usual

Ao ler os últimos posts apercebo-me, mais uma vez, que sou um verdadeiro arraso em Dramatologia...
Alguém conhece um bom psiquiatra?

Ai, ai......

Interrompemos este blog para dizer que o Gianecchini está melhor do que nunca na Cor do Pecado....
(em tempo de estudo podem ver-se todas as novelas e todos os filmes e intervalos publicitários, porque são muito mais interessantes do que em tempo de "férias")

domingo, 29 de agosto de 2004

Insónias

Lá fora avolumam-se escuridões passadas, dipostas a trazer o Inverno de volta.
Já dura demais o bom tempo, dizem.
O sol soltou um suspiro e enterrou-se do outro lado do horizonte, entre protestos coloridos de lilás e vermelho, mas não houve luta, não houve discussão, não houve nada...

O silêncio inunda-me e insiste em não me deixar dormir.
Tanto tempo passado e voltam as insónias, as noites em que danço comigo própria em voltas sem fim, sem encontrar nunca a posição que me dará o descanso.
Mal dormidas, as noites dão lugar a dias monótonos, iguais, passados na penumbra obscura das horas que não querem passar, que insistem em ficar, em durar, em aumentar a insustentável sombra do tempo que me tolda os sentidos, que me turva o pensamento, que me sufoca...

E na ânsia de respirar agarro-me aos braços que me rodeiam, mas não os afago: desfaço-os.

The "m" word

Não tenho o hábito de asneirar, mas o que mais me apetece fazer, é repetir a palavra m**** vezes sem conta até conseguir apagar a que fiz...
Impossível já sei, até porque, como sempre, não me privei de te envolver na asneira, fiz até questão disso.
Já nem há como pedir desculpa, algumas coisas já não a têm.
Sei disso.
Sei também que mais nada está a destruir uma das coisas a que dou mais valor: só aquilo que faço.
Só não sei como fugir disso, o que é de estranhar: fujo tão bem de tudo o resto....

CRESCER, CRESCER, CRESCER......... quando vou conseguir?

EUREKA!

Vivemos numa ditadura.
E nos últimos tempos acho que já nem podemos dizer que é camuflada.
Viva o 25 de Abril!

Aviso à navegação

Não entrem neste blog: não tomou a medicação e está em fase depressiva.

Cheers


Nota: imagem daqui.

É incrível como são as coisas mais simples que nos fazem mais falta.
Sem que tenhamos consciência disso, passamos os dias em gestos, em palavras, em olhares a que não damos valor, até só termos deles a ausência.
E agora, faz-se o quê, com ela?
Um brinde?...

Tenho saudades destes pequenos momentos.

Verdade III

Às vezes, quando me distraio, ainda me vêm as lágrimas aos olhos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2004

Cheguei ao fundo do poço!!!

Ao sair do SU dei por mim parada nos semáforos a cantarolar, entusiasmadíssima, a música que estava a dar na rádio.
Um prémio a quem adivinhar.......

Bem, pensando melhor, aquilo é tão mau, tão mau, que mesmo que alguém quisesse participar neste passatempo fantástico da Muska, dificilmente lá chegaria....

E a resposta certa é.....
(soam os tambores...)

Nothing's Gonna Change My Love For You - Glenn Medeiros

(o que vocês não sabem é que tinha os vidros abertos.........)

quinta-feira, 26 de agosto de 2004

Como regar plantas pode ser mais violento que os 50Km em marcha...

A mim não me pedem para gravar episódios da novela, encomendam-me mesmo a clássica tarefa de regar as plantinhas...
Os meus pais foram de férias e deixaram os seus estimados vegetais aos cuidados das filhas, e hoje tocou-me a mim tratar deles... (coitadinhos, estão mesmo a imaginar, não?)
Não é um trabalho agradável: em cada canto, em cada janela, em cada vão de escadas, em cada varanda há uma, duas, várias plantas.... Isto hoje pareceu-me mais a floresta Amazónia, e o pior é que não há cá uns índios jeitosos que me venham dar uma mãozinha, e eu bem precisava, porque como é óbvio também não há uma torneira à mão (ou à folha) de cada uma... É que o sobe escadas, despeja regador, volta a encher, vai buscar mais que esta, coitadinha, estava com tanta sede!, desce escadas, ai que me esqueci das sardinheiras!, sobe escadas, caramba! pus demais e agora tenho que ir buscar a esfregona, volta a descer, volta a encher.... AIIII!!!! Não é fácil....
Meia hora depois a missão está cumprida...
Acho que este fim de semana vai haver leilão cá em casa...
Bem-vindos ao Horto!

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Palavras a monte

Passam os dias, as horas, os minutos, os segundos, e já estou a abusar desta coisa do tempo, a maior força demolidora de todo o sempre. Não chegaste e estou farta de estar à espera, e agora o meu calendário dá um salto, passa directamente de Setembro para Maio, ou para Junho, ou para quando for o dia do famoso exame que só vai decidir a minha vida profissional. Nada de especial, eu sei... Intervalos pelo meio, casamento da minha irmãzinha mais velha, férias para ter força, Aniversário, Natal, Fim de Ano... Apesar de tudo a vida tem que continuar, estudar, só, nunca deu de comer a ninguém... E é bom ir de férias, passar os dias longe de tudo e perto de todos só faz bem a qualquer alma ressequida de contacto humano, mas saber que existe água para depois voltar ao deserto é apenas um pouco injusto, só faz com que aumente a sede. Sim, ninguém disse que a vida era fácil. Nunca foi, apenas os momentos difíceis se esfumam nas lembranças de como há coisas boas que nos completam, e um dia também estes que agora correm se apagarão na sombra da tua chegada, da minha chegada, da chegada de quem quiser chegar. Eles já diziam: "eu quero chegar junto". eu quero.... eu quero.........

terça-feira, 24 de agosto de 2004

Dia perfeito

Dia perfeito é passado na praia, segura sobre os cotovelos na toalha, a ver como a água se comporta quase sempre com a mesma cadência, enquanto as bolas ressoam nas raquetes e as crianças fazem e desfazem a areia.
Dia perfeito é passado com frio, com um casaco de penas e um abraço.
Dia perfeito é passado no mar, saboreada pelas ondas e aquecida pelo sol reflectido no ar.
Dia perfeito é passado de mãos dadas com amigos, com sorrisos, com gelados.
Dia perfeito é passado com música.
Dia perfeito é passado com sabor, com noz moscada e piri-piri, com limão e sal.
Dia perfeito é passado com o calor dos teus olhos pousados em mim.
Dia perfeito é passado com histórias, com livros abertos nos lugares certos, com memórias.
Dia perfeito é quente, com café e mousse de chocolate.
Dia perfeito é passsado com ritmo e com danças.
Dia perfeito não é passado, é presente que recebemos, que oferecemos, quando estamos bem, quando gostamos, quando gostam de nós.

De volta

E pronto, é mesmo verdade que acabaram as férias, e já o disse antes: a seguir às férias devia ser proibido trabalhar, uma pessoa precisa de descansar de todas as manhãs mal dormidas para poder aproveitar a praia, e de todas as noites na rambóia (acho esta palavra particularmente descritiva, não sei porquê... e vem no dicionário!) com os amigos a descobrir que afinal o Hip-Hop é que está a dar, tal como aquela música romena que grita Nô-Mai-Nô-Mai-Éi e que é o delírio da população noctívaga. Descobri hoje que se chama Dragostea Din Tei, um lindo nome, só é pena não fazer a mínima do que significa...

É também verdade que foi duro o contacto com a realidade, e que se aproximam tempos difíceis, mas já dizia o outro: "life goes on, baby!"
Não há nada como sobreviver e tentar ser feliz com isso...
As coisas só podem melhorar.

Defeito II

Dou-me como não posso às pessoas a quem não devo.
Consciente e voluntariamente.

segunda-feira, 23 de agosto de 2004

Desorganização sentimental

(claro que a total já incluía esta...)

E ao chegar, de novo aquele sentimento: tenho que me ir embora daqui.
Depressa, estou a afogar-me......

Desorganização total

Hoje deixei aqui um montão de posts, porque cheguei a casa em síndrome de privação. (cada vez mais me parece que isto é uma doença...)
Comecei por tentar ordená-los por ordem cronológica, mas depressa desisti... estou demasiado cansada para ordenar as ideias... Aos poucos, durante os próximos tempos vou tentar completá-las, se não der para mais.

domingo, 22 de agosto de 2004

bombardeamento de posts

instabilidade: ontem, hoje e sempre.
já faz parte de mim.

Pensamento da noite

"Isto bem escrito dava um post..."

Regresso à realidade

Durante as próximas semanas vou andar insuportável.
Já sei....

Ainda não aprendi.

Houve qualquer coisa que nos ligou logo à partida.
Não sei o que foi, há pessoas com quem é assim, e se calhar por saber que o tempo era pouco atirei-me de cabeça no salto negativo.
Fizeste o mesmo.
É verdade que se construiu alguma coisa muito especial, sem descrição nos termos habituais da maioria das pessoas, tenho a certeza.
E por isso fui previligiada. Fomos, porque o sentimento foi o mesmo.
Mas depois, logo de seguida, antes que tivéssemos tempo para solidificar a estrutura gigantesca que construímos em dois tempos, vieram as chuvas ácidas.
Soubeste saltar a tempo, parece-me.
Não sei como foi a tua queda porque foi rápida demais e perdi-te de vista na descida.
Sei que contigo é assim, é só mais uma coisa em que somos extremos opostos.
Ao saltar abri o pára-quedas, porque estava a lutar contra tudo isto.
E por isso a queda é lenta, e ao descer vejo tudo o que construímos ser lentamente arruinado pelo tempo e pela distância.
Estamos obviamente em fases diferentes, doeu-te, eu sei, mas já te levantaste.
Eu já não vou cair mais, mas ainda me dói.
Ainda me custa pôr-me em pé.
Ainda não sei lidar contigo assim, e por isso faz-me mal ir à tua procura: já não te encontro.
Vou ter que gravar a imagem que tinha na memória para ficar lá segura, não quero apagá-la.
Mas quero uma imagem presente que não me magoe.
Não é nada disto que quero dizer, na verdade.
Não sei explicar.
Nem interessa, na verdade...
Já não interessa.

Pede um desejo

Quero que passe.
Não precisa de ser depressa, já desisti da pressa.
Sempre que me parece que é mais fácil levo com um pequeno banho de água fresca em cima e arrepio-me até às profundezas da minha alma.
Quero que passe bem.

Para compensar...

E pronto, chegaram ao fim as férias.
Foi só uma semana mas pareceu-me uma eternidade.
Foi óptimo sair daqui, fugir à rotina que me estava a consumir...
Estou mais cansada fisicamente, mas os banhos de sol, mar e lua refrescaram-me para uns bons tempos neste calor abafado que senti logo à chegada.
Não vou dizer que foi bom voltar, porque não foi.
Mas há sempre pontos positivos em tudo: ganhei duas vezes no totoloto: quando fui, e hoje, quando voltei...

Ao chegar tentei abrir o blog de quem me levou a começar o meu.
Não consegui....
Fiquei triste, nunca pensei que fosse mesmo acabar.

Recado

para mim na porta de uma casa de banho... (lindo!)

"a vida é só uma: aproveita-a"

(estou cada vez pior, já sei... estas frases "feitas".....)

terça-feira, 17 de agosto de 2004

E de manhã...

...a festa continua enquanto o sol nasce...
Excelente companhia, boa música, uma bebida fresca...





E o mar, ali, como pano de fundo...

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

Confirmação

Foram os teus pés que te trouxeram até aqui?





Também tive saudades tuas. ;)

domingo, 15 de agosto de 2004

Podia dizer-se que me contento com pouco...
Mas não.
É muito.
É mesmo muito.
E não me contento, só.
Fico mesmo feliz.

sábado, 14 de agosto de 2004

Post Scriptum

(para que não se confunda P.S. com outras coisas...)

Padrinho, livra-te de apagar o blogue na minha ausência.....

Finalmente!

E pronto, é desta que vou!
Vai ser óptimo estar longe por uns tempos, afastar-me de corpo e alma de toda a rotina que enche os meus dias... até porque, quando voltar, vou ter que enterrar a cabeça num monte de folhas verdadeiramente assustador...
Graças ao nosso caríssimo PR e à sua confiança cega neste Governo foi promulgado mais um Diploma cheio de falhas e omissões...
Mas não há mal! A malta cá se arranja... as consequências virão depois.
Seja como for, isso agora também não interessa nada!
Vou fazer como o Bruno e vou procurar uma praia, e também levo a tenda na mala...
Podem ser curtinhas, mas são as minhas férias de agora... Vou-me a elas!

Para quem aqui vai passando, boas férias, bom trabalho, bom estudo, boa vida...
Obrigada pela visita! :)
***

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Quem dera...

"be careful with what you wish for:
it might come true"....

Com um brilhozinho nos olhos...

"Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há
.

Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p'lo menos a julgar pelo som

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"

E que é que foi que ele disse?
...
E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões
.

E que é que foi que ele disse?
..."
Sérgio Godinho

Esta música já me acompanhou em muitas alturas da minha vida.
Literalmente, porque gosto muito de Sérgio Godinho.
Mas também porque acho que traduz bem a sensação que é darmo-nos conta de que temos um amigo...

Até ver, a outra que aqui escreve (sim, a velha...) ainda está para fora.
Eu também vou, amanhã já cá não estou e durante os próximos tempos não virei actualizar as minhas lembranças.
Vou actualizar coisas mais presentes, vou estar com as pessoas de quem se fala na música... amigos.... :)
E há lá coisinha melhor??....

quinta-feira, 12 de agosto de 2004

Somos duas!!!

Definitivamente, nos últimos tempos, mais me valia estar quieta!
O post que escrevi para dizer ao meu padrinho que acho mal ele acabar com o seu blog está intragável... Só mesmo aconselhado a pessoas com uma digestão perfeita, o que é cada vez mais raro nos dias que correm....
Se calhar até contribuí para acelerar o processo "delete blog" mesmo querendo o contrário....

No post que escrevi ontem, falo do "outono das nossas vidas"... Quase pareço o Paco Bandeira... (não é ele que canta a ternura dos 40?)

Portanto, só resta concluir que tenho dupla personalidade, porque sou jovem, saudável (ok, tenho uma ligeiríssima falta de sanidade mental!), e ainda tenho muito verão para gozar.
A outra é velha! (tadinha!)
E afinal isto é escrito por duas pessoas e nem eu sabia!
(quando não podia piorar...)

Além disso fiquei hoje de férias, e em breve vou ter com malta jovem como eu, ficar de papo para o ar na praia e tostar alternadamente o rabo e a barriguinha, engolir água salgada a dar cambalhotas no mar, e à noite ir beber um copo.
Tenho dito!

quarta-feira, 11 de agosto de 2004

Só para que conste...

Estou F-A-R-T-A de jogar no totoloto! ;)

Lá em cima

Sei que estou a abusar um pouco desta coisa das fotos, mas numa altura em que do céu é só água, e do ar é só frio, quase como se tivéssemos saltado por cima da estação mais feliz do ano para entrar directamente no Outono das nossas vidas, decidi deixar aqui um céu.





Este podia ser o meu céu.
Se hoje não estivesse assim Outono, este podia ser o meu céu...
Vou dormir.
Amanhã, trazido pelo mau tempo, talvez já cá esteja...
(e o mau tempo serviria para qualquer coisa!)
Vou sonhar que sim.

Choveu mais estes dias do que no Inverno todo!
Lá fora, quero eu dizer....

terça-feira, 10 de agosto de 2004

O meu tempo está assim:

...desfocado...




que horas são?

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Como aproveitar o post de alguém para falar de nós próprios

Acabei de ler que a pessoa que me iniciou nesta coisa dos blogs pretende desistir do seu.
Será isto suicídio ao pensar no monstro que criou??? (brincadeirinha)
Não pretendo com este post fazê-lo desistir da ideia. (embora me apetecesse...)
Na verdade, acho que isso é lá com ele: terá os seus motivos.
Pela minha parte vou limitar-me a dar a minha opinião, sem que tenha sido pedida. (claro!!!)
Decidi escrever aqui e não o fazer nos seus comentários porque aqui fica guardada, e lá poderá vir a ser apagada... (espero que seja uma precaução desnecessária) (além do mais, agora que acabei de escrever, vejo que isto é mais um dos meus habituais testamentos. Pena não deixar nada a ninguém!)

Acho mal, Padrinho, acabares com o Zoociedade. Às vezes estás animado e mandas piadas, outras vezes queixas-te da vida, acho que é mesmo assim com toda a gente...
E se acho mal esse "delete blog" é porque gosto de te ler, é tão simples como isso, não há motivos transcendentes.

Agora vou fazer aquilo que se faz sempre: passar a situação para a minha experiência pessoal (se é que tenho alguma)...

Às vezes desespero com o blog: escrevo demais, escrevo parvoíces, escrevo coisas que ninguém entende, mas que julga entender porque acha que estou a referir-me às coisas que se passam consigo, escrevo coisas que se entendem e mais valia que não se entendessem...
Escrevo posts só para fazer desaparecer da página principal outros posts, que já escrevi com a mesma intenção.
E sim, a realidade aqui escrita torna-se, às vezes, demasiado depressiva, não sei explicar o fenómeno.
No meu caso ( mais uma vez ninguém me perguntou, mas isto é mesmo assim: posso escrever o que quiser e só lê quem quiser!), apesar de tudo isso, gosto no blog no geral, embora muitas vezes não goste dele em particular.
Serve para eu organizar os meus pensamentos, ajudou-me numa altura complicada, e continua a ensinar-me muito, através das pessoas que aqui passam e deixam a sua opinião, e porque graças ao meu blog fui descobrindo muitos outros...
Vou deixando aqui bocados das coisas que faço, do que penso, do que sinto...
Além disso, serve também de ligação a algumas pessoas, que conhecia mal e passei a conhecer melhor, e outras de quem nem conhecia a existência... se calhar em particular à única pessoa que já era minha amiga quando comecei a escrever isto, que sabe que eu escrevo estas baboseiras e ainda assim vem cá lê-las... graças a isto temos estado muito perto, apesar da distância, e se não fosse por mais nada já seria um bom motivo para o continuar.
E isto é um bom passatempo. (embora a minha mãe ache pouco saudável o tempo que aqui passo, sem saber o que estou a fazer)
Já sei que não escrevo, em muitas perspectivas, um bom blog, nunca serei famosa pelas coisas que aqui deixo...
Sim, já me passou várias vezes pela cabeça não escrever mais...
Mas passa-me de seguida que isto tem vantagens...
Também passa pela tua, ou não?

Vês?

Há ali ao fundo uma linha ténue, no horizonte.
Uma linha de luz.....





É para lá que vou.

Acredito sinceramente

Os melhores meios aéreos para combater os incêndios são os submarinos que comprámos.
Não ficavam uma beleza a voar???

domingo, 8 de agosto de 2004

bem...

...para quem não tem paciência, nem vontade, nem sei lá bem mais o quê....
...acho que abusei!!!

Silêncios

"Mas duas pessoas não se equilibram muito tempo lado a lado, cada qual com o seu silêncio; um dos silêncios acaba sugando o outro, e foi quando me voltei para ela, que de mim não se apercebia. Segui observando seu silêncio, decerto mais profundo que o meu, e de algum modo mais silencioso. E assim permanecemos outra meia hora, ela dentro de si e eu imerso no silêncio dela, tentando ler seus pensamentos depressa, antes que virassem palavras(...)"
Chico Buarque - Budapeste

Há poucas coisas que conseguem ser tão desconfortáveis como determinados silêncios...

Por outro lado, há alguns silêncios muito confortáveis, que se equilibram lado a lado, que são perfeitos... e raros... muito raros...

...

Neste últimos tempos tenho andado com pouca paciência para escrever... (e ninguém diria...)
Na verdade vir aqui é já um hábito, um ritual, e por vezes obrigo-me a escrever qualquer coisa para não deixar passar um dia em branco.
Não sei porquê, mas não gosto...

Esta altura tem sido um pouco deserta em tudo, as pessoas à minha volta vão de férias, e é a primeira vez que eu não vou também logo no início do mês... e tenho andado cansada.
Apesar de tudo, acho que se aproximam dias melhores....

Sinto-o.

Companhias II