arquivo
e devagar, quando os olhos passam rentes às palavras passadas, espanto-me que possam algum dia ter nascido do meu peito
e devagar, quando os olhos passam rentes às palavras passadas, espanto-me que possam algum dia ter nascido do meu peito
postado por muska eram 04:14 0 na memória
Quando ela acabou de falar eu só soube dizer
postado por muska eram 01:04 1 na memória
era de noite e eu viajava a alta velocidade, apenas com um ligeiro atraso luz/som
as letras faiscavam de forma resumida pelas janelas abertas, mas fui-as fechando
postado por muska eram 00:54 0 na memória
postado por muska eram 17:04 0 na memória
Os defeitos são-no porque nos prejudicam, ou porque prejudicam os outros?
postado por muska eram 16:54 2 na memória
Foi, talvez, o acontecimento mais importante de toda a minha vida, e nem foi mencionado neste espaço, onde sempre gostei de ir deixando um pouco das coisas que me marcaram.
A verdade é que, mesmo vendo tudo concretizado, às vezes tenho ainda a sensação que é um sonho... E a verdade é que este espaço se foi desligando do meu dia a dia, e se aqui voltei para escrever (ainda que espaçadamente) as baboseiras do costume, então porque não escrever sobre isto?
postado por muska eram 16:44 0 na memória
postado por muska eram 16:34 2 na memória
Andei com o último post que escrevi uns dias na cabeça.
Já nem me lembro da última vez que tive um "pensamento-post", por isso decidi não o desperdiçar (senão seria apenas mais uma luz acesa...)
Continuo a sentir falta deste espaço, mas ainda não consegui criar o espaço onde ele caiba no meu dia a dia.
Talvez, também, pelo facto de ainda não ter chegado.
As previsões mantêm-se: lá para novembro, que o caminho continua longo.....
postado por muska eram 23:14 0 na memória
Quando passo de uma divisão da casa para outra qualquer insisto em apagar a luz.
Como em tantas outras coisas, chega a roçar a obsessão esta coisa de economizar, e às vezes movimento-me às escuras...
E nem sei como, dei por mim a analisar a história de eu pensar mais nas pessoas do que elas em mim...
Todas essas vezes em que eu penso sem ser correspondida, são como deixar a luz acesa sem ninguém para a aproveitar. A luz fica ali, a derreter-se numa divisão qualquer, a gastar, a consumir, a desperdiçar...
Ninguém se apercebe, sequer, de que ela lá está...
O que é pena, porque assim todos nós (nos) poupávamos um pouco mais.
postado por muska eram 23:04 0 na memória
postado por muska eram 17:54 3 na memória
Já não me lembro da quantidade de tempo que tinha passado desde a última vez.
Muito, era muito tempo.
Ainda assim, somaste-lhe uns minutos mais, à espera junto à grade.
Eu não sabia e falava de ti lá dentro, de como seria capaz de resolver os meus problemas sem ajuda. Externa, claro...
E quando saí não disseste nada.
Olhámo-nos uns segundos antes de desabarmos nos nossos braços.
Conseguia sentir-te perto, respiravas ali, na curva do meu pescoço, e nesse momento quis com todas as minhas forças que fosse para sempre.
O que ali não me ocorreu foi que aquela proximidade era a de contacto, a mais fácil.
Para que o resto resulte é preciso trabalho, destruir muros e cortar cada corda que prende cada medo, queimar as desconfianças e entregarmo-nos assim: livres.
Entre mim e a liberdade estavam os muros e as cordas, e depois da liberdade, contigo, estávamos nós...
postado por muska eram 17:34 0 na memória
Como não tenho net, não te dou uma prenda virtual
Mas tens, como sempre, a minha amizade incondicional
O meu carinho monumental
E o desejo de que seja um dia muito, muito especial...
(e uma rima parola, como é habitual)
(qualquer dia fazes de conta que não me conheces.... e eu não te censuro!)
postado por muska eram 00:04 0 na memória
Tenho marcado algumas faltas na minha caderneta, e são faltas que me doem.
São um pouco minhas e um pouco dos outros, não consigo definir uma fronteira nesta rotina encoberta dos dias que passam.
Assusta-me a dificuldade que há em estar com algumas pessoas.
Não queria nada de especial, não precisava de ser um jantar, um cinema, nem um café ponderado.
Bastava a presença numa mesa de café onde se discutissem as banalidades do dia a dia.
Tenho pena de já não poder partilhar essas banalidades.
postado por muska eram 02:54 0 na memória
Para mim a Primavera quase nem existe, assim que chega o calor e o sol eu assumo uma nova estação, e não podia ser um meio termo: é Verão.
Não dou pelos dias a passar, e neles se escoam semanas inteiras.
Trabalho e estudo, leio, durmo menos um pouco, saio de casa, rio e converso, escapo-me para a praia, mesmo antes de cair a noite corro como se quisesse chegar até ti, esgoto-me, levo-me ao limite em que o esforço é só um ácido que me queima os músculos, e no fim meto-me debaixo da água gelada.
Estou bem.
Quando chegar o Outono logo se verá...
postado por muska eram 02:44 2 na memória
a consciência da tua presença à minha frente, a conduzir-me, doeu-me
mas não chegou para arruinar o dia de sol maravilhoso que esteve
da mesma forma que sou infeliz de manhã, sou feliz nos dias de sol e calor, se puder ir para a praia, se me encher de mar, se me salgar e me queimar....
postado por muska eram 02:34 0 na memória
as coisas são definitivas
os meus olhos é que não conseguem distinguir contraste suficiente para que eu as veja sinta como tal
postado por muska eram 02:34 0 na memória
de manhã sou a pessoa mais infeliz do mundo
(de repente fiquei sem saber se isto, sendo verdade, não devia ir para a colecção dos defeitos...)
postado por muska eram 01:16 0 na memória
À noite a estrada era negra à minha frente.
O dia foi cheio das coisas que gosto de fazer: dormir sem prazo para acordar, sair rumo à praia, sol, sal e água gelada para reanimar, chegar e correr com a música certa nos ouvidos, esgotar-me, levar-me ao limite, e no fim um banho longo.
Para terminar dei por mim a caminho, e pensei na quantidade de vezes que o instinto me puxou para cá...
Estou bem, aqui, mas acabo sempre por adiar a viagem o mais possível.
É que à noite a estrada é negra à minha frente.
E com a música a rodear-me, a vontade é tragá-la, engoli-la, fazê-la até onde acabam as estradas...
postado por muska eram 01:14 0 na memória
...nada disto abona em favor da minha sanidade/maturidade emocional/mental.
postado por muska eram 01:04 0 na memória
E se as circunstâncias o permitissem?
(há ses que tinham mesmo que ter morrido à nascença...)
postado por muska eram 02:14 4 na memória