sábado, 22 de maio de 2004

"Hoje a noite caiu lenta, arrastando-se pesada entre nuvens de água e lama derramada. O mundo vestiu-se de negro num silêncio obeso e precário de quem não conhece um amanhã. A vida agita-se devegarinho e há um vulto desesperado de luta, atribulado em viver, e no entanto o seu único movimento é parado da tristeza de quem perde devagar ou de repente o grande tesouro menos material que alguém poderia alguma vez obter. Depois de um sono magnífico de repouso e suavidade, o acordar violento da manhã húmida e gelada de dores de cabeça desmotivadas de dor. Tudo sem nexo, numa atitude de louco que não sabe o que espera, e no entanto continua a rir-se do tempo. Tudo numa atitude de voltar atrás nas anteriores atitudes tomadas, como que retirando o dinheiro da mesa a meio do jogo com medo de o perder, só que desta vez não há dinheiro, nem jogo. Nem eu que me sentei na mesa sei o que há, e temo que a última coisa que me resta para jogar seja o medo da perda..."
AS 18Dez1993

Sem pressa

É isto: aos poucos vem a calma, cada vez mais frequente, cada vez mais duradoura, preenchendo-me devagar, preguiçosa, chegando cá dentro de mansinho, junto com o ar que respiro.
Não será ainda a definitiva, mas essa também se aproxima....

A favor da corrente

Tenho estado a remar contra a corrente. Rio acima, tenho ido à procura do que ficou perdido, e hoje os braços pesam-me de cansaço. A lua está escura no céu, mesmo por trás das nuvens que taparam também o sol, e fiquei aqui neste impasse, entre a corrente que me arrasta a fadiga e a força que me impele para trás. Aos poucos vou-me apercebendo, enquanto esta bruma me envolve com braços de veludo, e me tolda os sentidos, que tenho que me deixar ir. Não sei onde me leva este rio, por que margens me irá arrastar, que outros barcos trará ao meu lado, mas é esse o segredo: parar de remar e ir, leve, serena, com a água...

sexta-feira, 21 de maio de 2004

Só asneiras

Isto ultimamente parece um verdadeiro pântano: quanto mais luto para me libertar da lama mais me enterro nela...

Comentário

Em resposta a esta resposta... Tens toda a razão. Algumas das conclusões a que tenho chegado vão precisamente ao encontro disso. Mas sabes, a parte complicada é conseguir traçar esses objectivos, que vão, muitas vezes, contra aquilo que o coração pede... A tal parte racional da coisa que eu não domino. Ainda...

quinta-feira, 20 de maio de 2004

Disseste que não sabias como me ajudar. Que estavas preocupada e não sabias o que fazer....
Neste momento (passageiro?) de lucidez vejo isso com uma clareza assustadora: não me podes ajudar. Ninguém pode. Só depende de mim chegar à meta.

(e vendo isso agora percebo que o envelope azul não devia ter seguido... DESCULPA!)

E vocês?...

Não sei o que vai fazer parte desta nova equação.
Algumas coisas tenho-as como certas, quanto mais não seja pelo tempo, que faz o hábito, se não fizer mais nada.
E vocês?
Rezo todos os dias para conseguir que continuem cá, porque o que falta é só o tempo. Só esse hábito.
E por depender tanto de mim tenho medo (sim, de novo o medo!) de não levar este barco a bom porto.

Tubo de ensaio

Não é de agora... Normalmente quando isto acontece e alguma coisa me deita abaixo não consigo ver mais nada senão o túnel escuro que se fecha à minha frente, cada vez mais apertado. Depois, lentamente, começo a reagir. A partir de certa altura as coisas perdem a importância, assim que me habituo a elas. Por isso posso dedicar-me à busca, à procura de mim própria, da luz lá no fundo, e na verdade nada me assusta porque sinto que não tenho nada a perder. Realmente é mesmo isso: não sou só eu, mas só dependo de mim, e não preciso de saber mais nada. Quem está lá já lá estava, não há variações, oscilações, e consigo reconquistar o equilíbrio. Pode ser um equilíbrio a baixo nível, daqueles em que a trasferência de energia nem é muita, mas é um equilíbrio. E depois acontece: as pessoas, sempre as pessoas, que chegam sem avisar e enchem a minha vida. Um novo estado de equilíbrio, a alta energia. Por si só instável, como demonstram as várias experiências que tenho feito. Eu sou factor de instabilidade, sei disso perfeitamente. Então, quando alguma coisa perturba o sistema, surge o caos, completo, implacável, arrastando-me num turbilhão de acontecimentos e sentimentos e pensamentos que não consigo, não sei controlar...
Um novo equilíbrio há-de surgir, vou habituar-me aos dois lados desta equação que é agora a minha vida, e vou andar para a frente, mesmo que seja a baixa energia.
(e também, com os preços do combustível a aumentar.......)(ao que alguém responderia: "piadinha!")

Banal Vs Especial (ou complemento?)

A banalidade do dia-a-dia, das conversas sem assunto, do convívio rotineiro faz-me uma falta incrível. Nunca pensei...
Nunca pensei também que fosse tão difícil manter algumas coisas especiais, quando no fundo o que está a menos é só isso mesmo: as coisas banais.

quarta-feira, 19 de maio de 2004

Em substituição de

Tinha aqui um post, mas decidi tirá-lo.
Dizia mais ou menos o que queria, mas é um assunto que ainda tenho que explorar melhor.
A sair na altura certa....
(então porque vim escrever isto em substituição e não o apaguei simplesmente?)

terça-feira, 18 de maio de 2004

Irracional

Estou a chegar à conclusão de que neste momento da minha vida há uma enorme quantidade de coisas que sei, mas que não conseguem realmente chegar cá dentro...
Não consigo perceber o porquê desta eterna separação entre o que é racional e o que sinto.
Não consigo perceber porque a racionalidade perde sempre, sempre que joga comigo.

segunda-feira, 17 de maio de 2004

É agora...

"Ama-me quando eu menos merecer porque é quando mais preciso"

Não sei quem escreveu, mas é agora....

Como algum dia...

...vou conseguir ser feliz aqui?
Impossível.
Sempre tens alguma coisa a puxar-te para baixo, essa estúpida infelicidade permanente, em que nenhuma alegria, nenhuma simplicidade, nada de bom penetra... E esforças-te por levar os outros atrás, sempre a lamentares-te da vida, e nem te apercebes que fazes parte daquela ínfima percentagem de pessoas a quem ela tem sorrido.
E por mais que tente não consigo manter-me à parte disso.
E percebo uma coisa que me deixa triste: isto quase parece um post dirigido a mim própria.
Desde que me lembro, foi sempre assim...
E se hoje sou como sou, se tenho todas estas dificuldades em lidar com as pessoas que me rodeiam, se não me seguro a mim própria e me sinto sempre na eminência de cair, se neste momento nem sei já o que é certo e o que é errado, olho para trás e vejo onde tudo começou...
Não tens culpa, bem sei. Nem eu gosto menos de ti por isso.

Só me resta continuar a lutar, porque ainda tenho muitas alegrias a que me agarrar, sei que elas estão lá, eu é que ando com a "vista cansada"... E na verdade não quero NUNCA ser como tu.

domingo, 16 de maio de 2004

Ainda...

...à doidinha...

O meu instinto estava a dizer-mo, mas infelizmente tive oportunidade de ver...
Continuas nessa condução perigosa.
Daqui de fora, e com os acidentes todos que tenho nos tempos que correm, não te posso dizer nada.
No fundo, e porque sei que estás a lutar por alguma coisa, tenho ainda esperança de que não seja bem como me parece.
Porque quero ver-te feliz.
E não vejo.
E dói-me cá dentro ver não está à tua altura, que nem sequer se aproxima. Dói-me mesmo muito.
E só estou a ver de longe...
(Espero que seja dos óculos que não tenho usado, acho que ando a ver pior...)

Olhar para cima

Às vezes ao olhar para ti pergunto-me de onde vem toda essa lucidez, essa incrível forma de estar na vida.
Essa vontade imensa de andar para frente, com uma força que ultrapassa tudo o que se põe no teu caminho para te deitar abaixo, essa capacidade de não te limitares a sobreviver, como a maioria de nós que aqui andamos....

Pela primeira vez desde há muitos anos não estou a saber lidar com esta situação, diferente por um lado, mas igualzinha em tudo o resto.
Disseste-me que estava tudo na minha cabeça, e que, ao pensar nisso, estava a fazer com que as coisas acontecessem.
Sei que tens razão, mas está tudo a fugir ao meu controlo...
Vi-te, sei que estás aí, e sei que estás preocupada. Se é muito bom ter-te presente, saber que não te estou a fazer bem agrava ainda mais este mal-estar todo. Nem sei o que é melhor, já.
Com calma, longe de ambientes nocturnos, de pressas e de pressões, precisamos de falar.

E quando?...
Podia escrever-te e muito provavelmente é o que farei, mas só porque neste momento não tenho mais opções.
Curiosamente, acontece contigo o oposto do que se passa com a maioria das outras pessoas: esta necessidade de falar, de esclarecer. De evitar o silêncio, ou a alternativa, que é a escrita...
Porque me obrigaste a isso, porque me ajudaste a dar um ENORME passo em frente...
Há coisas que não têm explicação.

De passagem?

Encontrei-te. De novo....
Foi bom, principalmente porque consegui lidar com isso sem stress, sem estar sempre a pensar no que vai acontecer amanhã, no que vamos ter que assumir, naquilo que me traz a sensação de sufoco que não tolero, e que normalmente acaba, mais tarde ou mais cedo, por nos voltar a afastar.
Não tenho ilusões, foi um encontro passageiro. Na verdade acho que nada mudou.
Mas, ainda assim, valeu a pena. Tinha saudades tuas. Mais do que aquelas que te posso dizer.

Deep

Vê-se já o fundo. Clara, precisa, definidamente.
E daqui só consigo rezar para lá chegar depressa, muito depressa.
Já não estou a conseguir controlar a viagem, e os analgésicos não evitam a dor asfixiante da queda.

segunda-feira, 10 de maio de 2004

Sou tão boa pessoa... :S

Tenho pensado bastante nisto e cheguei, há já algum tempo, à conclusão de que as boas pessoas não existem. Tudo o que fazemos é por puro egoísmo...
Se a meio da noite um amigo nos acorda só porque lhe apetece falar e não nos importamos com o facto de o despertador tocar daí a umas horas é porquê? Porque gostamos dele e sabemos que precisa de nós. Se deixamos de fazer coisas de que gostamos para ir aqui ou ali com alguém que nos pediu, se tratamos bem quem nos rodeia, e damos mimo a quem precisa é porquê? Porque gostamos dessas pessoas. Exacto, gostamos delas. Gostamos delas e estar com elas faz-nos bem, vê-las felizes faz-nos bem... Enfim, é um "feed-back"... Na verdade, se formos ao fundo da questão, estamos a fazer coisas só porque nos trazem bem-estar.
A um nível qualquer, TUDO o que fazemos é porque nos interessa.
Mesmo que inconscientemente...

Depois há pessoas a quem as outras trazem mais ou menos bem-estar, é só isso.

E agora?...

Não sei explicar...
Ao fim de todo este tempo, de novo, asneira atrás de asneira.
Bater com a cabeça na parede não me ensina, faz-me mais galos, é só.

sexta-feira, 7 de maio de 2004

Às vezes nem eu tenho paciência para os meus próprios dramas... XIÇA!!!

Drama?!

E pronto, assim a Queima deixa de ser uma festa para ser um drama...
Bem vindos ao meu blog!!!

Este silêncio diz tudo.
Gostava de te ter desejado boa Queima, a do ano passado foi brutal... Mas continuo a forçar-me à distância.
Não sei se é possível, mas talvez doa menos assim...

Hoje disseste-me: "É a Queima!"...
Acho que não me lembro de nenhuma Queima sem ti. A primeira, porque ainda não te conhecia, mas a partir daí, mais ou menos, estiveste SEMPRE presente. Tenho saudades, mas quando me lembro de tudo o que já passámos não consigo deixar de sorrir. É bom, é muito bom ter-te aí! (aqui...)

Sei que estou noutra etapa e tenho que me desligar, mas não está a ser fácil.
Para o ano será diferente, tenho a certeza.

De qualquer forma, quando olho para trás não tenho pena.
Ao longo de todos estes anos tive direito a muito mais do que a minha conta....

00:00

A esta hora soam os primeiros acordes...
Durante todo o dia houve um ambiente diferente, um quase cheiro no ar, olhar cúmplice, boa disposição, companheirismo.
A cidade pára e durante uma semana vale tudo.
Pela primeira vez estou aqui, do outro lado do rio...
Tenho os olhos baços e o coração já não distingue com a clareza necessária...
A Queima começa hoje e é verdade: há coisas que não voltam.
Vou dormir, quero esquecer-me do mundo.



quinta-feira, 6 de maio de 2004

Aqui

encontrei um post com uma frase, daquelas que entram pelos ouvidos e fazem todo o trajecto, longo e sinuoso, até chegarem ao sítio onde (dizem!) está o coração.
De lá não sai tão cedo, pesa muito.
Demais.

"...as pessoas que me marcaram ensinaram-me quase tudo, só nunca me ensinaram a viver sem elas."
Avatares de um Desejo; 04/05/2004

O que foi não volta a ser (Xutos)

E de um "Surfista" chegou até aqui esta mensagem: "Há coisas que não deviam mudar nunca"...
Acontece com os Sugus, com as Super-gorila, com as Bombocas e o Corneto de tangerina, enfim, com uma série de coisas de que guardávamos aquela memória especial.
Depois tentamos lá ir, voltar às sensações, aos cheiros, aos sítios, à consistência, aos sabores e aos sentimentos. Não é só a embalagem que vai mudando com o tempo. Mesmo quando essa mudança é para melhor, lá dentro espera-nos a desilusão, e aquele gosto amargo que tem tudo o que não é tão bom como sabemos que já foi.
Voltando ao tema habitual: o tempo, a distância degradam os sabores. Muito mais até que o calor... Aliás, acho que é mesmo isso que falta: o calor. Toda a gente sabe isso (menos eu?). Só que de vez em quando (ou será sempre?), é (sou) apanhada desprevenida...

quarta-feira, 5 de maio de 2004

off

Tenho andado um bocado mais off que o habitual.
Em tudo......

terça-feira, 4 de maio de 2004

A minha pior inimiga...

...sou eu. (ao menos uma certeza na vida!)
Estou num dilema. (para variar a luta comigo própria...)
Sou uma pessoa pouco decidida por natureza, mas no que respeita às pessoas que me rodeiam pareço muitas vezes uma barata tonta, e em vez de me comportar normalmente ando à procura do que é o comportamento certo, e esse acaba por ser o meu comportamento espontâneo e habitual... (o da barata tonta, portanto)

Patológico?

Desde que criei este blog, passa-se algo estranho. Muito estranho....
Sempre que me acontece alguma coisa, sempre que chego a uma nova conclusão, sempre que alguém me diz alguma coisa que me deixa a pensar, dou por mim a arquitectar um post dentro da minha cabeça...
Chega a ser doentio, eu acho....
Alguém me pode explicar este fenómeno???

domingo, 2 de maio de 2004

Uma

vantagem de cá estar: poder pedir um pneu no café e trazerem-mo, sem ser preciso explicações suplementares.

Quem vem....




Adoro esta cidade! (e não é por ter nascido lá...)

Só me custa porque dói MUITO esta sensação de que há coisas que ficaram irremediavelmente perdidas. Se é verdade ou não, só o tempo o dirá. Não se diz que o tempo cura tudo?

Estou arrependida.

Hoje de manhã, ao chegar, materializou-se dentro de mim esta frase, clara, precisa pela primeira vez...
Não há nada a fazer, não se pode voltar atrás, e também não posso lamentar-me porque tinha que o fazer, senão teria ficado o resto da vida a pensar nisto. É mais o constatar de uma verdade: não devia ter vindo.
E agora?

"E agora toca a arranjar o buraco
Que eu tenho no coração
Vou mudar de cenário
Que a coisa assim está mal parada
Vou procurar calor
Mudar de estação

Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada
Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada"
Jorge Palma

Será???

sábado, 1 de maio de 2004

1º de Maio

O meu primeiro "Dia do Trabalhador", e curiosamente vou "festejá-lo" com estudantes... quase como se ainda fosse uma.

Qualquer dia experimento o Body Kombat, talvez me faça bem esmurrar algumas imagens distorcidas que se têm formado no meu campo de visão e que estão a deturpar os retratos de família que trago tão bem guardados...

Spinning

Sempre que posso vou lá, mais do que uma vez por semana, mas principalmente às sextas, quando cá estou. Acho que no fundo quero é vencer-me pelo cansaço...
Então começa, e vai-se aquecendo, devagar, mas rapidamente se entra numa velocidade alucinante, a um ritmo alucinante. Mais carga, mais uma volta, não-sei-quantas mil calorias. A ideia não é essa...
Estou a planar, esforço-me, transpiro. Ao fundo está a meta, e se calhar... "há-de vir alguém ao meu encontro na estrada"... Mais carga, quatro voltas, já não dá para ir depressa. Pedalar com esforço, sentido. Empurra. Puxa. Acho que já não aguento mais, mas é isso que quero: rebentar-me completamente, cansaço físico, saudável, a cabeça assim até pára. Já não dá mais, mas lá vem: mais um esforço, mais 30 segundos, o nosso melhor, a recta final... Não dá, não aguento. Mas dá sempre mais qualquer coisa: mais um pouco de carga, mais dez segundos...
Penso que quero acabar com o corpo, pô-lo como anda o meu cérebro, a fervilhar, para que se possa cansar e eu não tenha mais insónias. Quero dormir toda a noite, descansada, de uma só vez.
Mas lá fica o mau humor... As endorfinas libertadas chegam a cada célula onde podem fazer efeito e venho muito mais bem disposta. Sinto-me mais saudável, física e mentalmente. Acontece o contrário: a cabeça é que fica como o corpo: mais leve, mais optimista, ciente de que há futuro. Não sei ainda se durmo melhor, mas uma coisa é certa: quando acho que estou no limite, que o sofrimento é máximo, que já não tenho mais força, há uma reserva que dá para mais, que me faz aguentar os últimos minutos, mais um pouco de carga....
Sei que é assim que vou para a frente.
Sei que é assim que vou sobreviver....

sexta-feira, 30 de abril de 2004

Alguém me diz que não é assim?

"A amizade é semelhante a um bom café; uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor"
Kant, Emmanuel (mais uma das citações aqui do lado...)

Porque é que não quero acreditar, mas no fundo sei que é verdade?
Não é, afinal, sobre isso que tenho escrito desde que criei este blog???

E com um sorriso nos lábios desliguei o telefone.
Não consigo dizer só com palavras o quanto fiquei feliz por teres ligado...
(lembro-me de ter estudado que a tendência do universo é para o equilíbrio. Hoje foi assim, a tristeza de algumas ausências do outro lado foi compensada com a alegria da tua presença...)

"Investimento emocional"

E assim, em busca do equilíbrio, mergulho nesta tentativa de distância que me deixa ainda mais frustrada.
Estou completamente desorientada em relação a coisas de que nunca duvidei, e com a certeza de quando me encontrar vou estar de novo sozinha. Se é assim, valerá realmente a pena? Terá valido a pena? Sei que sim, e no entanto...

Disseste-me que tinha sido um bom investimento, e que, como em todos os bons investimentos, era preciso lutar para manter as coisas a andar, e se necessário investir mais. Disseste ainda que por ti investirias sempre mais, porque tinhas a certeza de não ter nada a perder...
Respondi-te: "Tenho mesmo que olhar para cima, quando olho para ti!" E é verdade. Admiro essa certeza, essa entrega sem medos. É verdade que não há nada a perder, pior dificilmente fica. Mas de cada vez que caio tenho mais dificuldade em levantar-me, parece que o corpo me pesa das cicatrizes que tem e não quer caminhar de novo, tem medo de voltar a fundir-se com o chão...

Estou a lutar comigo própria para não cair. E sei que esta luta desigual dói ainda mais do que o contacto bruto com o tapete.

O que é especial fica remitido para a velha arca da memória.
No final, para o dia-a-dia, restam as banalidades.....

Porque é que tem que ser sempre assim?

quinta-feira, 29 de abril de 2004

Mais um para a conta...

E assim descobri para que nível do Inferno serei mandada... Quando morrer, ou então mais daqui a um bocado. Não é tudo o mesmo?

The Dante's Inferno Test has banished you to the Third Level of Hell!
Here is how you matched up against all the levels:

LevelScore
Purgatory (Repenting Believers)Low
Level 1 - Limbo (Virtuous Non-Believers)Moderate
Level 2 (Lustful)High
Level 3 (Gluttonous)Very High
Level 4 (Prodigal and Avaricious)Moderate
Level 5 (Wrathful and Gloomy)Low
Level 6 - The City of Dis (Heretics)Low
Level 7 (Violent)Moderate
Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers)High
Level 9 - Cocytus (Treacherous)Low

Take the Dante's Inferno Hell Test

E foi assim...

...um dia...

...uma tarde sobre a terra...



Numa folha qualquer...

Estou morta e só me apetece cair na cama. Um cansaço saudável, de um dia de trabalho feito com (MUITO) gosto.
De qualquer forma, vim aqui à procura de um sinal. E encontrei-o, no fim da página.
Sabes que estarei ao teu lado nesta viagem, acompanhando sempre os teus passos... e com um orgulho indescritível por ter visto nascer qualquer coisa que só trará mais cor à "blogosfera".... :)

terça-feira, 27 de abril de 2004

... e do pó que ficar, na nuvem de escombros, restará, pelo menos, o cheiro???

Not your fault

Na verdade não é culpa tua. Quando te vi a primeira vez, a minha imaginação, qual máquina bem oleada, desatou numa viagem sem fim, atribuindo-te forma e cor, carácter, humor e sabor, para além de um cheiro muito característico. À medida que os dias foram passando, fui entrando um pouco mais na tua vida, pé ante pé, devagarinho, e fui-me apercebendo de coisas que correspondiam, de facto, ao que eu tinha construído na tua personagem. Outras não. Fui-me adaptando a elas, e sobre essas pontes contruí novas expectativas, que assim suspensas se desequilibraram. Algumas ruíram. Outras conseguiram ganhar raízes e continuam a crescer. E sobre essas outras, e mais outras.... e outras ainda.....
Se, um dia destes, a imensidão de andares que se elevaram sobre a minha imagem de ti ruir, a culpa é tua?
Obviamente que não.
Quem me mandou executar um projecto ambicioso destes sem consultar um engenheiro?
(e é verdade que até conheço alguns...)

segunda-feira, 26 de abril de 2004

Enfim...

...o sol, por entre as nuvens.....



Alterei algumas coisas nos últimos posts. Não gosto de o fazer, mas por respeito às pessoas a quem eram dirigidos, e por respeito a mim própria abri a excepção.
Como quando se fala, às vezes também é preciso ter cuidado com o que se escreve, com a vantagem de que neste último caso ainda temos, às vezes, a hipótese de corrigir o que está mal ou o que é excessivo.
Porque há alturas em que perco definitivamente a noção e dramatizo....

Está um sol enorme, um cheiro a verão no ar, e por respeito a essas maravilhas da natureza estou hoje mais bem diposta... Oxalá continue o bom tempo!

Sobre os blogs...

Encontrei esta conclusão sobre os blogs. Cada vez mais me convenço que este universo é algo fascinante, que não tem descrição possível.... Só vendo, lendo, e lendo outra vez......................


"When you say "blog" most people think of the most popular weblogs, which are often updated multiple times a day and which by definition have tens of thousands of daily readers. These make up the tip of a very deep iceberg: prominently visible, but not characteristic of the iceberg as a whole.

What is below the water line are the literally millions of blogs that are rarely pointed to by others, since they are only of interest to the family, friends, fellow students and co-workers of their teenage and 20-something bloggers. Think of them as blogs for nanoaudiences.

Nanoaudiences are the logical outcome of continued growth in blogs. Assume for a moment that one day 100 million people regularly read blogs and that they each read 50 other peoples’ blogs. That translates into 5 billion subscriptions (50 * 100 million). Now assume on that same day there are 20 million active bloggers. That translates into 250 readers per blog (5 billion / 20 million) - far smaller audiences than any traditional one-to-many communication method. And this is just an average; in practice many blogs have no more than two dozen readers.

Blogging is many things, yet the typical blog is written by a teenage girl who uses it twice a month to update her friends and classmates on happenings in her life. It will be written very informally (often in "unicase": long stretches of lowercase with ALL CAPS used for emphasis) with slang spellings, yet will not be as informal as instant messaging conversations (which are riddled with typos and abbreviations). Underneath the iceberg, blogging is a social phenomenon: persistent messaging for young adults.

An iceberg is constantly dissolving into sea water, and the majority of blogs started are dissolving into static, abandoned web pages. Right now, though, this iceberg is moving so quickly into arctic waters that it is gaining mass faster than it is losing it. The key is that an iceberg is never what it appears, and so it is with today’s blogging community."

-- Jeffrey Henning
COO
Perseus Development Corp.

em http://www.perseus.com/blogsurvey/thebloggingiceberg.html

domingo, 25 de abril de 2004

"Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pode ser, e é tudo.

Dá-me mais vinho porque a vida é nada."

Fernando Pessoa

Teen

Já não tenho idade para estas coisas.
A adolescência acaba quando?...

É tarde e já não devia aqui estar. Muito menos a escrever, muito menos aqui, mas neste momento é mais forte do que eu.
Amanhã posso sempre apagar. Mas também sei que dificilmente o farei. Sei que a noite tem destas coisas, amanhã tudo vai parecer-me menos dramático, mas não menos verdadeiro.

Estive lá contigo.




Sabia que este momento se aproximava.
Tenho pena, mas sei que tem que ser.
Vou continuar aqui. Vou continuar disponível.
Mas não sei se consigo continuar a lutar.
Isto é só o início. Se calhar devia dizer-to. Não sou capaz. Já não te posso dizer tudo.
Desculpa.

Amsterdam

(e de repente aqui tão perto... Demasiado perto.)

come on, oh my star is fading
and i swerve out of control
and if i, if i'd only waited
i'd not be stuck here in this hole


come here, oh my star is fading
and i swerve out of control
and i swear i waited and waited
i've got to get out of this hole


but time is on your side, it's on your side now
not pushing you down and all around
it's no cause for concern

come on, oh my star is fading
and i see no chance of release
and i know i'm dead on the surface
but i am screaming underneath


and time is on your side, it's on your side now
not pushing you down and all around
oh it's no cause for concern

stuck on the end of this ball and chain
and i'm on my way back down again

stood on a bridge, tied to a noose
sick to the stomach
you can say what you mean, but it won't change a thing
i'm sick of our secrets
stood on the edge, tied to a noose
but you came along and you cut me loose

you came along and you cut me loose
you came along and you cut me loose

Coldplay

Hoje

não me apetece escrever...
Assim sendo, nem sei o que estou aqui a fazer.

Queria ser capaz de me explicar, mas não sou.
Cá dentro este vazio.
Esta ausência que me preenche todos os cantos, que teima em empurrar tudo o que ainda me segura para fora, para longe.

E eu aqui, a tentar segurar-me, quando as mãos estão a escorregar cada vez mais, lentamente.
Dolorosamente.

sábado, 24 de abril de 2004





sexta-feira, 23 de abril de 2004

"Cada dia que passa é mais
Uma nuvem. Branca, leve....
Mas lá tão longe e inatingível,
Que todas as vezes que pego
Na caneta para a descrever
Sinto que tenho que ganhar
Asas para lá chegar.
E, meu Deus! Estou tão pesada!
Que é feito da energia
Que me consumiu? Será
Que ardi e agora não sou
Mais do que o esqueleto e as
Cinzas do que fui um dia?
Não é justo.
Amanhã o céu vai estar negro,
E se tudo correr bem há-de
Cair uma boa chuvada,
Água gorda e pesada como eu
Estou a cair do alto e a
Escorrer-me por toda a
Cara, e a transformar o
Risco que trago no cabelo
Num regato, que, sem dúvida,
Há-de vir desaguar aos meus
Olhos.
E com sorte os relâmpagos
Vão riscar os céus como
Giz nos quadros da primária,
E hão-de fazer muito barulho,
E nós havemos de tremer...
Cá dentro, hei-de lutar para sair.
Deixar-me atingir, rezar para
Que me caia o céu em cima
E me parta o molde que visto
Por fora...
Para ver se finalmente consigo
Escapar-me de mim própria,
Fugir e correr, andar sem parar
Até chegar e molhar os pés
Na água salgada e gelada.
E acordar para a vida...
Não é, afinal, o que me falta?

Hoje ainda, a noite é longa
E desesperante.
Sinto-me como sou: fraca.
Quero dormir para acordar.
Amanhã.
Com a chuva."
AS; 04Fev2001

"O Inverno mantém-se incansável
Lá fora, com a chuva a martelar
Monotonamente sobre todas as esperanças que me criei, e que nem assim derretem...
Cá dentro continuo à espera.
Sento-me inquieta e tento distrair-me.
Leio e escrevo, ouço televisão e vejo a mesma música de sempre:
Ninguém vai chegar...
A noite vai correndo imperturbável,
Calma e serena, mole e preguiçosa,
De dias passados no sofá,
Inúteis, cansados à nascença.
E eu olho lá para fora, para a chuva que nem vejo nem ouço
Através dos vidros embaciados.
E espero.
Cá dentro do peito nasce uma
Angústia disfarçada que se vai
Alimentando a si própria,
Crescendo, alargando e aumentando,
Comprimindo todas as tentativas
De abstração...
Já não quero esperar mais.
Levantar-me e abrir as portas da minha cabeça,
Arrancar os olhos ao telefone e sair à chuva,
Molhar-me, ter frio, acordar com a noite...

Mas o aquecedor acende-se em resposta ao termostato.
Mudo de canal."
AS; 06Jan2001

A outra

Às vezes sinto-me como se andasse à tua procura neste novo emaranhado de conversas à distância e encontros ocasionais que se criou. E se há alturas em que te vislumbro, na maior parte das vezes vejo uma nova pessoa que ainda não conheço muito bem. Sinto falta da "outra", esta tem muito menos paciência, muito menos tempo, muito menos tudo. É a ordem natural das coisas, já sei. Nem sei porque achei que ia ser diferente. É assim a vida....

E depois dou por mim a pensar se não sentirás o mesmo. Se não andarás também à minha pocura. Se não me encontrarás só de longe a longe...

Não sei se algum dia iremos falar sobre isto...





Xiça, tenho saudades tuas!!!
(e de novo este nó, que não é da faringite...)

Bónus

Doía-me a cabeça. Tomei dois comprimidos.
Não passou.
Deitei-me um bocado. Adormeci e só acordei agora.
Dói-me mais a cabeça.
Mas alegrem-se as almas: estou mal-humorada por ter dormido demais! Tive direito a um bónus....

180Km/h

Se este fosse o início de mais um fim-de-semana como os outros já ia a caminho. Ia saber-me infinitamente bem passar depressa naquela recta a seguir a Aveiro (acho que é...) e ver o sol ao meu lado, a acompanhar-me, por saber que lá, para onde vou, há o calor que importa: aquele que atravessa todas as camadas da pele, fascias e músculos, ossos e serosas para chegar ao fundo, onde está a alma.

Desta vez fico em terra.
Por isso pareço uma barata tonta, sem saber com que me ocupar, sem ter onde por as mãos, os pés, os olhos...

Às vezes nem me pergunto, tenho a certeza: nunca vou encontrar-me aqui.
Os caixotes continuam fechados na garagem.

quinta-feira, 22 de abril de 2004

Decidi começar de novo.

Sem ter a ver directamente

com o Sr Major...

Li no Barnabé um post que resume muito bem a actual situação política, económica, social, cultural, desportiva, etc, etc....
Acho que os fabricantes desistiram de fabricar tachos e panelas: agora vem tudo em trens de cozinha...

(e eu que nem sou nada de comentar estas coisas... Mas achei piada!)

quarta-feira, 21 de abril de 2004

Todas as noites é a mesma fita... Pareço aqueles miúdos mimados, que nunca querem ir para a cama quando os pais mandam.... Mas a verdade é que o meu espírito não está preparado para passar assim a noite a dormir. Escusado será dizer que ainda está menos para passar a manhã acordado!
Não sei se algum dia me vou convencer de que tem mesmo que ser. E os meus pais sempre me disseram: "o que tem que ser tem muita força"...
A comprová-lo o facto de me estar a preparar para recolher ao quentinho que ainda não está, mas vai ficar, debaixo do edredão (é assim?).

Bem, e assim sendo ainda não é desta o cessar-fogo.

Data a afixar???...........................................................

........................................... e nunca mais passa.

E quero que passe? Quando passar algo se perdeu para sempre.
Acho que é disso que tenho mais medo.
E neste momento não estou a pensar só em ti. Estou a pensar em vocês.
E estou a pensar que não quero perder....

Dói como o ......................................................

Ia escrever mas apaguei tudo. Tudo tudo não: ficou isto.

Passo a passo

Sei que ainda é muito pequeno o meu contributo, mas às vezes adoro MESMO o que faço!
Passo a passo talvez me esteja a encaminhar, e por mais que as dúvidas tenham tendência a prevalecer sempre, é bom que apareçam, de vez em quando, estas clareiras, para que eu possa ver o caminho.

Obrigada "Eq. B"!

Ainda...

Detesto esta luta comigo própria: se eu ganhar não sei o que vai ser de mim.....

terça-feira, 20 de abril de 2004

E isto foi um sonho...

Numa cidade movimentada, daquelas imensas, onde as pessoas se atropelam por entre o trânsito infernal, uma pequena alma estava deseperada. Saída há pouco de casa, estava completamente perdida na vida, e pior ainda: estava sozinha.
Ao cruzar uma esquina deparou-se com uma livraria, portas abertas, e decidiu entrar.
Lá dentro o ar estava calmo, silencioso, e à sua frente havia um espaço que convidava à exploração: estantes a vibrar com letras, histórias, novidades, vida.... Lembrou-se de alguém que conhecia e dirigiu-se à secção infantil.... Em busca do sonho.
E ao folhear um livro deparou-se com a ilustração de um homem ainda novo, um jovem índio, que se afundava nas profundezas de um mar verde escuro. Tinha um olhar desesperadamente calmo, como que de resignação por se juntar aos seus antepassados perdidos, e ela, ao ver aquela imagem, não resistiu a tocar-lhe na mão estendida, morena...
E então algo insólito se passou: sentiu-se a flutuar e ao olhar para baixo lutava com o peso morto desse desconhecido, para o trazer à superfície, agarrando firmemente a sua mão... E conseguiu. Ao seu lado encontrou uma jangada (toda a gente sabe que os índios usam canoas....) e conseguiu içar-se, e depois ao índio.
Não sei o que se passou entretanto, mas o tempo foi correndo e o dia longo estava a chegar ao fim. Em casa daquele homem, uma cabana perdida entre folhagem densa, junto à praia, começava agora a anoitecer, e depois do calor do encontro, ela estava com frio, tinha sono. E estava de novo sozinha.... Percorreu as divisões escuras à procura do conforto que lhe tinha dado aquele desconhecido, até sentir o pêlo de um animal debaixo dos pés: um tapete? Ao pegar-lhe descobriu tratar-se do que restava de um animal há muito desaparecido naquele sítio, a julgar pelo sol que tinha sentido durante o dia... E embrulhou-se naquela pele esquecida, adormecendo no mesmo instante....





Os dias passaram. Naquela livraria imensa está um menino, que procura a prenda prometida. Gosta de animais, e há aqueles livros engraçados, com a forma de um leão, ou com a forma de uma ovelha.... Alegre, pega no que mais lhe agrada: tem a forma de um urso polar. E qual não é a sua surpresa quando, ao abri-lo, encontra lá dentro uma menina, jovem, a tremer de frio......

De qualquer forma, a minha pele está um pouco melhor! (espero...)
(sem ofensa à Madre, coitadinha!)

Copiona

Não posso ver estes testes em lado nenhum sem sentir uma quase obrigação (compulsão?) para os fazer....
E ainda por cima para descobrir estas coisas!!! Tenho que comprar o hábito, quer-me parecer.... :S


segunda-feira, 19 de abril de 2004

Happiness is the way (Buda)

"Convencemo-nos que a vida será melhor depois...
Depois de acabar os estudos, depois de arranjar trabalho, depois de casarmos, depois de termos um filho, depois de termos outro filho. Então, sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos ainda não são suficientemente crescidos e julgamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixem de ser crianças, depois desesperamo-nos porque são adolescentes, insuportáveis.
Pensamos: «Seremos mais felizes quando esta fase acabar!»
Então decidimos que a nossa vida estará completa quando o nosso companheiro ou companheira estiver realizado, quando tivermos um carro melhor, quando podermos ir de férias, quando conseguirmos uma promoção, quando nos reformarmos. A verdade é que NÃO HÁ MELHOR MOMENTO PARA SER FELIZ DO QUE AGORA MESMO! Se não for agora, então quando?
A vida está cheia de depois, de reptos. É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora, de todas as formas. Não há um depois, nem um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho e é AGORA! Deixa de esperar até que acabes os estudos, até que te apaixones, até que encontres trabalho, até que te cases, até que tenhas filhos, até que eles saiam de casa, até que te divorcies, até que percas esses 10kg, até sexta-feira à noite ou Domingo de manhã, até à Primavera, o Verão, o Outono ou o Inverno, ou até que morras, para decidires então que não há melhor momento que justamente ESTE para seres feliz! A felicidade é um trajecto, não um destino. Trabalha como se precisasses de dinheiro, ama como se nunca te tivessem magoado e dança como se ninguém estivesse a ver!"
Anónimo (para mim, pelo menos...)

Enviaram-me este texto "com amizade"....
Não sei quem o escreveu, mas estava a precisar de o ler.

domingo, 18 de abril de 2004

Em casa

Não há palavras para descrever como é bom poder continuar a ir aí e sentir-me em casa!
Bigada!

Afinal o sol também esteve

Quero vir escrever sobre este fim de semana ENORME, onde couberam tantas pessoas maravilhosas, sem as quais a minha vida não faz qualquer sentido.
Quero vir escrever sobre a paz que talvez se esteja finalmente a instalar, apesar de alguns ventos que sopram ainda serem de tempestade.
Estou ESTOURADA, amanhã volto, porque isto merece um pouco mais de calma.

sábado, 17 de abril de 2004

...

socorro..........................................................

sexta-feira, 16 de abril de 2004

Sim, é bem capaz de chover hoje.
E não é só nos meus olhos.

Anti-social

Saí mais cedo.
Afinal o céu estava cinzento, e o A. tinha razão: mau tempo para o fim-de-semana, e que chova MUITO! (estamos a trabalhar...)
Calmamente até ao carro, entrar, ligar: no rádio o único CD que lá ficou, o mesmo de sempre...
Num dos semáforos um velhote grisalho, de muletas e uma das pernas com a calça arregaçada (não consegui perceber porquê, estava longe) pede à janela dos carros. Instintivamente fecho a minha. Ele protesta com alguém à minha frente e atira algo pelo ar para o chão. Nem chega à minha beira porque entretanto está verde.
Está verde.
E eu só quero chegar a casa, meter a cabeça num buraco e fazer de conta que sou uma avestruz.
Hoje não quero falar com ninguém.

QUERO COLINHO!!!! :(
(esta frase foi dita com cara de mimo, e com uma mão a agarrar a tua manga e a agitá-la de um lado para o outro...)
(conheces a expressão...)

Ainda não acredito que não vou lá estar amanhã...

quinta-feira, 15 de abril de 2004

Despertar

Hoje tive uma noite agitada, cheia de pesadelos, e despertares desorientados.
Sonhei com extraterrestes que vinham buscar-nos, cá em casa todos dormiam e só eu via a nave espacial a rondar, aterradora.
Acordei.
Sonhei que o nosso caminho se voltava a cruzar, e senti outra vez aquela angústia de não conseguir falar contigo.
Acho que acordei novamente para a realidade de não podermos continuar um percurso comum, por mais que a falta que me fazes diga o contrário....

Soa-me familiar....

Não se pode ter tudo.

From The Edge Of The Deep Green Sea

The Cure
(de preferência acompanhada da própria música....)

Every time we do this
I fall for her
Wave after wave after wave
It's all for her
"I know this can't be wrong" I say
(And I'll lie to keep her happy)
"As long as I know that you know
That today I belong right here with you"

Right here with you...

And so we watch the sun come up
From the edge of the deep green sea
And she listens like her head's on fire
Like she wants to believe in me
So I try
"Put your hands in the sky
Surrender
Remember
We'll be here forever
And we'll never say goodbye... "

I've never been so
Colourfully-see-through-head before
I've never been so
Wonderfully-me-you-want-some-more
And all I want is to keep it like this
You and me alone
A secret kiss
And don't go home
Don't go away
Don't let this end
Please stay...
Not just for today...

"Never never never never never let me go" she says
"Hold me like this for a hundred thousand million days"
But suddenly she slows
And looks down at my breaking face
"Why do you cry?
What did I say?"
"But it's just rain" I smile
Brushing my tears away...

I wish I could just stop
I know another moment will break my heart
Too many tears
Too many times
Too many years I've cried over you

How much more can we use it up?
Drink it dry?
Take this drug?
Looking for something forever gone
But something we will always want...

"Why why why are you letting me go" she says
"I feel you pulling back
I feel you changing shape"
And just as I'm breaking free
She hangs herself in front of me
Slips her dress like a flag to the floor
And hands in the sky
Surrenders it all...

I wish I could just stop
I know another moment will break my heart
Too many tears
Too many times
Too many years I've cried for you
It's always the same
Wake up in the rain
Head in pain
Hung in shame
A different name
Same old game
Love in vain
And miles and miles and miles and miles and miles
Away from home again...

Só

"Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar


Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar"

Jorge Palma
(para variar....)

Um amor e uma cabana

É curioso: conheço pessoas que se esforçam imenso, que tudo o que conquistam na vida se deve a muito trabalho a todos os níveis.
Eu tenho, por assim dizer, "mais sorte que juízo"...
Não me esforcei demasiado para conseguir muito do que tenho, e em grande parte das vezes consegui aquilo a que me propus...
Muitas vezes apercebo-me da sorte depois de a ter tido, e só então penso: tenho que a merecer... É estranho.

Pena que isto não se passe em tudo na minha vida...

Se calhar preferia aquele azar ao jogo!

(É verdade... Nunca nos contentamos com o que temos.)

quarta-feira, 14 de abril de 2004

Sempre

as pessoas!

Gostarmos das pessoas à nossa volta pode ser quase todo o caminho (e não apenas meio!) andado para gostarmos do que fazemos.
Acho que, apesar de tudo, tive sorte!
Espero estar à altura de a merecer.
Sei que tenho que fazer por isso.

Azul

Não sei como hei-de estender o meu braço, a minha mão, a ponta dos meus dedos até chegarem aí, à tua beira...
Precisava de te abraçar e dizer que tudo vai ficar bem, mas não sei como o fazer sem cair naquelas frases feitas: o sol está lá, mas neste momento tem uma nuvem na frente e por isso não o vês.... Breve vai brilhar outra vez como mereces, tenho a certeza.
(Nestas alturas a distância deixa de caber dentro de mim e força ainda mais esta dor...)
Estou aqui. Não sei se basta, mas é o que tenho. É o que posso.
É certamente menos do que o que gostava.....

Lembra-me

Decidi incluir aqui esta coisa dos comentários.
Parece que aos poucos me vou rendendo seriamente a isto do blog.
É que o meu contador cresceu bastante, e se há alguém que realmente lê isto, mesmo que seja por engano, pode querer dizer alguma coisa.
Pelo sim pelo não, está criado o espaço.

terça-feira, 13 de abril de 2004

Vícios

Acho que estou viciada em Jorge Palma.

Diz-me, por favor!

"Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?"
Jorge Palma

Acho que aos poucos me estou a esquecer....

Não é o amor que é fodido.
É o tempo.
É a distância. Física ou não.

(e eu, que nunca digo asneiras, quanto mais escrevê-las...)

Ao encontro do tema principal

da grande maioria dos meus posts...

Li aqui uma coisa que me deixou a pensar, como sempre o fazem estas coisas:

«Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre. A ideia utilitária da amizade, como entreajuda, pronto-socorro mútuo, troca de favores, depósito de confiança, sociedade de desabafos, mete nojo.

(...)

Os amigos têm de ser inúteis. Isto é, bastarem só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem são e como são. O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.

(..)

A amizade é a única anarquia do mundo. Vive-se e mais nada.»

Miguel Esteves Cardoso - Explicações de Português
Cais da Ribeira

Não sei se sou só eu que me desoriento desta maneira.
Não sei se sou só eu que perco tempo a pensar nestas coisas, na verdade, se não pensasse, elas passar-se-iam normalmente, mas sem sobressaltos, e eu não sofria antes delas, com elas e depois delas.

Não percebo porque o meu caminho tomou esta forma, que passos dei conscientemente ou não.
Sei que somos nós que nos construímos a nós próprios, passo a passo, só não sei porque não consigo fazer pelo menos um esboço do meu mapa e me sujeito desta forma aos ventos e à chuva, ou ao sol forte que brilha lá fora. A minha vida parece um boletim metereológico, completamente imprevisível, e nem eu imagino que tempo vai fazer amanhã.

Alguém me reponde a estes "não sei" todos?
Alguém me explica a vida, as relações, os amigos, os amores, as paixões?
Alguém me explica por favor como se faz tudo isso?
Às vezes acho que não sei....

(bem sei, há coisas que não se explicam. Simplesmente são.)

Bom dia?

Como explicar?
O Sol nasceu cedo hoje, e espaçoso, sem vergonha nenhuma, entrou-me pelo quarto dentro.
Devia ser proibido ir trabalhar depois das férias!

Chá de hortelã





Nem tive bem tempo para pensar, ou se calhar foi tempo demais, por isso não me mentalizei.
Tudo bem programado, mas as pressas de última hora são indispensáveis para se deixar algo para trás, é quase obrigatório. Nada de muito importante, do mal o menos. Houve até quem dissesse: basta o passaporte e o cartão de crédito: o resto compra-se. Será mesmo assim?
Coimbra. Encontro. Pressa. Partida. Sem grandes sobressaltos.
Assim se passa a noite em viagem, num topor de sono semi-desperto, e ao chegar era já de dia, e num instante estávamos do outro lado: um mundo à parte. Aqui tão perto, como é que é possível???
Surpreendi-me: montanhas, verde, campos, água, neve... Não o deserto castanho amarelo e seco que tinha imaginado, tirando, claro, no deserto, onde dromedários estafados e "berberes" cansados de turistas nos levam para a imensidão do nada, sob uma lua cheia gigante que tudo vê, de que nada se esconde. Dunas imensas, umas a seguir às outras, umas atrás das outras. O melhor "tajine", partilhado e comido à mão, acompanhado com pão. Fogueiras rodeadas de música. Paz.
Mas o caos é total: cidades enormes, desorganizadas, casas apinhadas, ocres, pessoas, animais, tudo numa grande mistura de sons, pregões, espanhol e francês misturados com árabe, ladaínhas intermináveis às horas certas insinuando-se por todo o lado, chamando, rezando, cheiro a carne fresca acabada de matar, de cortar, lã, pó, couro, comidas, excrementos dos burros que passam nas ruas estreitas como táxis apressados, sem ver, sem sentido, atropelando-se com bicicletas e gente, gente, gente até perder de vista, por entre a luz que vem do tecto onde o céu nos ilumina. O chão sujo da vida que não pára. Lutas de rua, macacos, serpentes e bailarinas que afinal são homens, videntes, música de tambores, pandeiros e pandeiretas, cornetas, vozes roucas, charradas, nem sempre animadas, homens, muitos homens. Mulheres cobertas, tapadas, escondidas. A água chalada, cheiro intenso a menta, despejada do alto, metal para vidro, calor que se funde no ar.
Indescritível...
Imperdível.

segunda-feira, 12 de abril de 2004

No dia da partida

senti de novo aquele "aperto" e não soube explicar
Hoje percebi....

Acabei de saber que sexta é a grande festa.
Estou de urgência sábado, não tenho como trocar.
Não tenho como ir.
Não tenho como explicar de que forma a alegria de umas férias bem passadas se dissipou.

Sr. Inginheiro

Quando soube tive um "baque"...
Queria ter-te mandado uma mensagem a desejar boa sorte, mas como sempre faltou a coragem.
Agora vejo tudo consumado...
Não sei explicar esta mistura de sentimentos que me assaltou: um orgulho indescritível por ver que finalmente conseguiste aquilo por que lutaste tanto. Uma tristeza e um vazio imensos porque neste momento tão importante já não estou ao teu lado...
Sei que fui eu que não quis continuar a lutar.
Não sei como é possível, mas ainda não sei se este é o caminho certo.

"Meu amor,
(...)
Espero que aprendas bem a remar
E espero que a luz do teu farol
Te possa sempre iluminar!"
Jorge Palma

A propósito...

Deste e de tantos outros posts que aqui tenho:

"Não há passos divergentes para quem se quer encontrar"
Jorge Palma

quinta-feira, 1 de abril de 2004

Férias

Amanhã vou de férias!
Estou mesmo a precisar de me afastar desta rotina diária, por isso vai ser óptimo atravessar o estreito que me separa de um mundo novo para mergulhar noutra civilização.
Espero trazer uma nova inspiração.
Uma nova alegria....

Óculos escuros II

Para quem estiver interessado (se é que alguém lê isto para além de mim...) comprei uns óculos!
São uns que vi hoje, nem os "clássicos" nem os "radicais".

Não há nada pior do que não ser quente nem fria e ser assim: MORNA!