segunda-feira, 24 de março de 2008

Remar remar

"Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
As vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz

Berras às bestas
Que te sufocam
Em braços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor

Remar remar
Força a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente"
Xutos & Pontapés


Não é a primeira vez que me encontro de remos na mão, a tentar a todo o custo subir o rio, como se fosse um salmão em luta pela sobrevivência da espécie.
Apesar de tudo, baixar os braços não é o mais fácil.

Gostava de explicar porquê, mas não posso.

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